Mostrar mensagens com a etiqueta blogobola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blogobola. Mostrar todas as mensagens

12/08/2019

Algumas informações acerca da pessoa humana, que, embora possam ser inúteis, terão certamente algum interesse ao nível de stalking, esse desporto paraolímpico

Pois bem, ando arredada. Já toda a blogobola deu por ela, não negueis.
Ocupo uma boa parte do meu tempo numa actividade altamente gratificante, não tanto em termos financeiros - é que nasci para rica, mas parece que não vai acontecer -, mas de ficar feliz com o resultado. Que me sai das mãos, que me dá largas à imaginação, que me diferencia e destaca muito mais do que isto aqui. Ainda por cima, não tenho que me exibir, me fazer maior, me revelar culta e bela: sou eu e o meu trabalho. Quanto melhor o fizer, mais terei para fazer. Uma suave bola de neve, toda ela algodão doce. Meti-me no Instagram, numa de divulgação, e tem sido uma revelação antropológica: o Mundo está perdido. Já recebi todo o tipo de propostas, mas é que todo. As mais indecentes têm sido as das parcerias. Nova definição de "parceria", urgente, senhores da Porto Editora: situação em que alguém que trabalha é colocado por alguém que não trabalha, em que o primeiro fornece gratuitamente ao segundo os seus produtos/serviços, a troco de nada, ou de promessas de divulgação [seja lá o que isso for].
Entretanto, comprei uma máquina de costura nova, porque a minha Rabugenta deu o peido mestre. Agora sou a feliz possuidora de Belinda, a Escrava do Silêncio. Continuo, portanto, a atribuir nomes próprios às minhas coisas. Eu sei que se chama personificação, também andei à escola e estudei Português (atentamente, acrescente-se). Deve ter uma explicação qualquer, que não encontro nem quero saber qual é.
Tenho ido a concertos (Mark Knopfler - afinal a acústica do Altice Arena não é má, os técnicos de som de Eltoninho é que não prestam - e Barclay James Harvest) e também ao cinema (destaques para o novo "O Rei Leão" e "Adeus, Professor", apesar de este último ter sido um tudo-nada desilusão, porque eu ia para me emocionar e não aconteceu. Sou uma pedra. Tenho uma pedra no lugar do coração, melhor dizendo).
Agora corro e já não detesto correr. Faço cinco quilómetros uma vez por semana, sempre no mesmo dia, sempre à mesma hora, sempre no mesmo lugar (Estádio Universitário). Em querendo assistir à paródia, é passarem ali 24/24 durante 7, e é possível que, se virem passar uma obesa velha, seja eu. A verdade é que me custa cada vez menos correr, sinto-me muito mais toni, mas acho que não estou. O importante é o sentir, como diria Francineide Carandiru.
Também tenho dançado bastante. Pela primeira vez em vários meses, consegui acertar todas as coreografias de uma aula de Aeróbica, e isso desacertou-me o relógio mental para a grande dúvida que ainda persiste: foi uma aula mais simples ou passei o patamar dos passos pedidos?
Quanto a férias, são uma realidade que não revelo se ainda para lá vou, se já cá estou, se já lá fui. Desculpem, tenho que ter o meu espaço reservado uma vez na vida, e acontece que esta posta já está de bom tamanho.

05/04/2019

O coiso faz seis anos

Nem de propósito, este buraco completa hoje a linda idade de seis anos. Criado numa tarde de tempestades várias, designadamente atmosférica, aqui o eis, de passando de cerca de dois mil dias depois, três mil e tal postas após. Está um menino, qualquer dia vai para a escola aprender a ler, e, muito mais importante, a escrever.

(Este post foi directamente escrito de Ai-fostes, mas convenhamos que podia ter sido escrito com os pés, de costas para o teclado ou de cabeça para baixo - ou tudo em concomitância -, que contava na mesma para as estatísticas, ou não? Mr. Blogger defeca-se para a qualidade dos conteúdos, apenas a permanência, assiduidade e quantidade interessam para o cômputo, digo eu.)

