Voltei às corridas. Já não me bastava o Jump, a dança e o caraças, agora corro. Quer dizer, corri uma vez, no domingo. Estou em treinos para a minha primeira maratona na modalidade de corrida, a Sempre Mulher. Já andei menos e corri mais. Em duas voltas ao Estádio, que tem quarenta hectares — o perímetro não sei, mas é fazerem a matemática, que eu ando demasiado cansada (a aplicação disse seis quilómetros, mas é quase uma evidência que devo ter deixado cair Ai-fostes no vinho tinto) —, apenas caminhei quatro vezes (nas duas rampas), por cinquenta metros cada uma. Assim por alto. Corri muito e corri bem, sobretudo risco de vida, pois que, às oito da noite, a fazerem-se nove, atravessando pequenos bosques e locais igualmente ermos, era viver na América e ainda me tornava protagonista de um Crime Investigation, aquele programa. Ainda bem (para mim) que não.
No fundo, este post é uma desculpa esfarrapada para colocar aqui esta melodia, que me apraz assaz.
Tenho a comunicar ao povo — a toda a população terráquea em geral — que, daqui a vinte e sete dias, vou viajar de avião. Estou, por isso, em contagem decrescente, à espera que, a todo o momento, me dê o stroke, que é o strike das sinapses.
A única novidade deste facto, se já vos haveis apercebido, é que não me encontro preparada. É certo que ainda não comecei a sonhar com o assunto, pelo menos que me lembre de manhãzinha. Também ainda não comecei a tomar calmantes, nem ninguém mos botou na sopa, que eu tenha dado por isso. Ao contrário, tenho visto vários episódios de "Mayday! Desastres aéreos", para saber como é que tudo se processa, e, especialmente, se já mandaram arranjar as avarias, percalços e cenas possíveis (das tolas do piloto e co, inclusive) que geraram aquelas situações, ou se é preciso ser eu a fazer a checklist à entrada do pássaro, do género, "Verificaram os quatro motores? E o combustível? O peso das malas no porão? Os antecedentes psiquiátricos do chauffeur? Ele fala e percebe perfeitamente Inglês? Quem é que está ao serviço na torre de controlo? Todos dormiram horas suficientes? Ó menina, se isto for a cair, pode avisar-me com uma antecedência mínima de três a cinco minutos, para eu poder mandar uns quantos whatsapps? Onde é que fica o pára-quedas? E o colete? Como é que é a posição fetal, mesmo? Posso ir já descalça? E com a máscara do oxigénio? Se calhar, sento-me aqui no chão, mesmo ao pé de uma saída de emergência. Isto não tem um atalho, para ser mais rápido? Pergunte lá ao condutor se não podemos voar baixinho e devagarinho, mas que mania das alturas! Olhe, aquele senhor tem uma mochila esquisita. Na verdade, todos os passageiros têm uma cara esquisita. Já viu aquele, a dormir? Acha normal? Vocês hoje não tinham uma greve? E os controladores, também não? E os que transportam as malas? Os da pista, que usam aquelas raquetes? Alguém? Acho que me esqueci de qualquer coisa no carro. Dói-me a barriga. Quero a minha mãe!".
Outro dia, estava a desabafar com uma querida cheia de paciência, que, naquele Português lá dela, aconselhou assim:
- 'Ocê toma umas e outras antchis dji embárrcá. Já vai alhégrinha, assim si cáirr, 'cê neim dá porr nada. Acórrda lá do outro lado numa alégria, só pérguntando ondji é qui 'tá.
Mais sugestões (um pouco mais sóbrias)?
Ou melhor, achei a titcha de dança e fui-me a ela, cheia de dúvidas.
É isto: Mampi, a responsável pelo meu desassossego cerebral, é natural da Zâmbia (e não Nova Zelândia nem Índia). E é óbvio que não está a cantar em Inglês.
Swilili, chamei eu de Tiriri. Não mereço o chão que piso.
Pronto, agora já posso dormir descansada. Eu, e vocês, pois este tipo de problemática, geralmente, atinge a blogobola em cheio, qual alfinete no balão.
