Mostrar mensagens com a etiqueta só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes. Mostrar todas as mensagens

09/10/2020

Epifanias que me dão

É que, qualquer dia, levo uma destas ideias, senão brilhantes, pelo menos luzidias, a um Shark Tank qualquer, atiro lá para o charco tanque uma delas, e saio de lá em ombros, podres da rica.

Estava eu outro dia parada num dos muitos semáforos vermelhos com que a vida me brinda diariamente, ocupando para aí a quinta posição, mais minha Rosinha, sabendo de antemão que, assim que abrisse o verde, ainda ficaria parada no vermelho mais uma vez - porque ninguém tem a primeira engatada, tanto na manete como na tola, e a mensagem de que já abriu o verde leva cerca de vinte segundos a chegar ao cérebro -, quando a seguinte luz baixou nas minhas sinapses: então e se, no preciso momento em que acende o verde no semáforo, o próprio emitisse um som suficientemente alto, indiscutível, inconfundível, de que é para avançar? Algo como um mugido, um apito insuportável ao ouvido humano, um estilho de feedback, algo capaz de acordar os mortos. As energias que isto não poupava: o primeiro da fila, acordado do torpor e sonhos bons em que se mergulha nos semáforos, o segundo a não ter que dar à buzina, os restantes a não terem que ranger dentes e proferir vernáculos indecentes. Toda uma poupança.


(Também tenho na calha lançar a moda da roupa amarrotada, para nos livrar do ferro quando as criadas estão de folga/ de férias/ de burro.)

(A minha, durante o ano de 2020, terá trabalhado nove meses e ganho catorze ordenados. Os restantes cinco, se não me falha a matemática, tê-los-ei trabalhado eu. Directamente para a categoria “só a mim não me saem empregos destes”.)


07/08/2019

Livro de reclamações

Só faltava o pequeno cartaz mandar-nos sorrir [está a ser filmado], mas dizia qualquer coisa como "aqui pode elogiar". Já estávamos na sala de espera há duas horas, e eu, obviamente, já tinha ido reclamar. Isto, ao fim de meia-hora sem termos sido atendidas. Falei em desorganização e falta de respeito, fiz saber que sei que a profissão de médico é a única que pode incumprir com horários, e também aquela em que esse incumprimento sai sempre impune de todas as contravenções. A funcionária que me escutou fez que sim com a cabeça, mais para me mandar calar do que por concordância, e, de propósito ou por distracção, ainda aumentou o volume à minha pequena ira, quando me mostrou o painel com as consultas da tarde, onde facilmente constatei que a pessoa das 14:30 estava a ser atendida naquele momento, isto eram 16:30, mais minuto, menos segundo. Concluindo, pelo menos esta parte, a doutora obviamente não havia chegado às 14:30 e nós iríamos - como, efectivamente, fomos - ser atendidas com duas horas de atraso. Só a mim não me saem empregos destes. A ver se na próxima encarnação não me esqueço de me meter na Faculdade de Medicina. (Estudasses.)
Quando entrámos, a dita doutora balbuciou umas desculpas mal enjorcadas, atirando para cima dos doentes anteriores o motivo do próprio atraso, É que sabe, as pessoas vêm para aqui desabafar, isto uma médica de músculos, ainda que fosse psiquiatra ou oncologista. Ou veterinária.
Então, a consulta demorou vinte minutos, nos quais couberam dois telefonemas das filhas da médica, porque uma se encontrava à porta de casa sem chave para entrar, a narração das maleitas do pai da senhora e uma declaração à boca cheia de que "Eu não sei ler ecografias porque não sou radiologista". 
Ai dela que se tenha lamentado ao doente seguinte do atraso dos anteriores, incluindo-nos, assim, na sua desarrumação mental. Estimo que lhe caia um dente da frente de cada vez que faltar à verdade de forma tão vil. E leviana.
E sim, pagámos a consulta, mas mais porque já passava da hora de lanche e queríamos sair dali para fora rapidamente. 
E não, esta não foi a pior médica que consultei na vida. [Palmarés para uma que também nos fez esperar duas horas - há aqui um padrão? - e, para além de me cheirar a suor - dela - quando entrei no gabinete, fiquei com a sensação de que nem à porta da tal faculdade passou, tamanho era o adormecimento em cima do teclado e a hipnose diante do monitor. Facebook? Pornografia? Desenhos animados? Valium? Nunca saberei. Mas também nunca teria sabido a solução para o que nos levava ali, se dependesse dela.]