25/03/2019

Não está fácil escrever o penúltimo antes dos 3000

Não está fácil decidir o assunto do 3000.º

Este aqui tem como título Martim Moniz rules

Apetecia-me vir para aqui armada em boa, pois há muito tempo que não o faço, e isto já se sabe: um blog sem litros de baba por autoestima, sem um exagerozinho narcisista, a dar a entender que somos jovens e belos e inteligentes e bem sucedidos, tudo a um tempo, não é um blog a sério. E eu ontem fui correr. Tenho que me preparar para a corrida Sempre Mulher do próximo domingo e tinha, ao todo, o dia de ontem para os treinos, a ver se melhoro o meu último tempo, apesar de já não me lembrar qual foi. Bom, achei que ia desfalecer aos primeiros passos, mas, talvez porque recentemente cafeinada, correu bem, corri bem. Uma volta completa ao Estádio Universitário, que devem ser dois quilómetros e meio, mais cerca de quinhentos metros a andar, mais outros dois de corrida. Pronto, foram quase cinco quilómetros a correr, pelo que acho que estou mais que preparada para a maratona do dia 31.
~
Voltei a ter aulas de Jump, quem me apanha com aquelas botas nunca mais me agarra. É.pura.felicidade. O cansaço é tanto, ao fim de dez minutos, que não se pensa em mais nada, nem mesmo naquelas comezinhices de o-que-é-o-jantar-?. Acaba por ser uma actividade intelectual, em suma.
~
Levei uma cornada de uma amiga. Ando há dias a matutar sobre isto. Já chorei um bocadinho e tudo. Ou melhor, aproveitei um catalizador qualquer e este assunto da amiga - que, afinal, não devia ser, eu é que confundo tudo e percebi mal -, foi na cheia, literalmente.
~
Outro dia dei uma porcaria de umas moedas que tinha no porta delas a uma malabarista, do semáforo da Praça de Espanha. Daquelas que atiram pinos, maços e marretas pelos ares, sei lá se são malabaristas. Fico sempre fascinada, quando me calha o primeiro lugar no semáforo, sem perceber como é que nunca acertam num pára-brisas, no meio de tanto objecto atirado aleatoriamente. Ela era lindíssima, tinha os cabelos encaracolados e os collants rotos. Disse-lhe, "Desculpa, é tão poucochinho", e ela recebeu os cacos com uma espécie de vénia e respondeu, "É de boa vontade, chega perfeitamente". Fui-me embora feliz, tenho sempre medo/esperança de reencontrar o velhinho que vendia nougats naquele mesmo semáforo e que uma vez o taxista que me levava tratou mal. Tratei eu mal a seguir o taxista e comprei nougats ao senhor, mas porra, a ferida já lá estava. É uma vontade de lhe dizer, "Olhe, desculpe aquele dia, o homem era um bruto, mas nunca comi nougats tão bons como os seus". Nunca mais o vi, mas vejo-o de todas as vezes que cruzo aquele semáforo.
Contribuí com uma merreca para a UNICEF Moçambique. Tive vontade de repetir "Desculpa, é tão poucochinho". Na volta não recebi uns olhos belíssimos a garantirem-me "É de boa vontade, chega perfeitamente", e isso anda a fazer-me mal.
~
Fui ao Martim Moniz ver das molas de que precisava, por sugestão da Izzie. Uma pessoa entra noutra dimensão desde que sai do metro. E ainda noutra a cada loja onde entra, a pedir indicações específicas de onde encontrar aquilo assim. O que vale é que levava uma, para amostra, porque ali ninguém entende nada do que uma pessoa diz. Finalmente, quando se atinge o armazém de retrosarias, meu santo Deus, Alá, olá, olá!
E sim, é preciso tão pouco para me fazer feliz! Obri-ga-da, babe, you rock!

1 euro cada 20, vieram 200, seriam 200 euros
lá no outro magano, muáháháhá!



LB's challenge rumo aos 3000 chouriços em 6 anos
#jasofalta1earesponsabilidadepesa


18/03/2019

Enchia os seis chouriços que me faltam para os três mil em menos de um fósforo

(Por falar nisso, ainda agora comprei um chouriço. Vou fazer empadão de batata para o jantar, e não conheço nenhum bom empatata sem uma boa chouriçada. Mas este não conta para o cômputo.)

