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25/01/2018

As coisas que eu vou desencantar ao baú... # 12

Desenhado em 16.02.2011, através de um programa, Bitstrips, que já não existe. (Portanto, escusais de ir a correr tentar fazer lindinhos com ele à pala de minhas super inestimáveis dicas, que, quanto a este, capute.) (Mas vá, que eu não sou assim tão pérfida. Se desejais assim com tanto ardor brincar à bonecada online, instalai este, que deve ir dar ao mesmo. Eu não experimentei.)

Hã? Foi só mudar-lhe o nick e ficou como novo, e actualíssimo.
Já na altura, vejam bem ao tempo que isto foi, usava e abusava de parênteses rectos. 

Então, vamos lá a aprender alguma coisa hoje, a ver se nos entendemos quanto aos rectos e quanto aos curvos, em se tratando de parênteses, aqueles que nunca caem na lama. Ou não deveriam.


09/12/2017

Dica # 11

Assumamos que estou para a sabrina tal como estou para o dentista e o oftalmologista: toda a gente vai, eu também quero. E, por esse motivo, vou.
Por mero acidente de percurso, este ano adquiri um par de sabrinas, lindíssimas, caríssimas, porém desconfortáveis, ou, em resumo, um mau passo — literalmente — que dei na vida. Aquela costura ao redor de todo o peito do pé é coisa para me esfrangalhar os nervos do delicado, e me demover de as calçar, preferindo uns bons compensados, ainda que com doze centímetros de salto. (Até porque fico mais alta, e ser poeta...)
No entanto, há coisa de escassos dias, dei de caras com sabrinas com um ar indubitavel e excepcionalmente confortável, cujo preço era tão uma piada, que desatei a rir, de fácil que sou, e trouxe-as.


É isso: Primark, e atentem que ninguém me paga para isto. Ainda que pagassem, dizia bem na mesma. Quatro euros, não sei se dá para perceber a dimensão da coisa. Quatro. Qua-tro. Até podem desmanchar-se daqui a quatro dias, até podem começar a cheirar a estrume (oh, LP...) daqui a oito, mas terá valido a pena na mesma. Amo-as.
De seguida, alevantou-se-me a questão de o que calçar quando (nas raríssimas vezes em que) me visto de azul durante o Inverno, e (nas raríssimas vezes em que) quisesse calçar sabrinas.
Olhem, trouxe as azuis.


Também há bege e outra cor que não fixei, é irem verificar (acho que bordeaux). 
Ando com elas por casa, feliz de ter sabrinas como as outras pessoas. 

E é isto, assim por hoje.
Quatro euros.
Hahahaha. Ha-ha.

25/11/2016

Segura a vela com a cabeça

Vocês não sei, mas eu preciso muito dos meus ouvidos para trabalhar. 
Já para o resto, nem tanto, tanto assim que tenho vindo a apurar o dom do ouvido selectivo, uma das muitas características que admirava e amava no meu pai. Confesso que ainda não o desenvolvi a ponto de só ouvir mesmo o que me agrada, dá jeito ou é útil, mas acho que vou no bom caminho. Digo isto, apesar de que outro dia estava no ginásio, atrás de mim formara-se uma concentração de musculados mais PT em profunda algazarra futebolística, que conseguia suplantar, em volume de som, as vozes, as máquinas, a música ambiente e o meu cérebro a fritar numa polme, e um deles largou um fod@-§e tão sonoro, que prontos, lá está: lamentei não ser surda ou, pelo menos, não ter ainda o meu ouvido treinado para seleccionar e eliminar determinados momentos da minha vida. Também não os posso silenciar, em sentido estrito, amandando-lhes com a Camorra.
A verdade é que me fazem falta os ouvidos todos, quer o direito, quer o esquerdo, quer o interno, quer o externo. 
Ora, se há característica que herdei de alguém, é a da fabricação de cera, que eu palavra que já estive para me fazer de oferecida para uma fábrica de velas. No entanto, e uma vez reconhecida a necessidade do sentido da audição, para o bem e para o mal, há que manter os ouvidos limpos. Só que os métodos de limpeza do ouvido são chatos e nem sempre eficazes. Há pouco tomei conhecimento de um, assaz peculiar, todavia amplamente eficaz, e isto sei-o porque já o experimentei na primeira pessoa do singular: o da vela que se enterra orelhas adentro, se acende com um fósforo e depois cada um faz o que quer. (Canta os parabéns à pessoa que tem a vela a arder na tola, simula o som da explosão de uma bomba, vai buscar a taça das pipocas, convencendo o desgraçado que a dele fritou mesmo, etecetera.)
Mas a sério: isto 

