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26/07/2018

Com este tom de tez, ainda assim tenho momentinhos louros muito meus

Exausta de ouvir a pergunta "Tens MB Way?", e de, à negativa, receber em contra-resposta a incredulidade e a estupefacção (só comparáveis à reacção de uma amiga de amigos, quando um dia lhe disse que não tinha carta de condução - porque, efectivamente, na altura, ainda não a tinha arrancado -, e ela praticamente assobiou para o ar, mas quando, logo após, lhe disse que não tinha microondas, a mulher se ia lançando pela janela, tamanho o assombro que lhe provoquei), olhem, instalei essa coisa em Ai-fostes. Pelo menos, nas vezes seguintes em que me questionassem acerca da detenção do tal aplicativo que faz maravilhas e malabarismos bancários através do telefone, não seria vítima do mesmo bullying ao me chamarem infoexcluída, ou, se o quisesse evitar, não teria que omitir a verdade, faltando-lhe ou distorcendo-a, de mais a mais porque não saberia manter a tanga, que, conforme sabeis, é justa e curta, pelo que mais depressa se apanha quem a usa do que a um coxo.
O problema adveio a posteriori, no momento em que finalmente pude responder sem mentir com todos os dentes que tenho na boca - actualmente, e espero que para toda a eternidade, vinte e sete, pois que me foi surripiado um recentemente -, e levei como, se não resposta, pelo menos esclarecimento, o seguinte: "Sabes que podes levantar dinheiro no multibanco através do MB Way?". 


Foi mais a imagem mental, sabem? 
É que visionei mesmo as notinhas a saírem Ai-fostes afora, regurgitadas, paridas, irrompidas.
Foi um breve momentinho louro, já passou, Chiu.

29/03/2018

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 4

Ai-fostes veio parar-me às mãos guarnecido com uma aplicação assaz atractiva, quanto mais não seja por ter, no seu ícone, un petit coeur. Responde ela pelo nome de "saúde" e é a que — de entre outras valências que não explorei — nos mede a distância diária que percorremos a pé ou a correr (como se corrêssemos com recurso a outra zona do corpo que não fossem os pés). A mesma aplicação peca, a meu ver, pela incapacidade intrínseca que lhe é inata, de nos contar os passos em situações de não deslocação, ou seja, quando maior é o esforço, que é no ginásio: elíptica, passadeira, jump, body pump, aeróbica, etecetera. Pode uma pessoa estar a finar-se de exaustão cardio-gluteal durante uma ou duas horas, que a aplicação do coraçãozinho lhe atribui muito menos passos (na verdade, igual a zero) do que se for bater pernas para o shopping no mesmo espaço de tempo.
[No entanto, existem casos como o meu em que me parece justo que assim seja: a marcha fora do ginásio é cumprida (e comprida) de saltos altos, pelo que até deveria valer o dobro, como aquelas campanhas em África.]
Depreendo, não obstante, que Ai-fostes contabiliza a passada de forma relativamente aleatória. Por exemplos: anteontem, ao longo de um dia inteiro, contou-me 3941 passos para 2,6 km. Ontem, eram ainda umas escassas 16:49 da tarde, já ele me havia contabilizado os mesmíssimos quilómetros, mas com 4447 passos. Ou seja, percorri a mesma distância, dando mais 506 passos (e sim, recorri à calculadora, porque este desgaste pedonal acaba por me afectar o cérebro).