Obrigada a todos aqueles que sofreram comigo e, até certo ponto, me deram aquele apoio, sem o qual não teria aqui chegado, a este ponto. Final.
Tenho na cabeça, desde domingo passado — anteontem, já lá vão dois dias, quarenta e oito horas deste massacre — uma música que não consigo "agarrar" na netty, mas que se me incrustou no cerebelo a níveis exponenciais, daqueles de cantá-la de noite e tudo. O grande busílis é que não é uma melodia em Inglês, ou Francês, ou numa língua qualquer que eu entenda uma palavrinha que seja, para, ao menos por aí, pesquisar e encontrar. Acho que é em Maori. A sério. Também podia ser em Híndi, não fora o facto de não ter um ritmo indiano.
Só sei o refrão, e mal:
Tiriririririri,
Diriririririri,
Chiriririririri,
ou
Niriririririri.
É que parece que não existe.
Entretanto, consolo-me com esta análoga (diferente, mas na mesma onda):
Já tinha espreitado aquelas aulas, o povo todo com uma espécie de patins sem rodas, olha que giro, saltam que se fartam, de certeza que é fácil, ai que também quero.
E eis-me. Primeira vez que vou, e não eis a instrutora, eis outro, que é doido varrido, e pode ter sido por isso.
O meu tornozelo direito é mais frágil do que o irmãozinho gémeo (são dizigóticos), e, por isso, já fui munida de uma meia elástica a abraçar o menino, não fosse torcê-lo. A hipótese de engessar os dois, muitíssimo mais preventiva, não se me pôs, dado que as botas cumprem essa tarefa na perfeição: o pé fica ali agarrado e quieto, quase-quase como nos skis. [Nem me quero lembrar do quão detestei "esquiar" (aspas derivadas do facto de não ter esquiado efectivamente), o que faz de mim, vista por esse prisma, a eterna não-blogger, que chatice.]
Primeira barreira: calçar as botas. Há que fazê-lo sentado no chão, exactamente como se tivéssemos três anos de idade. Depois, cada uma tem duas presilhas, pelo que, se não me falha a matemática, temos que apertar quatro. Ora, basta que uma esteja relaxada e a aula já tenha começado, para que uma pessoa como a minha, não querendo chegar atrasada, porque nunca, vá mesmo assim, com uma das presilhas desapertada, e logo se vê se a bota sai a jacto na direcção de espero que não uma cabeça, nomeadamente a minha. Então, apesar dos avisos do instrutor, e como não me entendi muito bem com aquilo, só apertei três das quatro (75 %, não é mau), mas, efectivamente, não aconteceu nada de registo.
A ordem é pular-pular-pular. Cinquenta minutos a pular com umas botas que, se por um lado, têm molas e ajudam à impulsão, por outro pesam trezentos quilos (nunca experimentem ir nadar com aquilo calçado), e, (só) por isso, devem fazer um bem horrível ao coxedo. Se não, a qualquer coisa fazem de certeza (à mood, pelo menos).
Confesso que passei as fases 1. que-giro; 2. que-canseira (no final do aquecimento!); 3. penso-que-vou-cair; 4. acho-que-vou-descansar-um-bocadinho; 5. onde-é-que-me-vim-meter-? [fase mais prolongada no tempo]; 6. penso-que-faleço; 7. coitadinhos-dos-meus-filhos; 8. quero-a-minha-mãe-já!; 9. ah-oh!-está-quase-a-acabar; 10. tenho-que-cá-voltar.
Portanto, fora o facto de ter saído a sentir-me o Tigre do Winnie the Pooh (alegria incluída!), acho que correu (pulou) tudo bem.
Por acaso, essa coisa do gosto musical também tem muito que se lhe diga. É quase como tentarmos perceber por que é que alguém gosta de outro alguém, que é, basicamente, horrível. Deve haver um fenómeno, ao nível do tímpano, correspondente ao que acontece com a retina daqueles que amam o feio, o antipático, o desinteligente, o que acumula tudo no mesmo pacote [uuuhu].