13/06/2019

Notícias do meu fungo

Está que é uma maravilha. 
Aguentei estoicamente duas idas à praia com ele à vela, eu toda maravilhosa da cabeça aos tornozelos, mas umas unhas dos pés que nem o Shrek. No entanto, isso também me fez descobrir o truque para o esconder, que é passar o verniz anti-fungo nas unhas antes da praia, que uma pessoa chega lá e as unhas ficam imediatamente cobertas de areia, qual glitter. Mas é chato, eu queria-as carmim sanguinário como toda a gente. Porque eu sou toda a gente. (Pelo menos, quando me interessa.)
Entretanto, liga-me a da farmácia, a avisar que a podóloga astróloga da unha do pé desistiu, não percebi se da profissão, se de mim, se do quê: não vem mais a Lisboa, uma vez que, desde que o bebé nasceu, tem muita dificuldade em vir uma vez por mês do Porto, e eu parva, "Mas então que idade é que tem o bebé?", isto por não me ter apercebido de a criatura ter dado à luz recentemente, não que tenha examinado mais do que a aparência que a coisa dá, mas por mera porém olímpica curiosidade, e diz-me a outra assim: "Sete anos". Ai, que estranha me sinto, que aos sete anos dos meus já fazia as contas aos netos, aos sete anos da mais velha já o mais novo tinha um ano e andava e tudo, mas há umas assim e outras assado. Directa para a categoria só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes. 
Entretanto, fui à minha Filipa, mani e pedicure que sabe tudo acerca de funguices, e que me arranjou o pé, por assim dizer, pois, na realidade, pôs os dois num brinco, não propriamente. Fiquei tão feliz que ando desde aí com o pezinho à mostra, quer faça chuva, quer vente, quer façam temperaturas negativas, que é só o que falta por estes dias. A conselho de Filipa, devo esguichar lixívia para o dedo afectado das micoses. 
Já o médico das pernas, oráculo que consulto todos os meses vai para vinte e um anos (ou pensam que uma fêmea carrega quatro ventres de nove meses cada um sem sequelas vasculares?), receitou-me vinagre de vinho tinto. Espero que não seja para beber. Lá nos entrefolhos da consulta, perguntou-me o dia, a hora e o local exacto do meu nascimento, porque anda muito excitado a fazer cartas astrais das pessoas. Pergunto-me que mania esdrúxula terei quando chegar à idade dele. Eu, chique como sempre, sei tudo menos a hora ao certo, sei até coisas que não interessam, como o local exacto onde fui concebida - Avenida de Roma rules! - disse-lhe "uma hora qualquer entre o meio-dia e a uma, sei que nasci para almoçar", e, passadas umas horas, recebi por mail a minha carta astral, seja lá o que isso for. Ainda não abri, mais por desinteresse do que por medo, mas que las hay.
Em suma, caguei no fungo, isto não de forma literal, até por impossibilidade contorcionista, pelo que decidi escutar as doces palavras de Filipinha: "Os fungos tratam-se no Inverno". Boa, Pips, you rock. Estou contigo e não abro mão. Nem pé.


18/11/2018

Daquele programa, que, repito, a-do-ro # 5

Hoje vimos debruçar-nos sobre aquele casal que, nas palavras da consorte, são os cotas [có-utas, como ela diz]. A impressão com que fiquei foi a de que foram escolhidos um para o outro porque coincidiam em dois pontos que os sábios consideraram nevrálgicos: são ambos do Porto e estão na "casa" dos cinquenta. Hahaha, grandes especialistas, técnicos, coachers, psychologists, é assim mesmo. Por esta ordem de razões, quaisquer duas pessoas na mesma faixa etária que morem na mesma cidade, são compatíveis para casar e serem felizes para sempre. Pagassem-me a mim para encontrar matches e eu não faria melhor. Mas só a mim não me saem empregos destes. 
Digamos, resumidamente, que os dois não podiam ser mais antagónicos, designadamente quanto ao que interessa.