Conclusões:
1. Há dias em que dou passos de gueixa;
2. Há dias em que dou passos de elefante/ gazela;
3. A contabilização é muito mais aleatória do que eu imagino. Tipo o boletim metereológico;
4. É possível enganar a aplicação (que funciona por GPS), bastando, para tanto, que nos desloquemos de um lado para o outro, nem que seja do sofá para o frigorífico, do frigorífico para a despensa e da despensa para o sofá, sempre no enfardanço. Ou então, era a pessoa praticar o ballet e dar uns bons jetés por dia, que aquilo contava dez passos por cada jeté);
5. Nós não estamos sós


20/02/2018

Je suis la pièce de résistance

Sinceramente, às vezes — nem sempre, mas já aconteceram para aí umas duas vezes na minha vida — equaciono a hipótese de ser (eu própria) um ser transcendente, um ente iluminado, uma unidade genial, Alguém. Tipo do Além, percebem? Uma Única. 
(Sempre ouvi o meu pai dizer que, se eu não existisse, tinha que ser inventada. Nesse tempo, já eu existia, portanto. Inventada por ele, na parte melhor que tenho.)
É que me sucedem ocorrências levadas da breca, aquela que há-de ser aparentada com o Diabo. 
Então: vou a chegar a casa de uma amiga, que se me lamenta de ter o pc crashado. (Por acaso, ela usou outro termo qualquer, mas este é mais evoluído e dá, simultaneamente, a ilusão a quem está a seguir este episódio, de que eu domino a linguagem. Acho que disse "brecou".) No mesmo instante, pegou nele ao colo e exibiu, desolada, um portátil aberto, em cujo ecrã (sim, eu sou daquelas pessoas que não hesitam ao escrever a palavra ecrã. Escuso de escrever monitor) cinzento, apenas aparecia uma pequena frase, no canto superior esquerdo, a dizer blá-blá-blá-definições-blá-blá. E pergunta-me ela assim para mim: "Percebes alguma coisa de computadores?". Vou eu e digo a verdade nua e crua: "Nada.", no exactíssimo momento em que, assim pensei, melhor fiz ["Experimenta control-alt-delete, que dá para tudo"], só que fiz ainda melhor do que o melhor: movida sabe-se lá por que forças divino-diabólicas, a minha manita esquerda colocou dois dos deditos em Ctrl e em Alt, enquanto o da direita, ao invés de no Delete, foi aterrar de emergência no Enter.
...
...
E, subitamente, ele não se moveu, sequer explodiu. Fez-se foi luz. O animal, comatoso há um bom par de horas (o que, conforme sabeis, corresponde, em anos de vida humana, a cerca de quatro e três meses), ressuscitou-se todo sem um esperneio, sem um ai-que-me-dá, sem um ronco, só me dando tempo a confirmar, balbuciosa, "Mas eu não percebo nada disto", "Mas eu não sei o que fiz", "Mas eu enganei-me, porque ia carregar em delete, a ver se, ao menos, o desligava", "Mas é o milagre de Natali!", tudo muito cheio de mas-mas, perante a incredulidade dela, um pouco misturada e retorcida com aquela admiração que fazem as outras pessoas quando diante de um génio. 
E eu sem lamparina. 

12/01/2018

Eliminar

Comecei outro texto, que chutei para os rascunhos, acerca dos fretes que se vão fazendo aqui e ali, para manter uns e outros contentes (?), o que se atravessa também na blogosfera, e me põe a pensar se não haverá quem me tenha no feed só para me fazer feliz (?), quem se me faça seguidor só para me dar um rebuçado (?), quem até nem me tenha na lista para me dar uma lição (?) de modéstia (?), ou simplesmente porque me odeia (!). 
Mas, parecendo que não, vivo tranquila com essa m.
Vem isto a propósito de eu ter uma conta no Instagram, por motivos que só eu sei e não são para aqui chamados, mas que, como tudo aquilo em que me meto relacionado com techno, é modesta, pobrezinha e descuidada. Tenho ao todo três seguidores e todos eles são da minha família. Sigo as páginas dos três e seguia mais outras duas até, exactamente, anteontem: uma delas era a página da cartoonista argentina Maitena
Andava eu muito desocupada da vida a passear pelo Instagram, quando me deparo com uma imagem publicada pela artista que me pôs o queixo ao nível dos joelhos: a própria, à porta de um casebre de madeira, segurando os braços de uma menina de cerca de dez anos, completamente nua. 
Nua. Nuíssima. Nu frontal, nu total, nu despido, nu descalço, nu revelador, nu incontestável, nu inconfundível. Um nu tão nu, que se via tão claramente a cara como se via o pipi da criança. 
(Naturalmente, não se trata de uma das filhas da artista, porque isto da inconsciência, quando bate, parece que nunca toca aos nossos.)
E eu, em choque, à procura do botão onde pudesse carregar para eliminar aquela pessoa da minha vida
E eu, em choque, à procura do botão onde pudesse carregar para denunciar aquela pessoa ao Mundo. 
Mas em que merda de bolha é que esta gente vive? Nunca leram jornais, nunca viram televisão, a internet não lhes chega? A sério que é possível alguém ser tão artista, estar tão alienado da realidade, que caia numa esparrela destas inocentemente, sem num único momento se questionar, ou lhe cair a ficha?
(Os seis ou sete comentários que já lá tinha, diziam coisas naquele espanhol de prata, "Como es lindo el amor 💕💗", e merdas.)
Felizmente, alguém por mim encontrou primeiro o botão de denúncia, porque a imagem desapareceu passado pouco tempo.
Infelizmente, esta pessoa tem um milhão e duzentos mil seguidores no Instagram. É fazermos contas. 