é o método mais infalível e poderoso de limpeza do ouvido, é absolutamente seguro e higiénico, compra-se no Celeiro* e custa para aí 7 euros. Cada caixa traz duas velas, para o caso de terem duas orelhas. 

* NMPPI


22/10/2016

Quando eu ganhar o Euromilhões # 12

vou ser exactamente a mesma sovina que sou até ao presente momento. 
Aliás, este post também podia chamar-se Dica. Porque, no fundo, o que me traz hoje aqui é uma dica preciosa. Só para as meninas que usam base, as outras podem saltar (este post, ou literalmente — jump). E os homens também, que isto interessa-lhes basicamente... zero. 
Quando se me acaba o frasco da base, e ainda antes de o deitar fora, raspo com o dedo, muito bem raspada, a rosca e o pauzinho que leva a base ao êmbolo, e depois às nossas manitas, imediatamente antes de nos atingir em cheio nossos rostos. Tudo muito bem aproveitadinho. Julgo que toda a gente faz isso. Só a quantidade do precioso e milagroso creminho corado que fica naquela zona do frasco, dá para uma pessoa se maquilhar mais três vezes. 


No entanto, eu ainda vou mais longe, que é uma loucura: quando essa zona se encontra limpa e sem réstia de base, arranco-lhe a palhinha e sopro. Migues, dentro da palhinha está uma quantidade de base que ainda dá para mais duas maquilhagens. 


Ora, fazei lá as contas comigo: se um frasco dá para 60 dias, e ainda lhe acrescentamos mais cinco com estes truques de magia, ao fim de vinte frascos, teremos poupado um frasco inteiro! Ora, se gastarmos três por ano (eu só me maquilho no tempo frio, que é quando pareço o fantasma da Serra de Sintra), ao fim de sete anos, teremos poupado...
...
...
... uma merdinha! 
Não é bom?

[Talvez mais logo ou amanhã faça tutorial com esta descoberta da pólvora seca.]



16/10/2016

Dica # 10

Malas há muitas, só quem não veste saias não sabe isto. Mas as pretas e as brancas são as do pão: vão bem com tudo. A minha mala branca não é branca, cá por coisas muito minhas. 
Estava suja, ao ponto de já ser vergonhoso trazê-la no braço e também no ombro. Informei-me junto da marca, que me aconselhou lavá-la com um toalhete de bebé e depois passá-la por pó de talco. Uma verdadeira muda de fralda, onde só faltava o Halibut no fim. Uma vez fiz, duas vezes fiz, mas a velocidade a que ela se suja é muito superior à paciência para a limpar daquela maneira tantas vezes. 
Meti-a, então, na máquina. Na da roupa, já que pensei que a da louça a queimasse. (Hah, não pensei nada, simplesmente não pensei.) Programa frio, lavagem manual (para que ela pensasse que era eu que lhe estava a dar banhinho e não amuasse). 
Saiu de lá limpa, leve (nem tanto, porque molhada) e fresca. Não nova, que já não vai para lá, mas recuperada de cor (ou ausência dela). O forro, que é rosa-cerise, está um luxo.
Está há dois dias a secar, mas deve ser porque é de pele de vaca, e eu sei lá quanto tempo é que uma vaca leva a secar. Nunca dei banho a nenhuma.