José Luís, o antiquado/ a relíquia/ o tiranossauro/ o Zé
Quem ouve e olha para este homem, julga que ele tem os oitenta anos que tem a mamã dele, aquela megera que desobedece à regra (inventada por mim) de que já não se fazem sogras como antigamente. A mim, cheira-me que esta personagem da mãezinha, que mantém o quartinho do menino com uma caminha single, onde não cabe uma cama de casal, é a principal responsável por que ele vá no quarto casamento, and counting. Já combinei com o meu filho que, se eu estiver assim naquela idade, é favor abaterem-me a tiros e aventarem-me ao lodaçal, que é para ver se me afundo e nem o de Loch Ness me encontre para aperitivo. 
Carácter: De vez em quando, o menino precisa de ir dar uma volta, e então casa. Toma lá o comprimido que lhe permite cumprir por uma noite, mas depois aborrece-se logo e começa a espernear por falta da teta da mãezinha, que lhe passa as camisas a ferro, lhe faz a cama e a comidinha. Distância deste tipo de relíquia, que já nem no Museu de Arte Antiga se encontra.
Físico: O homem é bonito, e isso é inegável. Lá lhe desbastaram aquela parte da barba que levou ao "casamento", e que lhe pronunciava o queixo a níveis inimagináveis, ele depila-se, enfim, está bem tratado. Dá para perceber que, entre as papinhas da mamã e uma vida profissional extremamente inesgotante, o senhor corre, ou se muscula num ginásio, e também se bronzeia não sei aonde. Mas parece que isso não vale grande coisa, pois não dá rendimento no vale de lençóis, o pequenino.

Graça, a modernaça
Eu sinto especial carinho pela forma impoluta com que esta senhora conjuga todos os verbos na quarta pessoa do singular. "Dissestes-me que eu não era uma boa dona de casa", "Quisestes casar para teres uma mulher que te faça as coisas de casa", "Tu és um homem que estagnastes no tempo". Quer dizer, eu concordo com tudo o que a Graça diz, isto quanto ao conteúdo. A forma é que... E não me venham cá com aquela de que no Norte é diferente, pois que a gramática é igual para todos, e ela não está a dizer "Vós haveis-me dito", nem "Vós dissestes-me". É tu. Está mal. Está errado. 
Carácter: Olhem, gosto dela. Tem amigos gay, tem uma amiga transexual, não quer passar as camisas dele a ferro, não topa com a sogra (embora seja educadíssima com ela, o que não é recíproco), não papa números. Eu quero ser assim quando for crescida.
Físico: Alguém tem que lhe dizer que jamais prenda o cabelo, ou, pelo menos, que não o faça daquela maneira. 


Deixa solto, Graça, não mexe mais. No geral, acho que, embora não sendo bonita, não tendo um sorriso ou uns olhos bonitos ou uma voz sensual, não tendo um corpo nada de especial, apesar de ser magra, ganha em simpatia, educação e saber estar aquilo que lhe falta em beleza física.(Pensando bem, não quero ser assim quando for crescida, não vá ter que trocar uma forte personalidade por isto tudo.)