Tenho variadíssimos temas para posts, todos eles de um interesse olímpico, mas depois, oh.
Senão, vejamos:
1. Descobri hoje que os dois dentes da frente são os dentes 21 e 11, o que configura a minha data de nascimento e são, hossana, os meus dois maiores dentes (no sentido do comprimento, subentenda-se). Cosmos, o que queres dizer-me? Vou um dia perdê-los? Vou, claro, mas isso já sei. Basta-me sobreviver até ao momento em que eles caiam por si, ou então em que dê uma boa carolada com eles na linha da frente (que é onde, aliás, estão colocados) e os fracture;
2. O quão mal se escreve no nosso país. A capa da revista Sábado desta semana é um pequeno exemplo;

A formulação correcta é "Como podemos proteger-nos".
A acção está no verbo proteger, não no verbo poder.
Anos a serrar este presunto. Anos.

3. O quão mal se fala neste país. Dizer a ela é tão popular que quase parece correcto. Ou Vou com vocês. Curiosamente, não oiço ninguém dizer Vens com nós, ou Vou com tu. Mas está bem;
4. Uma das minhas idas à Nespresso**, sempre épicas. Um funcionário que se engana na encomenda e ainda me põe à espera que ele vá anular a minha factura junto do colega (acho que ele não sabia/não tinha competências delegadas para tanto). E ainda me faz assinar a anulação/emissão de outra;
5. A alegria de estrear um vestido de flores num dia de Inverno com cheiro a Primavera. Custou 20 euros em outlet, promoção da promoção, preço de loja 190 pacas. Da Globe*;
6. As minhas dúvidas entre uns Gazelle* cor-de-rosa e uns Stan Smith* com o tornozelo rosinha. Tudo Adidas*, logo eu, que sou team Nike*. Decidi pelos segundos e vou ser feliz com eles.

Estão a ver? Então não são tudo assuntos fracturantes? Pelo menos o primeiro, é, ou tem uma possibilidade, mínima que ela seja, de vir a ser. Mas depois há algo que me trava, e me impede de vir para aqui desenvolvê-los como merecem. Ligo o computa, cheia de sede ao pote e fogo à peça, e há ali um momento em que not. Depois desligo e não penso mais nisso.
Parecendo que não, desta forma talentosa, lá enchi mais um.


*NMPPI
**Ninguém me paga para me calar




LB's challenge rumo aos 3000 chouriços em 6 anos
#jasofaltam5

01/03/2019

Queridas anónimas,

Assim me dirijo a vocelências, no feminino, pois que estou certa quanto dois e dois serem quatro, ou melhor, nem disso estou tão certa, que vós todas haveis nascido munidas de pipi, pois foi? 
Foi.
E — contra mim, ou o meu, falo (atenção à vírgula, reparai que não escrevi o meu falo), mas — pode ser por essa razão que sois tão avessas a ser amiga de vossa amiga, esta aqui considerada, uma criada ao vosso dispor, tanto quando se trata de dar a boa da gargalhada, ainda que seca, ainda que roufenha, ainda que falsa, como quando é para verter a gota da comoção, que a pessoa humana ainda vai conseguindo provocar por estes dias que correm à velocidade da luz que nos ilumina a todos, que o Sol, quando nasce, já se sabe, uma distribuição injustamente equitativa, a tudo banha, quer tenha, efectivamente, banhas, quer só ossos, quer seja assassino ou santo, leva tudo pela mesma tabela, e eu acho mal. 
Mas não nos desviemos. 
Assim de repente, virou-me a boneca, e deixei de querer para aqui que vós, suas sem-nome, sem-cara, sem-sem, me comentem o buraco, pois isto não é da Joana, quanto mais da Maria Engrácia ou das Sorayas que vos habitam. Olhem, cansei. Ando demasiado ocupada, preocupada, extenuada e quase tudo o que termine em ada, para vos aturar aqui. Lamento.
Tenho pena, por causa de anónimas mesmo queridas que tenho, como é o caso da minha Miss Curvas (a quem baptizei!), a motard mais anónima e bem educada cá do coiso, mas isto é como aquele ditado estupidamente verdadeiro, que dita, passe o pleonasmo, paga o justo pelo pecador. É verdade, sim senhora, que a mim já me aconteceu vezes a mais, nomeadamente quanto a esta beleza toda, pois que o preconceito diz que não se pode ser gira e inteligente ao mesmo tempo e tudo no mesmo corpo, e já fui tomada por estúpida bastas vezes só por causa disso. Como agora, aliás. Portanto, querida Curvas, se me estiveres a ler, tem lá paciência com esta jarreta e arranja lá um perfil, que serás sempre bem vinda a esta luxuosa casota.
E sim, a gota de água foi uma anónima que já aqui andava a morder subrepticiamente há umas semanas, mas não foi propriamente a causa, não vá ela ficar impante de soberba e achar-se. Ó pá, se eu já tenho o pavio curto para dentadinhas que depois é "Ai, não, tu é que és paranóica e vês maldade onde não há" e mimimi, mas se o lar é meu, deixem-me cá correr à vassourada com o que não me interessa ter aqui. 
Já sei que me vão dizer que cada um vem com o nome que quiser, que Florzinha Frágil não é menos anónima do que Anónimo, mas chiu, que é. Com Florzinha Frágil, Borboleta Dorida, ou Presidente da República, eu posso sempre consultar o perfil e tirar as minhas ilações sobre há quanto tempo andam nisto, ou seja, se não é um perfil criado só para me moer, a mim e às outras bloggers topo de gama (caluda, já disse). Já com Anónimo, ando para aqui às escuras, às moscas, aos papéis, a ter que ser simpática com quem me trata mal ou me provoca. Pá, não. Ide com os porcos (coitados).




