13/03/2015

Material de guerra


E o que é que está errado nesta notícia?

(Tudo, eu sei. A começar pelo pasquim de onde brota. A acabar nas borbulhas do condenado. Do stripper. Do GNR. São muitos adjectivos num mesmo título).

Mas, mais errado do que tudo o resto?

É isso. Material de guerra

Depois, a notícia propriamente dita, refere material de serviço que, ora convenhamos, não é bem a mesma coisa. Já o uso do termo material, numa notícia deste teor, não me parece muito feliz. Ao que tudo indica, o moço despia-se de arma em punho. Arma mesmo, a coisa bélica, a que dispara... vá lá, a que dá tiros e pode matar, sabem? Mas, dito daquela maneira, lá está: brutas como eu, o que é que lêem? Que o rapaz ia para o espectáculo de granadas nos bolsos... Ah, não tem bolsos? Então, que ia de chaimite, máscara anti-gases, um míssil, ou levava balas, sem arma?

Mais uma vez, senhores, pede esta que só vos lê drivados de contingências: sede mais objectivos em vossos textos, menos vagos em vossos títulos. Nem todas as pessoas vos lêem com a mesma isenção e capacidade de discernimento.

10 comentários:

  1. Cada um usa o seu material como melhor lhe aprouver.
    (mentes conspurcadas, as nossas)

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    1. Olha, este género presta-se. Está mesmo a pedir piadas fáceis :D

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  2. Material de guerra, ahahahah puseram-se tão a jeito.

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    1. Para mentes elevadas, como a tua e a minha, até a expressão "pôr a jeito" não consegue ser isenta de culpas!

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  3. Tanta confusão por causa do 'material de guerra'!
    A malta despe-se, striptease não é? O que tem o tal '... de guerra' a ver com o assunto? Eu cá, quando me dispo, não penso nisso. Coisas letais não são chamadas ao 'palco'.

    O pasquim, preenchido pelos piores 'junta letras' do planeta, tem culpas na má notícia. Porque não se trata de uma notícia e, não menos importante, pela forma como a apresenta ao grande e apaixonado público ávido de sensações, mesmo que mal contadas.

    Há sempre uma moral da história. Diz-me tu, LP colega de blogosfera, o que te parece que possa ter sido a moral desta história.

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    1. Se queres que te diga o que acho mesmo, as palavras deste pasquim nunca são tão desastrosas quanto parece, mas sim intencionalmente dúbias, exactamente para chamar e prender a atenção - de quem faz a primeira leitura (público maioritário dele) e de quem faz a segunda leitura (mentes perversas como a minha). Posso estar enganada, mas, se não estiver, na redacção e, designadamente, na selecção dos títulos, estão pessoas que sabem muito melhor utilizar as palavras do que aparentam.

      Somos colegas? :P
      Tu andaste na tropa? É que lá, diz-se que "colegas são as p." :P
      Bom, moral desta história: a conclusão jurídica, que desembocou na conclusão judiciária - não é permitido uso de material (pumba!) profissional em situação de recreio, designadamente se se tratar de armamento.

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    2. Apenas um pormenorzinho, ó faxavôr!
      Mentes perversas têm os ressabiados jornaleiros do da Manha que com a aquiscência do 'abnormal' Octávio Ribeiro, se disponibilizam para serem veículos do MP. E fazem-no de forma inferior.
      Outro pormenorzinho, ó faxavôr!
      Eu chamei-te colega de blogosfera. Não mais que isso. Andei na tropa mas num sítio onde não haviam p**** ;-)
      Não há mais pormenorzinhos, pronto, vou ver o meu Benfica.

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    3. OK. Quem andou na tropa foste tu, quem conhece a linguagem de caserna sou eu ;)

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  4. os títulos dos pasquins deviam estar sujeitos a uma entidade reguladora que fizesse uma triagem à possibilidade de interpretações menos amenas, e só depois é que eram publicadas as notícias. isso é que era democracia e bom gosto! não fosse a falta de tempo, fazia-se já uma comissão de observação interina com espírito de missão e preferencialmente com despesas pagas! fico a aguardar!

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    1. Começava e acabava no uso e abuso do nome Jesus, pelo jornal "A bola". Conseguiram que perdesse a piada.
      Retive, sincera e carinhosamente, a expressão "despesas pagas". I volunteer! :)

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