16/04/2014

Dica # 13

Jovem: se, como eu, 

- gostas de coisas azedas;

- abusas do vinagre nas sLadas;

- esperas por Novembro e pelo aparecimento das tangeras mais verdes, de beicinho a tremer;

- não botas açúcar no café, no chá, e, vá lá, em nada;

- quando fazes a limonada, bebes as gotas do sumo de limão que ficam no fundo do espremedor, puro, sem água e sem açúcar, só para teres aquele arrepiozinho bom e sussurrares "ai... que azedo... que bom...";

- pastilha elástica que se preze é de mentol, azul, que estale o maxilar, te ponha a salivar abundantemente e faça chorar os olhos (pois, haviam de ser as pedrinhas da calçada);

- os iogurtes são para serem comidos naturais, não açucarados, não adoçados nem porras,

então,

ESTE 


é o electrodoméstico que te falta.

Tenho uma iogurteira há duas semanas (ainda não fez) e agora sou feliz. Ela faz 7 iogurtes de cada virada. Já fiz iogurtes quatro vezes. São 28 iogurtes, dos quais comi, pelo menos, 24. Preciso apenas de um iogurte, distribuo-o pelos 7 potes, acabo de os encher com leite e zás, é ligar aquilo à corrente. Agora vamos a contas: 

Compro uma embalagem de 4 gregos (€ 2,50) e utilizo um grego na feitura dos meus 7 bebés. Como um grego (até o lambo) enquanto espero (são umas 8 - 12 horas a bombar na iogurteira até ter 7 iogurtes). Dois ou três dias depois, uso o terceiro grego (uso e abuso, à maluca) para mais 7 rebentos, como o 4º grego enquanto espero que eles nasçam. Ou seja, comi, em seis dias, 16 iogurtes (tenho sempre que contar com os gregos que papei entretanto), feitos, no fundo, com dois, por € 1,25 + 2 litros de leite (€ 1,12) = € 2,37. Se não fosse gulosa e não papasse tudo o que é grego que me aparece no fresco, certamente a poupança seria muito maior (faria 28 iogurtes com 4 gregos 4 litros de leite), mas o forrobodó muito menor.

19/02/2014

Migas gatas*

Quase me sinto na obrigação de ensinar ao público em geral a receita das migas alentejanas, tanta é a profusão de receitas alteradas e, por isso, adulteradas, que por aí proliferam na netinha. Começa por que toda a gente chama à boa da miga, açorda. Não. Repitam comigo: não. Açorda é uma sopa muito líquida, com água, água, água, á-g-u-a, ÁGUA! e muitos coentros, onde flutua um ovo escalfado. Leva pão, daí a confusão (?). À minha frente, se faz favor, nunca mais chamem açorda às migas. Senão eu corto os pulsos. E não são os meus, muáháhá.

(imagem furtada, naturalmente)

As migas gatas são as migas de nada, são as que não são de bacalhau, nem de espargos, nem de tomate. São de coentros, se quiserem. Se não quiserem, são na mesma. 

Fazem-se com pão alentejano do dia anterior. Não se fazem com pão saloio, nem com pão rústico, nem com carcaças, nem com nada dessas porras que se vendem nas Padarias Portuguesas do meu horror. Pão alentejano. Pão velho. 

Rasga-se o pão em bocados pequenos e põe-se no tacho com água a cobrir o pão, só ensopado (não precisa de ficar a boiar), com azeite, três ou quatro dentes de alho esmagados (para o sumo se deslargar para o pão), sal e um molho de coentros. Vai ao lume para obrigar os ingredientes a darem sabor ao pão, mexe-se enquanto se cozinha e mais nada. Antes de servir, tiram-se os alhos, a ver se não sai a fava do bolo rei a ninguém. Hah, que linda comparação revivalista a minha.

É só isto. Se quiserem fazer migas de bacalhau, guardem a água que cozeu o bacalhau para ensopar o pão das migas. É nojenta, mas é assim que se faz, e eu não tenho culpa disso.

* Receita ensinada por uma alentejana verdadeira, com as costelas todas do Alentejo, a melhor de todas as cozinheiras que passou pela minha vida e que, com grande desgosto meu, já não está cá para eu lhe poder beijar aquelas mãos abençoadas de fada.

[Não ponho imagem das migas, porque as da net são péssimas e eu hoje não fiz migas. Quando fizer, amostro.]

30/01/2014

Dica # 12

Amigos em casa e pouca imaginação?
Gulosos na área e nada para os empanturrar?
Crianças a chegar e nada no frigorífico?
Ataque de gula + facada na dieta?
Mal d' amour?