LB's challenge rumo aos 3000 chouriços em 6 anos
#jasofaltam17

03/02/2019

Meus muito estimados leitores, muy caros seguidores,

(Não, ainda não é desta que me vou daqui p'ra longe, pois não chegou minha hora, ó ai, ó Linda.)

É que se passa o seguinte: por alguma razão que me escapa - distracção minha, passe a redundância, mau serviço de internet, desorganização do gmail, nomeadamente ao nível do telemóvel, confusão mental de Mr. Google -, a verdade é que nem sempre recebo as notificações de vossos comentários, sendo novamente - e novamente  porque este "problema" já não é novo - necessário ir ao separador dos comentários a aguardar moderação para constatar que alguém comentou e, quantas vezes, há um, dois dias, sem que eu me tenha apercebido sequer da sua existência. Já aconteceu publicar post novo (denunciando, desta forma, a minha presença inblog, in loco, in hole), sem ter publicado os comentários, que ficam à espera que eu vá lá ao coiso quando me lembrar, o que não acontece assim com tanta frequência como isso. Ou seja, a minha teoria é a da culpa de Mr. Google, porque aqui o confuso é ele: na verdade, tanto me notifica no separador "principal" como no "social" - ou, como já vimos, não notifica de todo -, como nas casas-de-banho das moradias, ou como se isto houvesse para aqui porta da nobreza e porta do povo, ou do cavalo, tudo de uma forma perfeitamente aleatória e fraca de sentido, principalmente de humor. Chega a pôr-me a mim, logo a mim, a eu, quando respondo, no separador "social", o que não percebo, nem pelo critério escolhido nem por nada nem coisa nenhuma. 

Portanto, hoje tomei uma decisão daquelas que sei lá classificar, mas me parece irreversível, assim à partida: vou passar a publicar ("moderar", como ele diz) os comentários todos, mal assim dê por eles, embora só responda mal assim possa, bale? O que, parecendo que não, não tem nada a ver com o outro assunto, mas hoje é domingo e já me cansei de fazer raciocínios destes.

(Queres ver que o homenzinho da farmácia, que outro dia me recomendou tomar Memofante - o elefante! - e, perante a minha cara de incrédula/escandalizada/revoltada, se desculpou, confessando que tinha comprado uma caixa para ele e se esquecia sistematicamente de tomar o comprimido, ao que sugeri "Devia tomar Memofante para se lembrar de tomar o seu comprimido de Memofante" [LB sempre a postos para solucionar os problemas da treta alheios], é que tinha razão?)