09/11/2017

Story of my life

Aquele cliente que demora a pagar.
Depois pede um acerto no trabalho. Coisa de nada, apenas uns pormenores de formatação de um documento do Word. [Vamos acreditar que existem pessoas que não sabem formatar um documento do Word/ não têm tempo para formatar um documento do Word/ ocupam uma posição demasiado elevada (nomeadamente a atender telefones, receber clientes à porta e servir cafés na sala de reuniões) para formatar, assim à toa, um documento do Word].
Recebe o trabalho reformatado.
E não paga.
Depois pede segundo acerto, que afinal não era bem aquilo, que a primeira versão [por mim acabada e por ele tentada alterar] é que estava bem, mude aqui, mantenha ali, tanta cocozice, só faltou mandarem-me meter em Comic Sans, a ver se eu me ria um nico, ha-ha, essa foi boa. 
E continua sem pagar.
A pessoa emite a factura, só naquela.
Passam semanas. 
Pede a terceira modificação, desta vez uma adenda.
Adendei tudo, mandei tudo adendado, e ainda adendei a pertinente pergunta Para quando?
Vou esperar sentada, que isto parece a história do meu biquíni, ou a das calcinhas amarelas, que vem a dar no mesmo, só que com requintes de malvadez. 

(Eu sou aquela pessoa que tem a mania que é esperta, mas que um dia cai de boca no conto do vigário. Como, aliás — a ver se me consolo —, a grande maioria dos portugueses.)

11/08/2017

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 2

Quis publicar uma imagem ilustrativa [alerta redundância] do meu post anterior. Porém, Ai-fostes, acometido de uma má net, derivados de estar demasiado próximo do mar [se esse conceito existisse], não mo permitiu. O quartel-general onde estava instalado o router do pólo onde me acampei era demasiado longe [e cem metros pode ser um conceito interpretável como demasiado longe] para que me deslocasse, metesse pic condicente e voltasse para a boa barraca, pelo que só hoje, regressada e ressabiada, com cara de fim de férias, aqui a publico.
Sem filtros, como tudo em mim.
Já não se trata de uma tentativa de meter nojo, pois que até a mim mesma, ao contemplá-la, agora, a esta distância [duzentos e oitenta e cinco quilómetros, vírgula — após vírgula simbólica — três, pode considerar-se demasiado longe] e sob este prisma (pesadíssimo), a imagem mete nojo, e inveja, e drama, e já saudades, e só coisas feias — não fora ela tão linda.


Diz que Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe. O povo é quem mais ordenha. 
E amanhã é outro dia, lá dizia a outra dos ventos. 
Adeus, que agora vou ali pôr-me em posição fetal e encher-me de baba até me passar a fase da raiva.
[A ver se agora alguém aqui vem desejar-me "Boas não-férias".]