5 minutos
2 caixas de bolachas Oreo
1 lata de leite condensado
1 pacote de natas frescas + 1/2 pacote de chantifix

Partam as bolachas toscamente. Deitem-lhe a lata de leite condensado. Batam as natas com o chantifix até ficar chantilly. Misturem tudo.

É claro que fica melhor se for ao frigorífico duas horitas. Se não houver tempo, 20 ou 25 minutos de congelador fazem o mesmo efeito.



Eu achei que ficava giro, a mousse de Oreo em cima de granito polido. Agora já não acho, mas como tirei a fotografia e não me apetece desperdiçá-la...



Noutro cenário também me parece bonita de se ver. Embora, tal como na anterior, não tenha conseguido virar a imagem para horizontal. E sim, usei a seta redonda. E guardei. E ele não virou. Mas este post é sobre a mousse de Oreo.


Grande plano da bomba calórica. É fácil, é rápida, é para quem não tem paciência nem jeito para estas coisas, mas é também para quem já desistiu da carreira de modelo.

30/10/2013

A prometida foto da dica # 11 ;-) - actualizado


A foto não revela o cheiro. Nem o sabor...
E, pensando bem, um resto ao qual foram acrescentados uns pedaços de delícias que nem se desfizeram convenientemente na frigideira, não abona nada em meu favor.
Mas a toalha é bonita...

29/10/2013

Dica # 11

Tia Linda P. e suas receitas mega-económicas, que dão para alimentar um regimento de sapadores bombeiros (oi, rapazes de Algés, eu já vos vi a sair do quartel!) a preço por cabeça quase zero.

Numa frigideira botai azeite. Tipo 5 ou 6 colheres. Botai alho. Eu prefiro em pó, para não andar três dias com as unhas a cheirar ao meu professor de matemática do liceu. Assim o equivalente a uma colher de sopa do pó, portanto. Deitai para lá uma embalagem de camarão já cozido. Pronto, udeu-se. Agora tudo a achar que a Tia come camarão e acha tudo uma pechincha. Ide ao Continente e adquiri a embalagem marca é, que traz 60 a 80 camarões (é o que lá diz) e custa 3,90 em euros, tá? 



Também têm este, mais barato (€ 3,19), com mais quantidadezinha, mas menos saboroso e que se empapa como uma Cerelac na frigideira. Ah, e encolhe. Mas a vossa cabeça é o vosso guia. 


Deitai para a mesma frigideira uma embalagem de delícias do mar cortadas aos bocados. Fica ali assim uns 5 minutos, vão mexendo e deitem sal, pimenta e uma mão cheia de coentros, de preferência frescos. Cozam esparguete, escorram-no e metam a maravilha que está na frigideira lá para dentro. Deitem o sumo de meio limão por cima e, se quiserem, mais coentros. Mexam tudo.

Esta quantidade dá na boa para quatro ou cinco pessoas e fica, feitas as contas, por... 

€ 0,70 - 500 gr de esparguete
€ 0,20 - uma mão cheia de coentros
€ 3,90 - camarão
€ 0,93 - delícias do mar
€ 0,17 - meio limão
€ 0,11 - alho em pó
€ 0,52 - azeite

São 6,53. Ora dividam lá por 4 ou 5 comilões e não digam que eu não sou boa.

Eu fiz isto ontem para o jantar e garanto que sonhei que estava a comer outra dose. Talvez meta aqui a foto do manjar, no caso de conseguir segurar-me e ter tempo de tirar a dita.

22/09/2013

Dica # 10

Partam já de um princípio básico: estas dicas só existem porque eu sou extremamente boa.

Imaginem que querem jantar ou almoçar ou ambas as coisas e até se dá o caso de terem pessoas em casa a querer comer. Estão sem tempo e sem paciência para cozinhar e querem parecer pessoas dedicadas à tarefa e não aquele animal inapto que, no fundo, todos somos.

Comprem este tempero.