Posto isto, eis-me chegada ao ponto de justificação para aquilo que me aconteceu outro dia, e ainda gostei. Isto, versus o que me aconteceu hoje, e não gostei.
Cheguei à aula de dança e quem se encontrava à porta, a receber o povo bailarino, era um instrutor, e não a costumeira. Eu já tinha tido aulas de outras modalidades com ele, por isso já me tinha apercebido de que a figura não mede bem os alqueires todos, porém é excelente, tecnicamente falando. De qualquer maneira, este tipo de pessoas faz falta na minha vida, porque tudo o que é muito previsível e direitinho, acaba por me enjoar e lá vou eu para outras paragens.
Avisou logo que não tinha formação para aquilo e siga. Arquitectou um esquema simples — lado-lado-direita, lado-lado-esquerda, repete, mambo à direita, mambo à esquerda, repete, com volta atrás —, depois outro — ao lado direita, ao lado esquerda, repete, salta, quadrado rápido, quadrado lento, chassé direita, chassé esquerda, repete — depois mais outro, e depois colou-os uns aos outros e fez um mega-esquema com eles. Durante uma hora, com o mesmo esquema, dançámos tudo o que lhe veio à cabeça em termos musicais. Levanta o vestido também. Os peitos da cabritinha, sim. Sim. É verdade. Eu já dancei Os peitos da cabritinha, e ri-me durante, e não foi (exclusivamente) de nervos. Não sei se já posso morrer feliz.
...
E a aula foi excelente, ou, pelo menos, serviu para variar.
Hoje, outra substituição, mas desta vez por uma instrutora cheia de técnica, destreza e velocidade. Dessas que se largam a dançar lá no palquinho e nunca mais se lembram que têm uma classe de algumas dezenas de pessoas à frente, que é suposto acompanharem e não fazerem papel de mera plateia, com palminhas no fim e tudo. Aos três quartos de hora, aborreci-me e bailei porta fora. E muito aguentei eu.
Passem-no dancin' across the floor, through the night.
Yeah.
Ié.
(Ficai com este meu presentinho, que eu vou andando, pois tenho uma baba para fazer, e aquilo dá uma trabalheira, só ter que espremer o babete lá do primo do dromedário já me cansa.)
Isto hoje já me veio à cabeça por muito mais do que uma vez, as suficientes para me apetecer dizer coisas acerca.
Tinha a impressão de que o Salvador Sobral tinha ganho o Eurofestival há mais tempo. Afinal, fui ver, e verifiquei que foi só em Maio, há sete meses. Em Junho, num daqueles episódios que acontecem aos melhores — e atire a primeira pedra quem não tem um, dois, dez acontecimentos na vida que gostaria de enterrar na quinta subcave e limpar da memória —, e eventualmente porque é um tímido, porque não tem um manager capaz de o orientar, porque é um irreverente, porque é a anti-vedeta, porque 'ta nem aí, esticou-se um bocado e estendeu-se ao comprido, com a ingénua intenção de testar a sua popularidade junto dos fãs. [Nem sei se ponha aspas ou itálico em fãs.] [Pobre rapaz. Quanta ingenuidade, num país de invejosos, em que só se está bem quando se vê os outros na merda.]
Com isso, o Salvador Sobral, que, um mês antes tinha alcançado um prémio que jamais fora conquistado em Portugal (ou me falha a memória — mas também não vou estudar mais esta —, ou tivemos, ao todo, dois sétimos lugares), enterrou-se, levando para essa cova a carreira, passando de bestial a besta em menos de, vá, um pum. Sim, existe a questão de saúde, a "justificar" a ausência dele desde aí. Sim, e também existiu a questão da saúde do Zé Pedro dos Xutos, tratada por toda a gente, comunicação social incluída, de forma totalmente diversa.
Agora que, finalmente, foi transplantado, em que está ainda mais fragilizado do que antes, pergunto-me se aqueles que consideraram a cena do peido do Salvador Sobral o horror, a excomunhão, não serão os mesmos que contribuem para a poluição do ar nos espaços públicos — quanto mais não seja com as suas opiniões fétidas —, e não serão os mesmos também que publicarão RIPs nas suas páginas, que puxarão a lagriminha televisiva, e que aplaudirão de pé, após minuto de silêncio, caso o Salvador Sobral não sobreviva até ao próximo Eurofestival, que — yey! — será em Lisboa.