21/07/2017

É preciso tão pouco para me fazer feliz # 8

Descobri um programa online, daqueles de artes gráficas e bonecada, que me tem feito as delícias, e é bem capaz de ser o que me vai proporcionar o próximo header, que será de todos os que já tive (exceptuando o primeiro) o mais porreta. 
Como sou assim e não guardo nada só para mim, hoje decidi divulgá-lo: Lunapic.
Este grande querido tem uma função que substitui em tudo o chato do Photoshop, com aquela cena das camadas sobre (e, por conseguinte, sob) camadas, que, quando uma pessoa humana está prestes a fazer um brilharete, é o momento em que ele resolve encravar e esmerdar o trabalho todo até ali executado: o fundo transparente. 
Imaginem: têm uma fotografia — idealmente de um ser vivo ou mesmo de um objecto — da qual não gostam do fundo, ou que querem ver recortada, para colocar noutro fundo. (Sim, é possível colarem-se a abraçar a Sofia Vergara.) O ideal é o fundo ser liso, para melhores resultados. Mas também é possível recortar uma foto com fundo em imagens, o que eu até explico como fazer, se me pedirem com jeitinho. 


Pega-se na pic da Sofia e mete-se lá no separador "transparent background", tantas quantas as vezes que for necessário para que ela apareça rodeada de quadradinhos.


Depois o bom e facílimo de utilizar Photoscape faz o resto.
Vamos supor que queremos pô-la dentro de um barquinho de papel azul, já que a imagem está cortada um pouco abaixo da cintura. É colá-la lá.



As possibilidades são inúmeras. E tem também aquela vertente de se fazer o que se quiser com uma fotografia, sem aquela cena do BeFunky, que às tantas nos tenta obrigar a pagar para aceder aos modelos mais giros.

Eu em Lego

Eu em Frida Kahlo

Eu em chita
Fico sempre beneficiada nestas nuances.
Até pareço uma blogger.



19/07/2017

Passei as últimas vinte e quatro horas da minha vida à sombra de uma bananeira, a digitar números

Estou à beira de um esgotamento nervoso.
[Há hipérboles, metáforas e mentiras deslavadas no título e nesta última frase, dramática aproximação da realidade.]
Já copiei a agenda toda para meu novo telemóvel, que se mantém mouro. Encontrei muitas pessoas, outras perdi acho que espero que para sempre. 
Não sei se também é assim com vosotros, mas, a mim, a purga triagem dá-me para:
1. Banir uns quantos contactos, por haver até cerca de 10% de hipóteses de voltarmos a falar algum dia na vida deles e ou minha. E, convenhamos, 10% não valem o esforço de estar ali a passar à pata, feita pata, números com 9 dígitos, todos desconexos uns dos outros, com a única garantia (salva uma honrosa excepção) de começarem por 9;
2. Copiar uns quantos contactos, apesar de haver 0,5% de hipóteses de voltarmos a falar algum dia na vida deles e ou minha. Servem estes para prevenir que, caso lhes dê a travadinha de me ligarem, eu estar alerta e:
         a) Não atender;
       b) Esperar cinco, seis, sete toques, consoante o grau de má vontade que tenho em estabelecer qualquer tipo de contacto, seja a que pretexto for. (Ex-chefe, por exemplo.) Terei, então, tempo para:
                I - Atender;
                II - Não atender;
                III - A pessoa desmelgar.
3. Não copiar duas boas dezenas de contactos, inúteis (Apoio TMN? Praia Kontiki? Rui dos toldos? SOS Náufragos?) ou dispensáveis: aquelas pessoas com quem há 0,5% de hipóteses de voltar a falar algum dia na vida deles e ou minha, mas que, se me ligarem, tranquilamente:
          a) Atendo;
          b) Simulo uma gravação automática;
          c) Faço voz de ladrão e digo que roubei o telemóvel a uma mulher belíssima.
4. Copiar milhares de contactos, de pessoas que me são queridas e com as quais falo todos os dias, mas que, e apesar disso, não sei os seus números de cor, e, ainda que soubesse, copiaria na mesma, porque, como todas as pessoas com perturbações desta ordem, julgo que incluí-las na minha agenda é uma grande homenagem que lhes faço, com o contraponto de uma grande honra que elas, mesmo sem saber, sentem por dela constar.