Comprem uma paletezinha, que já traga o bicho todo desmembrado e limpo de miudinhos. Pracaso eu gosto das da Kilom. Os gajos, aqui há uns anos, foram dos tais daquela cena da gripe das aves. Mas eu não conheço melhor marca para aves aos pedaços e no talho enganam-me sempre (metem-me uma ave no saco com menos uma asa e menos uma parte das costelas), por isso prefiro a Kilom. E dá para comprar só peitos ou só pernas, ou tudo junto e até vêm as duas asas e as costeletazinhas todas.


Sigam as instruções do tempero (basicamente, meter a ave dentro do saco de plástico e metê-lo no forno 50 minutos). 

Se quiserem mesmo armar aos cucos e parecer os maiores, comprem também batatas para assar, não as descasquem (até porque não vão ser capazes, elas são berlindes), cozam-nas um nico e assem-nas juntamente com a ave, com algum sal grosso por cima. E margarina. E alho. E orégãos.

Quando abrirem o saco de plástico da ave, deixem o molho espalhar-se em cima das batatas e ide receber as palminhas do povo, derivado aos vossos predicados manuais.

Dji nada, viu?

(ninguém me paga para isto)

30/08/2013

Dica # 9

Esta já sei há bastante tempo e já devia ter divulgado antes mas, como sou intrépida e intestina, estive a aguardar pelo final do mês de Agosto para o fazer (a divulgação, pá). 

Já aconteceu a todos aqueles que apreciam a exposição solar com vista a tornarem-se mais belos aquela situação em que parece que o Astro anda a brincar às escondidas e têm que ir virando a cara, girando a toalha, quase tendo que se porem de cabeça para baixo para que os raios vos partam o lombo. 

(enorme frase, quase sem vírgulas, que eu ando a treinar a apneia e vocês deviam ser solidários)

Um parêntesis antes de continuar - dirigi-vos o discurso porque eu já não tomo mais sol este ano. Não tem a ver com a minha muito avançada idade, mas até podia. Embora não tenha falhado o binómio dias de calor = dias de praia, a verdade é que já me deixo ficar à sombra do chapelinho, qual bananeira, porque atingi um tom que ultrapassa o de uma das minhas pretas. Outro dia estivemos a comparar e ela é menos escura. De agora em diante, fico feia. E isso é que não.

Então, se querem bronzear, a dica é: estendam a toalha em cima da vossa sombra. 

sou tão querida, só ao estalo.

30/07/2013

Dica # 8

Nunca, por nunca, partam um CD ao meio. Eu sei de quem já o tenha feito - ehrr - e acaba mal. A menos que, é claro, não sintam o amor pelos vossos olhos, têmporas ou qualquer outra parte aleatória onde os milhares de partículas se podem ir espetar. Ou então em alguém que vá ali a passar e tenha a pouca sorte de levar com um vidrinho-plastiquinho daqueles. Por acaso, quem - ehrr - eu sei que fez isso, teve uma sorte do catano. Mas lá que aquilo parece uma bomba, a disparar limalhas em todas as direcções, lá isso parece. Vista a coisa por outro prisma, é um espectáculo bonito de se ver. Mas façam-no de óculos protectores, se tiver mesmo que ser.

29/07/2013

Dica # 7

Só porque sou tão boa é que venho aqui deixar esta dica. Avessa como sou a imitações e contrafacções, fiquei totalmente rendida à Equivalenza, no dia em que lhe fiz o teste com os meus dois maiores amores: Light Blue - Dolce & Gabbana e Escale à Portofino - Christian Dior. São iguais, mas iguaizinhos, e custam 1/4 do preço. Se isto não é de uma bondade sem limites, então também não sei o que vos diga mais.  