Que cada chamada para a NOS requer uma preparação mental a níveis olímpicos, porque acontecem várias coisas, eventualmente tudo, menos um telefonema?
1. Ligo e aguardo; atende-me uma gravação, feminina voz animada, que me dá as boas vindas à NOS, e me apresenta diversas opções, de entre as quais "falar com um assistente", que é a que escolho, e aguardo; a gaiata logo me avisa que "o atendimento por um assistente terá um custo até ao máximo de um euro, dependente do seu tarifário (?)", e aguardo; A Voz avisa-me que [para além de pagar até ao máximo de um euro, dependente do meu tarifário], a minha chamada vai ser gravada [suspiro de alívio, porque já se sabe, antes escutada do que ignorada] e aguardo;
2. Metem-me Freddie Mercury aos brados pelos ouvidos adentro. Diz que So don't stop me now | 'Cause I'm having a good time, having a good time | I'm a shooting star leaping through the sky, e aguardo;
metem-mo em repeat, só aquele nico da canção, danço um tico, morre-me o Teco de pancada, e aguardo; desconheço qual o critério quanto à escolha da música — embora a adore —, quanto à passagem [minutos 00:00:30 a 00:00:48, porquê aqueles 18?], quanto ao repeat da cena, e aguardo; é uma pastilha/injecção/tratamento de choque que se repete, em repeat, um mínimo de dez vezes [enquanto o assistente, do lado de lá, acaba o café/cigarro/serradura na colega, e A Voz me avisa que estou à espera há 55 segundos e me dispõe a possibilidade de desligar, ou ligar 8 e aguardar — hahaha — que me confirmem o número (?)], só não corto os pulsos porque o assistente não faz uma aparição presencial, e aguardo;
3. Sou atendida pelo assistente, que se identifica, mas que, em cem por cento das vezes que falamos, tem o som do telefone tão baixo, ou fala tão baixo que pondero se não estará a comunicar-se comigo a partir das catacumbas lá do call center; identifica-se, por isso, com um nome inaudível, invariavelmente David (?), Paulo (?), João (?) + Simões (?), Matos (?), Silva (?), ou algo rápida e facilmente esquecível, mas que, de toda a maneira, não ouço; identifico-me igualmente e ele reclama que não me ouve, solicitando-me de forma enfática/ impaciente/ imperativa que fale mais alto; digo-lhe ao que vou e começa por me perguntar se já li a minha factura; mau; ponho-o a explicar-me os tintins todos, um por um; ouço cerca de 50% daquilo que sussurra, apesar de me ter enfiado numa câmara de silêncio/ sala de emissão de rádio/ bidon fechado à chave;
4. Pergunta-me em que mais pode ser útil [suspiro de alívio porque a tortura está no fim]; respondo que em mais nada, porque já foi muito inútil.
Não sei se foi ontem ou se foi anteontem, que ouvi na rádio, mas também não sei em qual (acho que foi na Radar, que ocupa 90% do tempo que eu ouço rádio), em que perguntaram não sei a quem importante — mas lá está: não fixo nada do principal, mas retenho o acessório —, qual a música dos Beatles preferida dele. Ainda suspendi a respiração enquanto a resposta não chegava, porque — com os outros, não sei, comigo é assim — achamos sempre que hélas!, há uma alma gémea nossa algures, em cada uma das nossas pequenas opções, mas rapidamente veio a infirmação de que, desta vez, pelo menos, não era aquele Bobby (?) quem tinha um gosto igual ao meu, mas também a confirmação de que gostos não se discutem, nem o musical, por conseguinte.
Perdoem-me os que o podem fazer, forçada a esta ausência forçada [metida no buraco mais escuro de um trabalho que não acaba, mas ao qual vejo a luz ao fundo], mas sempre com meus môres no pensamento, e com ganas de partilhar o que de melhor ouço nos coisos.