29/06/2018

Uma esfregona e um balde, debalde

Efectuando demarches com vista à contratação (também há quem diga 'contratualização'. Apetece-me atirar-me de caras a esse assunto, mas hoje não é o dia) de uma empresa de limpezas que me vá ao lar fazer uma, digamos, limpeza, e uma vez posta de parte a ideia de insistir naquela outra que revelou não querer nada comigo, encetei telefonemas.
Então, atendeu-me uma voz ensonada e roufenha, isto eram o quê? Umas onze e muitos da madrugada, que a mim nem me passa pela cabeça ligar para empresas antes dessas horas (pois, como se sabe, o pessoal entra às 10, isto, segundo o horário, mais coisa, menos coisa, liga o computa, vai tomar a bica à copa, troca dez dois dedos de conversa com a colega das fotocópias, abre o mail,  ri um bocado, chama o colega da frente para ver as anedotas que recebeu no mail, responde às anedotas com mais anedotas, e só depois pondera começar uma tarefa. Em não sendo sexta-feira, claro). E disse a voz o seguinte, ao atender:
- Hum.
- Bom dia. É da [empresa de limpezas]?
- Hum, hum.
- Fala [Linda Blue]. Preciso de uma limpeza de final de obra à minha casa e queria saber se os senhores estão disponíveis.
- Hum.
(A esta altura, já imaginava que havia ligado para alguém a quem fora interrompida uma necessidade fisiológica qualquer, ou para um sequestrado amordaçado, socorro!)
- Então... quer a minha morada?
- [aqueles 3 segundos de hesitação, que nunca se sabe...] Pode dizer.
E eu disse.
- E agendar dia e hora para ir alguém visitar o local e fazer um orçamento, quer?
- [aqueles 3 segundos de hesitação, que nunca se sabe...]... Sim.
Agora estou sem saber que tipo de pessoa esperar. Ninguém? Um Yeti?

27/06/2018

Eu tenho problemas com tudo # 32

Isto, quem se mete em obras, já sabe que enverga, consciente e simultaneamente, uma camisa de sete varas. No caso da minha, não sei por que obra e graça, a tal camisa não passou de cerca de uma vara - e provavelmente nem teria nenhuma, não fora a cena do nicho -, o que, nos dias que correm, bem posso levantar as mãos aos céus, limpá-las à parede, ou tudo menos deitá-las à cabeça.
Porém, uma obra, para ser tida e reconhecida como tal, tem que ter subjacentes as chamadas "derrapagens", que é quando o prazo de uma das empreitadas desliza, patina, e se estende ao comprido, exactamente como na patinagem artística. Também sei e reconheço que há incumprimentos de prazos por conta e risco do dono da obra, que muda de ideias a meio, que não cumpre, ele próprio, com a sua quota-parte (designadamente a dos pagamentos), que entra no delírio do mármore de Carrara, quando devia era meter vinílico, ou então entra no "já agora" (já agora, pintamos a casa; já agora, mudamos os interruptores; já agora, mudamos os puxadores), etecetera.
E depois, há as contingências, os imprevistos: o cano que estava podre, o rodapé que não se aproveita, o estore que mais vale deitar fora.
Mas explicai-me o pessoal que, não tendo nada a ver com obras, mas até tendo, poderia ganhar alguma coisa com elas, porém não quer. O que dizer de uma empresa de limpezas à qual me dirigi pessoalmente, disse ao que ia, pedi visita ao local para orçamento, ficaram com o meu contacto e, passados quatro dias, uma vez sem resposta, lá voltei, lá repeti o recado, lá me disseram que sim, que haviam de ligar-me a marcar a tal visita, só que, entretanto, passaram mais quatro dias e nem ó burro queres água? É este povo que atrasa não só as obras, como também o trabalho e a vida de toda a gente. (Parecem aqueles condutores que conseguem a grande habilidade de percorrer dezenas de metros a 20 km/h, pastando - melhor dizendo, apascentando - calmamente a sua vaca.) Vivem de quê, afinal? Mais uns que atiro directamente para a categoria só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes.

26/12/2017

Ai, que magia tens, Natal

Acabo um trabalho, com prazo espartano o-mais-depressa-que-conseguir, isto pela manhã do dia 23, antevéspera de Natal — sábado. 
Envio a parte final — pois a maior parte já está do lado de lá —, e recebo imediatamente um aviso automático de Não me encontro no escritório, é favor mandar para a minha colega X, que eu cá só volto para o ano, lá para o dia 3.
[Directamente para a categoria só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes.]
Envio então para a colega X.
Hoje, dia 26, que me parecia ser dia de labuta, muito mais do que o dia 23, mando para a colega X a conta. Só naquela, a ver se me pagam.
Recebo então um aviso de não recebimento, erro com um número que não fixei, mas que sei significar caixa cheia.
[Mais uma, directamente para a categoria só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes.]
Talvez para o ano.