14/07/2013

Dica # 6

À hora de almoço fui à varanda estender umas peças de roupa e cheirou-me tão bem. Era frango a assar no forno. De certeza que foi a vizinha de baixo que o cozinhou, que os cheiros bons vêm sempre da casa dela. A do lado é demasiado estúpida, está casada há mais de 15 anos e ainda hoje queima as torradas. A de cima é um ogre igual à Fiona, os pés precisam de pedir autorização um ao outro para andarem para a frente, quanto mais para assar um frango. Eu própria improvisei um bocado e meti agora um no forno, que eu não posso ver nada nem sentir o cheiro a nada que não me salive logo toda de inveja e então tive que ir para o LIDL comprar uma ave para sacrificar esta noite, ou já nem dormia descansada. A verdade é que só havia frango inteiro com miúdos ou frango para assar na chapa, mas o primeiro vem muito grávido de muitos miúdos e aquilo mete-me nojo, ainda ter que estripar o bicho e deitar fora as vísceras, vai daí trouxe o outro, que já vem de pernas abertas e é esse que estou a assar agora, mas já cheira tão bem na minha casa como na casa da vizinha de baixo à hora de almoço, daí que ache que tenho fortes possibilidades de dormir esta noite como uma justa.

Mas não era disto que vos vinha falar. É que descobri há pouco a maneira de fazer com que uma omelete fique deliciosa. Uma omelete, se for bem feita, fica deliciosa. Mas eu faço-a ficar de ir às lágrimas e estou até a pensar em baptizá-la "Omelete Linda Porca". Façam a omelete normalmente. Aquilo não tem segredo nenhum. Eu desmanchei mil omeletes até ao dia em que percebi que o único truque, se é que o há, reside na frigideira - o fundo tem que estar liso, sem riscos, e ela tem mesmo que ser anti-aderente. Se já perdeu o fundo preto, já não serve. Derretam um nico de margarina de maneira a cobrir o fundo da dita, ponham lá os ovos, depois de batidos no prato (média 2 ovos por pessoa, máximo 6 ovos por frigideira de tamanho médio), com um nico de nada de leite, esperem que eles comecem a ter cara de tacinha, com o rebordo meio tostado (são segundos, não dá para ir fazer cocó entretanto), ponham lá queijo e fiambre, dobrem-na ao meio com uma espátula ou qualquer coisa semelhante, e, agora a dica: orégãos por cima da parte já dobrada. Depois virem-na para tostar do lado que ficou para cima e aliviar o que já esteve tempo suficiente em contacto com a frigideira e pumba, orégãos nessa parte. Acamem-na com a espátula, obriguem os orégãos a "entrar" no ovo.

Chorai. Até vos cansardes. Oh pá, nada, às ordens, que é isso?

19/06/2013

Dica # 5

Há quem saiba esta, mas esses são os raros privilegiados que beneficiam do meu convívio, a quem já transmiti este segredo tão bem guardado - como retirar nódoas de gordura. Esqueçam o Supergel, o tira-nódoas (que vos põe, no lugar da nódoa, uma outra, muito agradável e maior, com uma auréola branquinha, parece um anjinho), a lixívia gentil (que é para aí a coisa mais parva que se inventou para não sei o quê - não limpa, não lava, não desinfecta, não respeita as cores, não nada. E ainda se dá à lata de ter um cheiro estupidamente intenso a... gentil!?). Nódoa de gordura, nódoa de azeite, nódoa de óleo alimentar, nódoa de margarina, nódoa dos vossos vomitados, tira-se com detergente de lavar louça à mão. Fairy, Super Pop limão, o que houver. Um nico numa escova de dentes (convém ser velha, mas cada um sabe da higiene da sua escova), água quente, ali bem esfregadinha a nódoa com o detergente quase em estado puro e depois máquina com ela, para fazer desaparecer os vestígios do detergente. 

Nota: Este truque dá para todos os tecidos, mas, se a nódoa for numa gravata, paz à sua alma. Nem na lavandaria se safam. Ninguém vos manda usar gravata. Nem babá-la. 

12/06/2013

Dica # 4

Se calhar, esta sabem. Mas eu digo na mesma. 

Vamos supor que meteram uma peça azul ou vermelha na máquina, que vos transfigurou a cor branca de dezenas de peças num cândido azul bebé ou num suave rosinha minha canoa. Também existe a possibilidade do cinzazinho encardido, que é quando metem peças pretas. 

Primeiro passo: rezar. Rezar fervorosamente para que toda a roupa, agora rosa, azulinho ou cinzenta-pum seja (tenha sido em tempos!) toda branca, que é como este truque resulta em cheio. Não fazeis como eu, que já juntei um robe turco azul turquesa com um pijama bege, o que resultou num pijama azul-bebege. 