Não inventei nada, imprimi-lhe foi outra cadência. O run-walk-run existe há muito, a pessoa só o (des)dinamizou.
Arranquei-me da cama e depois de casa, pouco passava das dez da madrugada, já toda dopada de cafeína para a veia, ala.
Hoje ia determinada a correr uns metros, para além da caminhada, e fi-lo. Assim: ora agora corre duzentos metros e não te deixes estafar (senão paras e comes uma sande de coiratos impregnada em chantili ou vais esbornegar-te num Mc desta vida), ora agora andas quinhentos até teres outra vez essa fúria de fugir do sofá e da trash tv que te faz tão bem à alma e tão mal aos glúteos. E assim sucessivamente.
A música é fundamental nestes percursos. Como nada na minha vida pode ser mainstream, possuo um aparelho de som que já terá uma cópia no Museu de Arte Antiga, denominado mp3, e uns auriculares de que só funciona o esquerdo, sofrendo o direito de intermitências e ou gaguez. Por acaso, devia isolar-me melhor do mundo, para não ouvir nem ver (devia ir vendada) certas e determinadas coisas que só atrapalham à imensa concentração de que uma atleta carece: um maluquinho à janela de um primeiro andar, a mandar-me beijinhos com a mão, e depois, uns metros adiante, um jardineiro de muito boas cores àquela hora (do sol, que mais?), interrompendo o meu raciocínio com um enfático bom dia!. Ora, eu temo jardineiros. Diz que quem matou foi o mordomo, mas eu aposto sempre no jardineiro.
Reparai, então, na minha ingénua, porém bem intencionada playlist, completamente em modo aleatório:
- Dei-me início ao som de Locomotion. (Sim, Locomotion, no original, Little Eva.) Que melhor melodia para iniciar uma boa marcha do que Locomotion?
- Já em pleno esforço de corrida, Suburbia. (Sim, Suburbia, Pet Shop Boys.) Que melhor melodia para incentivar a continuação da coisa, Let's take a ride and run with the dogs tonight?
- E, numa das partes de caminhada, Walk in the park (Sim, Walk in the park, Beach House)?
- Então e marchar para casa ao som de Come on Eileen (sim, Come on Eileen, Dexys Midnight Runners, nem de propósito)?
(Sou tão 80's.)
(Também tenho para lá umas quantas porcarias que adoro ouvir, e gostos não se discutem. Juro que quando passou esta tive ganas de parar e kudurar um nico a marcha-corridinha, oi-oi-oi.)
Acho que já não é a primeira vez que ponho este título num post. Ou então, foi noutra encarnação. (Quando eu era galinha e escrevia soberbamente, como um rouxinol.) (Sou uma poetisa perdida, inacabada e desperdiçada.) (Um dia serei descoberta, como o caminho marítimo, e esmagada por homenagens póstumas e chatérrimas, já as minhas cinzas terão passado o almofariz da última penitência.)
(Que lúgubre.)
Hoje não acordei assim.
Mas é verdade que se dá um fenómeno qualquer às sextas da minha vida, que nunca são casual friday, nem yey weekend. Parece que já acordo de mona e com a mosca (em cima da mona).
Sempre gostei mais das quintas-feiras, mesmo quando andava na escola, e ainda que me calhasse um horário escravizante (como são todos naquelas idades, incluindo os dos dias em que se juntam educação física com trabalhos manuais com desenho) (ai já não há disso? Mas havia, chiu.), dizia eu antes de me perder na frase, que as quintas é que é, a véspera da véspera, o falta pouco, o ainda não cheguei ao rabo do gato.
Então olhem, como singra e sangra a falta de assunto, e eu também tenho as panelas ao lume e a roupa a corar ao sol aqui na casa da pradaria, deixo-vos com uma melodia que hoje me canta cá na tal mona, pois é a que acompanha os alongamentos nas aulas de dança, e eu considero muitá fixe, e honi soit.
Boas sextas para todos. E boas sestas igualmente, que quem me dera a mim.