(Confuso? Experimentem copiar centenas de números em cerca de umas horas e depois falamos.)

18/07/2017

iPhostes

Aí vai disto para a enorme superfície, em busca de alguém que me pudesse fornecer ajuda naquilo do coiso. A Phone House* eclipsou-se dali, ou então eu não a procurei nos bolsos. Entrei na Worten Mobile*, mas a senhora que me atendeu disse que não me podia cortar o cartão para o tamanho nano, pois arriscava-se a cortar-me o chip. Não é que eu me importasse, mas lá me esbandeei para outras bandas.
Fui para a ZON*, mas estava quase na bicha quando me lembrei que cá no lar nós somos NOS*, passe o quase pleonasmo.
Na NOS*, a senhora disse-me que não me podia fornecer um cartão novo, porque eu não sou a titular do pacote. (Isso julga ela. Esse e o meu nariz, são meus de propriedade plena.) Questionei, incrédula, qual a motivação da política da empresa, uma vez que o número me pertence. Disse que não sabia. Insisti que queria perceber. Alvitrou que podia ser porque já tiveram chatices com clientes que vão levantar um cartão novo para o esposo, em situações de casais desavindos, e depois ele fica com o telemóvel bloqueado. Assim, tal e qual: para o esposo (...) e depois ele fica com o telemóvel bloqueado. Parece que só as mulheres têm caco para fazer uma partida dessas. Somos grandes, nem que seja para a patifaria.
Desbloqueou-me ela a situação quando contra-argumentei que a inversa também se pode dar: o titular do pacote ir buscar o cartão da esposa e depois ela fica com o telemóvel bloqueado.
Aconselhou-me a meter os contactos todos na cloud. E depois dizem uma coisa destas a uma senhora da minha idade e acham que nos chega uma mensagem ao cérebro que não seja a literal: com o céu que cobre hoje Lisboa, mandava aquilo tudo lá para a nuvem que ela sugeriu e depois via-me desgraçada para provocar a trovoada que mos devolvesse para o telefone novo. Cá quieta.
Avisou-me então que, caso não o fizesse, ficaria sem agenda. Parece que o procedimento a rasga em niquinhos.
- Olhe, até me dá jeito. Metade dos que lá estão vão já fora: "Este nunca lhe telefono"; "Este não sei quem é"; "Este já morreu"; "Este já devia ter morrido".
Ela riu-se, mas pode ter sido dos nervos.

Tenaz argumentação de LB - 2; Frágil argumentação da loja de telefones - 0

* NMPPI


17/07/2017

LB proporciona une petite enquête aos seus fiéis

Olá, queridos,

Tenho a anunciar que já sou proprietária de gozo pleno de um iPhone. O gozo maior tem sido dele, pois o possuí há três dias e ainda não o pus a meu uso e bel-prazer. Razões várias se desprendem deste impasse, de entre as quais uma pena imensa (de pavão) de largar chico-smart. Mas, e principalmente, assiste-me uma total e absurda incapacidade para lidar com o bicho novo. Acreditem que até para o ligar e ele iluminar o ecrã, tive que espiar como é que uma das minhas crianças fazia com o dela. De resto, o monstrinho tem jazido na caixa que o transportou para casa, pois cada vez que a abro, fico ainda mais fora de pé. Diz lá dentro, num papelinho, que devo ler primeiro o manual de instruções. Ora, o dito não consta da caixa. Talvez tenha que instalar uma app, que, por sua vez, me explique como, tipo, telefonar com o telefone. Mas, para tanto, tenho que o ligar e chegar ao sítio que diz "instalar apps". Acho eu. Há pouco quis meter-lhe o cartão sim e ele fez que não. Tive que ir à nettinha ver como é que se inseria o plástico, e lá dizia que tenho que espetar um clip naquele buraquinho minúsculo. Eu espetei, mas não aconteceu nada. De modos que vou daqui para a loja, a ver se alguém me faz o jeitinho de me pôr o coiso a funcionar. 