Segundo passo: no final das vossas orações, e ainda que tenham constatado a presença de alguma peça não branca, caguem nisso e metam tudo na máquina outra vez. Programa longo, não necessariamente quente. Um copo cheio (um copo, 150, 200 ml, um copo!) de lixívia para o compartimento da lixívia. É o que fica ao lado daquele do detergente e do do amaciador. A lixívia é mesmo lixívia, não é dessa cena maricas que é a lixívia gentil. E pronto, dizei adeus ao disparate que haveis feito. 

E dji nada, viu?

11/06/2013

Dica # 3

Se vão fazer empadão, seja de batata ou de arroz, please, please, please, esqueçam a chouriça. Tem que ser chouriço - macho! Embora a chouriça tenha exactamente o mesmo formato que o seu congénere masculino - e não me venham com a treta que a forma é fálica, porque não é. Desqueira que nunca tenham que enfrentar um phalo com aquele formato! -, o sabor é de merda. Assim, objectivamente. Vá, ainda dá para picar um bocado da dita e misturar na carne picada, que dá aquele travo a enchidos e faz aquele mal às coronárias que de vez em quando sabe tão bem, mas lá quanto às rodelas que ficam tão belas se colocadas no topo do prato, não. Sabor de merda, não sei se já disse. Rodelas de merda. É chato.



Comprei a chouriça numa pequena superfície perto do local onde agarro na enxada diariamente, que é, simultaneamente, um dos pontos do roteiro gay. E foi ao lado de um menino assim que exclamei, ao segurar languidamente a chouriça entre dedos: "Chouriça. Esta é menina". You stupid woman.

02/06/2013

Dica # 2

Na senda da minha enorme bondade, aqui venho deixar mais uma solução para problemas que vocês arranjam e eu resolvo. Note-se que todas as dicas que aqui apresento são da minha autoria pura e dura, isto é, não só sou eu que as escrevo como também fui eu que as descobri, através de empirismo ou de um prosaico tentativa-erro.

Tirar nódoas de sangue da roupa. Esta dica é utilíssima, quer vocês sejam um simples criminoso desorganizado, uma menina menstruosa ou um senhor que sangra nasalmente. Também podem ser uma menina que sangra nasalmente, embora a inversa não possa ser verdadeira. Ou as três coisas ao mesmo tempo, o que é que isso interessa?

Então, mergulhai a peça em causa em água quente, saída do esquentador (não ide fervê-la, capaz de dar cabo da peça), e detergente em pó. Este pormenor é importante: detergente em pó. Tanto faz que seja para lavar na máquina ou à mão, tem que ser snifável. Esperai umas horas e verificai o milagre da química: o sangue fica todo a boiar na água, eternamente separado da roupa. Agora perguntam vocês, que são tantos e tão bons: Linda (ou Porca, é-me igual), e se for uma peça de lã ou de algum tecido que encolhe? Olha, ide pastar a vaca e não menstruai pull-overs de lambswool nem de cachemira, pá.

27/05/2013

Dica # 1

Vou abrir uma secção de dicas úteis. Sei de truques caseiros para resolver quase todos os problemas do dia-a-dia. Devia ter um consultório, a pagar (vocês, eu recebia) só derivados à utilidade dos meus saberes. Cá vai o primeiro:

Sapatos que cheiram mal. Desde já aviso que, se o problema está nos vossos pezinhos, esqueçam. Este truque não dá para vocês. Ide ao dermatologista tratar das micoses. O truque que adianto a seguir refere-se apenas ao calçado fabricado com materiais ordinários que, espontaneamente, fede. Do nada, morre-lhe um anão lá dentro. 

* Solução do povo em geral: continuar a usar e os outros que se lixem;
* Solução do povo em particular: lixo com eles;
* Solução Linda Porca: máquina de lavar a roupa. Isto mesmo que haveis lido. Não importa o material - fazei um programa curto, não menos que meia-hora, não mais que uma hora, detergente, normalíssimo, em água fria e bomba com eles. Sejam de que material forem. Experimentei com uns de camurcine, que era suposto descolarem-se e morrerem, vieram de lá lindos e cheirosos. Ora beijinhos.