LB's challenge rumo aos 3000 chouriços em 6 anos
#jasofaltam32

12/06/2018

Daquilo de o Google não nos notificar dos comentários

Estava eu entre o desmoralizada e o conformada, justamente por, não sei se com justiça ou não, não receber comentários há bastantes dias, quando resolvi calçar a tairoca, meter a cestinha no braço e ir colher flores lá para as bandas dos comentários a aguardar moderação. E passavam eles dos vinte, môres. Vinte! Vós não me haveis abandonado à minha sorte macaca!
Vou agora publicar tudo, mas não tenho vagar, apesar da disposição e da vontade, para responder a todos neste momento. Mas fá-lo-ei, é irem espiolhando.
Os meus agradecimentos a todos, aos quais se juntam os meus pedidos de desculpas, em nome do coiso, que o problema é ele, não sou eu.
Cá beijinho a uma vossa criada. 

21/04/2018

💗 Bumba


Se quereis perceber um pouco mais do meu ponto de vista, eu estou TODA! um pouco ao minuto 01:00, até ao minuto 01:50.
Execrável, tits.

20/04/2018

Na blogosfera como na vida # 3

A estupefacção. 
Ou então, apenas, 
Quando não tens nada para dizer ao mundo, encriptas e eis um post.


07/04/2018

Os 5 anos do coiso

Foi há cinco anos que escavei este buraco onde me escondo. Lembro-me que era um domingo de tempestade, se não literal, pelo menos literária. Sei que chovia, fora e dentro de mim, e daí adveio a imperiosa necessidade de brotar. Assim, amontanhei-me e pari este espaço, como quem pare um rato.
Havia de fazer uma retrospectiva, num registo trágico, ou então cómico, que são para aí os dois caminhos que, como boa Escorpiosa que sou, sei trilhar. Mas dá-se que não aprecio particularmente nada que comece pelo sufixo retro, a não ser retrosaria (por causa dos alfinetes, aka ironia), pelo que vou abster-me, como aquelas pessoas que não sabem o que querem à boca das urnas. 
Também não estou na mood de fazer um apanhado, geral que ele seja, do que é, neste momento, manter o coiso, pois isso poderia ferir susceptibilidades, e a mim já me bastam as minhas feridas para lamber, que me dão uma trabalheira só em salivação, quanto mais as dos outros.
Em último, não vou homenagear ninguém aqui e agora, reservando tais tributos para o momento e local certos, e hoje it's my party and I cry if I want to. Nem vou deixar indirectas a quem não me grama, nem a quem finge que não me lê e depois se denuncia à vara larga, nem a quem me deixa aqui comentários anónimos (muito mal) disfarçados de amigáveis, pois que sou demasiado directa para isso, e estimo, com fervor religioso, que se forniquem.
Só não me apetece ser querida e fofa (🙄), muito menos captadora de seguidores [incrível, ao fim de cinco anos, e 2783 textos que me saíram dos bons e maus fígados, ter conseguido angariar cem seguidores. Deve haver, cá na blogobola, poucas com este dom, hã?], designadamente porque esta noite dormi poucas horas e estou com os níveis de inspiração abaixo de zero. Isto, obviamente, partindo do pressuposto que haja vezes em que sequer vêm à tona. 
No entanto, quero agradecer a quem cá vem com alguma frequência, ou porque escrevi alguma coisa com (os) pés e (pouca) cabeça, ou porque pus um título que é uma esparrela (caso do da viagem de finalistas) e caem aqui ao engano, mas que me aumentam o número de visitas diárias uma ou outra vez, e isso, sei lá porquê — já que sou bruta —, aquece-me o coração. 


13/02/2018

É preciso tão pouco [e, desta vez, foi tanto] para me fazer feliz # 12

Neste dia, que não é carne nem é peixe (nem sequer um vegetariano decente), em que um ser se iça do leito esmagado (o ser, não o leito) pela culpa de não trabalhar — ah, que não é feriado! —, mas também, se o fizesse, sentiria no couro (cabeludo e demais zonas sem cabelo) o assaz injusto que tal seria, em que o tempo meteorológico nada tem de lógico, quanto mais de meteoro, se deixa invadir sem se deixar conquistar por uma morrinha mental que nem para ir esticar as peles àquele antro de máquinas de torno há animus,
(em compensação, adentrei-me por uma loja da especialidade, que, já para não fazer publicidades daquelas que NMPPI, adianto apenas que responde por um nome que começa por Decat e acaba por hlon — porque a aquisição de outfits para fins de tonificação também devia contar como uma ida ao ginásio, pump it!) 
e eis que recebo esta enorme manifestação de carinho, que me pôs, em plena loja, de lágrimas nos olhos, porque, oh, pá, pode não parecer, mas eu sou uma espécie de humanóide extremamente sensível, e à mulher de César não basta ser céria séria. 
Obrigada, Gaffinha, por teres colorido este meu dia de azul bonito.
(Já agora, escuso de reafirmar o que já sabes, que também tu moras no meu coração — literalmente — esférico, com a única diferença de que eu não sei, ou estou mesmo incapaz, de escrever aquelas coisas todas num Português tão perfeito como tu o fizeste comigo.) (E não, não estou a ser modesta, eu sou mesmo gira.) (Não tão gira como as bonecas do teu talentosíssimo ilustrador — Fernando Vicente —, mas quase.) 