19/09/2017

Momentinho louro # 4

Telefona-me o responsável por uma das empresas que contactei, com vista à remodelação de uma casa-de-banho e do soalho todo cá do lar. 
(Por acaso, está a ser uma experiência irrepetível: das quatro que abordei, só para começar, duas já me mandaram mail a declinar, que é aquela manifestação de vontade operada pelas pessoas singulares e colectivas quando não lhes apetece. Uma, porque a minha obra não se enquadra nos parâmetros de grandes remodelações gerais lá deles — tipo Querido, encolhi o orçamento familiar? —, a outra foi um simplesmente não, não aceitamos a tua obra.) (Directamente para a categoria só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes.)
Digo-lhe o que pretendo, em traços muito gerais, que os concretos pretendo traçar ao vivo, assim que ele me visite. Falamos mais especificamente da casa-de-banho, e, lá para o final da conversa, ele pergunta-me: Onde é que ela fica?
[Vamos fazer uma pausa.]
Preciso de explicar que não percebo nada de obras. 
...
Sei lá, podia ser importante a localização da casa-de-banho, imaginem que era ao lado da cozinha e isso interferia positivamente com o trânsito dos baldes de cimento.
...
E cenas de obras. Pás, e assim. 
...
E que, entre uma pergunta e uma resposta, via telemóvel, entre dois estranhos, decorre o quê? Um nico de segundo. 
Também não percebo nada de cérebro humano.
...
Não sei em quanto tempo se processa um raciocínio qualquer, quanto mais um raciocínio lógico. Sei que respondi assim
...
Olhe, o senhor entra, segue em frente, percorre um pequeno corredor com cerca de três metros, e encontra uma porta à sua direita, perpendicular a outras duas portas, onde ficam os quartos. É essa porta à direita...
[suspiro.]
Chiu.
Posso ter tido medo que o homem se perdesse e não conseguisse atinar com a porta da casa-de-banho a intervencionar, como eles dizem. 


30/09/2015

Directo para a categoria só-a-mim-não-me-saem-empregos-destes

Metereologista do site otempo.pt.
Zandinga, o grande, devia ter muito mais trabalho a prever aqueles desastres e mortes todos que previu (excepção feita à sua própria), do que estes senhores. 
A malta só quer saber se é dia de calças ou de saias. E andor.


04/01/2015

Expliquem-me estes dois

A sério.

A franja dela. Os vestidos dela. Por que raio uma coisa é tão geométrica e a outra é tão disforme. Quem é que lhe faz as escolhas?
Os blasers dele. O facto de juntar sempre calças de ganga com blaser (alguém o avisou que os anos 80 foram há 30?). E de os blasers não serem sempre blasers (há uns quantos que são, evidentemente, casaco de fato).

Na TVI não há personal advisers? Cada um veste o que lhe dá no ginete, ainda que se camufle com o cenário?

E, quando eu penso que estes dois não querem estragar duas casas, eis que me surgem juntos no ecrã para confirmar a contrária: quando é ela que está bem, é ele que está mal. E vice-versa. Ah. Mas também conseguem estar os dois mal. Os dois bem é que...

Acabo por não prestar atenção nenhuma ao programa que apresentam, Cinebox. Fico distraída com tanta informação que os dois me injectam nas retinas. 

17/11/2014

Da série "Só a mim não me saem empregos destes"

José Gabriel Quaresma, TVI 24

"Morreu a bebé, que lutava contra a vida no Dubai"

"A Geni e o Gui, que são os pais..."

(Notícias, 09:00 h, 16.11.2014)

Tudo na mesma notícia, com segundos de intervalo uma da outra.

Vou-me abster de comentar a notícia propriamente dita. Mas o esclarecimento de um pormenor é importante: o peso médio do bebé, às 25 semanas de gestação, são 650 a 870 gramas. A Gui nasceu com 380. Muito lutou ela. Grande Guerreira.