Bom, mas não era a isso que eu aqui vinha. 
Urge arranjar um nome para a máquina. Todos os meus objectos pessoais — ou quase todos, prontos — têm nome. (Para se distinguirem uns dos outros.)
Ora:
Ai- fone;
Ai-Lindo;
Ai-fome [Ele tem uma maçã meio comida atrás];
Ai-Eva;
Outro.
(Isto só lá vai se for a votos.)

Gradecida.

22/04/2017

Désanchantée, Mr. Blogger

Perdi a possibilidade de ler blogs em chico-smart na versão para telemóvel. Apenas me restou a versão para web, o que, em aparelhómetro daquelas dimensões, significa a cegueira total, ou então o ter que aumentar o texto e andar a puxá-lo para a direita e para a esquerda, se o quiser ler. Se, em posts pequenos, vá lá que não vá, nos meus lençóis de cama de casal torna-se uma saga impraticável que leva a pessoa ao enfado e à desistência. E eu pecadora me confesso, também gosto de me ler a mim. (Ainda ontem, por exemplos, corrigi uma gralha num post publicado há horas, em pleno semáforo vermelho.)
Não sei o que se passou, se a iniciativa partiu do Blogger, ou se é chico que ameaça o adeus à vida e eu finjo não perceber. Mas não apreciei. Fica aqui o meu voto de protesto, não sei contra quem, mas sei contra o quê. 

´tá-se bonito...


17/04/2017

And that awkward moment # 24

em que recebes um sms da pessoa menos urbana (não quis chamar rural ao senhor, está bem?) que conheces, a dar-te conta do seu novo número de telemóvel — como se ele não constasse do remetente, mas acredite-se que ainda há quem desconheça certas e determinadas minudências tecnológicas (e eu até sou uma dessas personas, só que noutros sectores da high-tech) —, que inclusive te trata por menina e pelo teu petit nom, e, no fim, exactamente no fim da mensagem, assina... e coloca reticências a seguir ao próprio nome?
E tu, a quem aqueles três pontinhos dizem tanto por aparentemente nada dizerem, ris-te como uma tola.
(Que enigmático, Monsieur Marques...)



15/11/2016

Sou eu

a pessoa que inscreveu o blog num site de estatísticas da auto-análise, da auto-referência, da auto-punição, chamado statcounter, há talvez perto, não sei, mas por aí, quatro anos, que recebe semanalmente um relatório de visitas a zeros, e só hoje é que percebeu ter o URL do coiso errado. 
E não chegou sozinha.


10/02/2015

Linka lá isso

Observador, esta é para ti. Já chega de links escritos e não linkados.
La Porca soluciona quase todos os problemas dos proscritos da informática.
E só não o faz de forma mais discreta porque o blogger assume a linguagem HTML e qualquer explicação que te desse iria resultar noutro link. 


Onde diz "texto do link", é o http, etc. 
Onde diz "clicar aqui", escreve o que entenderes. Pode ser mesmo o que quiseres... tipo... mesmo. Esta é a palavra que vai dar acesso ao link que inseriste. Por exemplo, ali em cima, no lugar de TEXTO DO LINK, pus o link do teu blog. E, no lugar de CLICAR AQUI, 'Observador'. Topas?
Importante: usa esta função carregando no botão HTML (e não, não é do teclado :P). Lá em cima, à esquerda, quando editas um texto.
Eu não acredito que estou a escrever estas coisas.
Provavelmente, vou apagar este post.
Aproveita enquanto ele está vivo, nas próximas, vá, três horas.

Próxima lição: como eliminar espaços em branco no blogger. Também será para ti.