27/01/2018

Já somos 100!

E quem é que havia de me sair na rifa [dirigido a quem é, todo o cuidado é pouco. "Sair na rifa" não cheira a perversão? E "cheira a perversão" também não cheira? E "cheira"?] como centésimo seguidor? El grandessíssimo Patife, aquele que fornica-fornica, faz-o-amor-faz-o-amor, acasala-acasala, e que fez um regresso [é, não é? É, não é? É...] triunfal por estes dias, após anos de ausência (dele) e saudades (minhas, por exemplo), começando logo por, num gesto de grande abnegação como o são todos os seus, se ajuntar ao blog da pessoa.
(Eu tive tanto cuidado com as palavras, e todo o texto me soou a deboche. Mas está clean, não está?)
Bem vindo, Pat, dá um agito aqui na blogobola, a ver se isto anima!
(Continuo a escrever com pinças, e, mesmo assim...)

12/12/2017

Foi tão blogger da minha parte # 7

Fui a um cocktail. Vim de lá agora.
Isto foi a coisa mais blogger que fiz nos últimos tempos. É o meu máximo.
O meu cabeleireiro comemorou 25 anos de actividade, e eu, freguesa para lá de vinte e quatro, compareci, após convite. 
Comi bolo (duas nano-fatias, é como se fosse meia fatia de um bolo normal). Anyway, não vou para nova, também não vou para magra, também não vou para freira.
~
Uma mostrou o rabo à blogobola toda; a outra pôs a filha, que ainda não sabe escrever, a assinar postais de Natal com crianças vestidas de rena, de pila à mostra. (Uh, fancy, uh, moderno, aqui a atrasada é que não tem encaixe.)
~
Nunca serei uma blogger a sério.
Nunca alcançarei atingirei aquele nível.

31/10/2017

O que é que eu fiz???

Agora a sério, o que é que eu fiz, que me voaram daqui três ou quatro seguidores nos últimos tempos?
Ando a ser ainda mais controversa/ enigmática/ irascível?
Menos interessante/ sedosa/ brilhante?
A concorrência esmaga-me/ trucida-me/ electrocuta-me?
Está mesmo tudo a ir embora da blogobola? [Socorro, não quero ficar sozinha a pregar!]
O que é que explica que os seguidores diminuam, mas as visitas aumentem? [Stalkers?]


(Por falar nisso, tenho para aqui um seguidor que entra e sai, e fica e vai-se embora, e volta e torna — que mais não é do que o milésimo nick de uma senhora lá do sul, que perde demasiado tempo a criar bonecos para saber em tempo real quando é que eu posto posta nova. Mulher, eu já percebi há qu'anos que esse senhor és tu. Se queres vir a correr cá ler quando há coisinhas novas, sem teres que criar mais outro perfil, faz assim: segue em anónimo, boa? Assim, eu nem fico a saber que tu és tu e que passas cá a vida. De nada, vai em paz.)


30/10/2017

E o teu primeiro blog, qual foi?

Aquele que te fez ler, e ler as postagens até ao início dos primórdios dos primeiríssimos tempos, e reler, e esperar pelo próximo post, e rir e chorar com o autor dele, e ter uma curiosidade imensa em saber quem estava atrás das palavras, e, no limite, te deu o clic e te fez pensar "Eu também sou capaz de uma coisa assim"?

O meu foi Mulher à beira de um ataque de nervos (vão-se lá perceber os meandros das nossas pesquisas, os acasos dos nossos meandros). Não foi há tantos anos quantos os blogs mais antigos e sobreviventes já contam, mas, ainda assim, foi há muitos anos, talvez nove ou dez. Era o blog de uma jovem mamã, com um filho pequeno, a quem nasceram entretanto mais duas filhas, a última das quais em casa. Lembro-me de ter rido até às lágrimas com um post sobre calças saruel ("Socorro, tenho o pipi descaído", foi só a melhor descrição daquela peça de roupa), e de ter chorado até às lágrimas com a tristeza da perda de um dos gémeos. Um dia, a autora partiu para o Dubai, fechou o blog e nunca mais o reabriu. Espero, sinceramente, que esteja bem e feliz, porque é daquelas pessoas que merecem mesmo.
Depois deste, atrás deste, em consequência deste, vieram o Salsifré Desgraçado e O piston é a cabeça do homem. 
E depois, outros e mais outros — uns que ficaram, outros que foram ficando, outros ainda que se foram (porque fecharam; porque eu os fechei). Assim como, certamente, o meu fica e depois também se vai. 
Então e o teu? Qual foi o do tal clic?



03/09/2017

#aindavoupararaostesourinhosdasautarquicas # 2

Decidam vocês.
Está foleiro?
Pois está, mas eu também nunca disse que era para ficar xik, phyno ou ileganth.



01/09/2017

#aindavoupararaostesourinhosdasautarquicas

Primeiro draft do meu header novo.
Sei que pronto, é só o primeiro.


Todas as imagens abafadas da nettinha, excepção feita ao fundo (pic do fundo actual, metida num daqueles filtros tipo centrifugadora) e àquela actriz de Hollywood a sair da linha do horizonte (que fotografei ao vivo, visto que mora na minha rua).

28/08/2017

Completamente a perder a paciência para isto

penso dedicar-me, nos próximos minutos horas dias semanas meses anos tempos, à elaboração de um header.
Sem inspiração.
Com expiração. 

25/07/2017

Tenho acessos de bloggerite!

Ando com aquilo que acomete @ verdadeir@ blogger, de onde em vez: o já famoso assunto que é a falta de assunto. Não tenho sobre o que escrever. Melhor ainda: todos os possíveis motivos para dar à tecla me parecem assuntos-não-assunto, ainda mais do que os do costume aqui no coiso. 
Podia falar do meu super-hiper-mega biquíni novo, mas não me apetece ferir susceptibilidades.
Podia falar sobre a semana passada, em que minha Sandra foi de férias e eu senti verdadeiras saudades dela.
Podia falar sobre o outro fim-de-semana em Tróia, onde quase calcei o sapato de tachos e tampas daquela Joana, e andei num ferry que tinha escrita a frase "Abre a felicidade".


Podia falar sobre um casal que vi numa esplanada, ele sentado numa cadeira de rodas, e que tinham, com certeza, redescoberto a tal abertura.
Podia colar aqui o vídeo da minha gata a comer as sobras do meu pequeno-almoço, que consiste no iogurte mais amargo do mundo com cereais.
Podia explicar no quão divertido está a ser estrear um top preto que, por ser novo, larga pelinho, e me deixa as axilas qual no shave July, e ainda no quão limitador está a ser não poder levantar os braços mais do que um rápido ângulo de 45º.
Podia falar no senhor Pereira — que eu também "tenho" um senhor Pereira, que se chama mesmo Pereira —, e suas abordagens muito deslocadas e mais ou menos descaradas.
Mas nada me parece suficientemente digno de registo, hoje.
Quem sabe amanhã.

Bloguei, não bloguei?


19/06/2017

Remember my name


Recebi um presente bonito da Gina, do Dias duma Grafómana. Não fui a única, segundo aviso da própria, mas fui única no momento do flash, pois foi de mim, enquanto Blue, que ela se lembrou, ao disparar [verbo agressivo, que se aplica no contexto fotográfico, mas que se desenquadra nestas circunstâncias]. 
Blue está um pouco por todo o lado, não sei que moda se fez ou se sou eu que reparo mais, desde que adoptei este nick. 
Blue deveria estar muito por todo o lado. Muito mais do que está.
Hoje é o segundo dia de luto nacional, e faz falta muito mais azul.