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08/10/2018

O sarilho do sarau

Por acaso, não é bem um sarau (mas compunha o título desta posta), não só porque eu já não tenho idade para isso, como também porque não. Mas será uma mega-aula, um espectáculo dentro da própria, uma coisa nunca vista — sei lá se não reportada em vídeo —, especialmente porque a pessoa humana vai estar presente, particularmente porque cá o ser vivo vai actuar, mormente porque não sabe a coreografia da música que lhe calhou na rifa, sobretudo porque nem sequer se lembra de qual a melodia em questão. Portanto, tenho cinco dias para 1. Descobrir qual é a música que acompanhará a queda em Cristo de uma grande dama; 2. Repuxar das pontas da memória pelo esquema de dança que irei protagonizar a) Ao lado da titcha [não vai correr bem]; b) Sozinha [wowowow, gentchi, vou criar a dança do piléqui!].
Em modo pré-traumático, apelei a uma companheira de bailaricos, que me esclareceu — ou não — que a dita partitura era esta:


(Fala de dores de cabeça, e cenas que não me assistem, mas também não estou em condições de negociar outra.)
Não estou muito crente, não só porque aquela que me atraiçoa constantemente não me diz que seja, como também porque, a ser, é das que tem uma das coreografias mais fáceis, e eu tinha na ideia de jerico que me tinha calhado uma muito infazível. (A titcha é uma cómica, quer divertir-se por conta da senhora...?)
Bom, à cautela, comprei uns calções novos e lindos para estrear na ocasião. As bailarinas não usam tutus novos para os espectáculos? E os futebolistas, não estreiam toilettes novas em cada jogo? Então, é a mesma coisa. Deixem-me.


19/09/2018

Quando tudo te grita 'Não saias de casa!' # 5

Vá, que eu preciso de desabafar. Vão lá buscar os mochinhos, rodeiem-me e escutem-me, ou deixem-me.
Saí de casa com meia-hora de antecedência relativamente à hora de começo da aula de dança, para percorrer um percurso que não são mais do que dez minutos, mesmo tendo em conta os semáforos, as passadeiras, os xoninhas e etecetera. Subestimei a hora de ponta de Lisboa, subestimei que há uma casta de super-xoninhas que deixa o carro ir abaixo quando abre o verde, subestimei o quão difícil é encontrar lugar para parquear Rosinha, subestimei que preciso de cinco minutos só para me equipar, e até à paisana fui: um vestido que já deve ter sido mais largo, porque dantes me servia e agora está justo quase até ao sufoco, e uma sandalete de salto alto, que eu também não faço por menos. 
Digamos que, quando passei à porta do ginásio, faltavam quinze minutos para a aula, e de lugar para estacionar, nem sombra. Nem ao sol, na verdade. Afastei-me, assim, cerca de duzentos metros, e estacionei num parque daqueles que não só estão munidos de coluna de pagamento da EMEL, como também possuem um chão aos favos de mel em cimento, que consegue ser, simultaneamente, uma m. para os pneus e outra para os pés. Aconteceu, é claro, que a coluna de pagamento do parque ficava a, pelo menos, dez metros de onde eu me encontrava, mas o remédio era só um, como nas Finanças: pagar e não bufar. Perdi, portanto, a conta ao número de vezes que torci os pés nos favos de mel, até alcançar o pagamento do parque, e depois repeti a proeza no regresso, para pôr o raio do selo no carro. Palavra que equacionei usar a aplicação, ou então arriscar a multa, que me ficaria seguramente mais barata do que se tivesse fracturado um osso, que não fracturei. Neste meio tempo, já só faltavam dez minutos para a aula, eu estava a duzentos metros de salto alto da porta do ginásio, e o vestido, encharcado pelos meus nervos, havia-se-me colado à derme de tal modo que ponderei seriamente levá-lo para a aula, calçando apenas os ténis. Apressei o passo e cheguei quatro minutos antes do início da aula. O arrancar do vestido de mim foi algo doloroso, já que exigiu um momento em que, em asfixia, e em claustrofobia, tive que me contorcer toda lá dentro, arriscando a luxação dos dois ombros e dos dois cotovelos, para além da cervical e de todas as vértebras. Fui acabar de me vestir dentro da aula, já que foi lá que me calcei. (E sim, atravessei o ginásio a correr, descalça, como a outra.) (Não tem importância, eles estão habituados.)
É óbvio que não dancei nada de jeito. 


29/04/2018

LB dá uma de blogger e faz perguntas a si mesma:

E tu, LB, o que fizeste tu hoje, para comemorar o Dia Mundial da Dança?

Oh.
(Mas aviso já que fiquei muito triste e desapontada com Mr. Google, que comemora o aniversário 253 de todos os poetas desconhecidos, os 174 anos sobre a descoberta do pum azul e o dia em que passam 691 anos sobre a invenção da roda, e hoje, logo hoje, não foi capaz sequer de pôr, nem que fosse, um bonequinho piroso a dançar, lá na sua página inicial. Cá se fazem.)

20/03/2018

Alvíssaras para mim /

Quem é uma menina (!?) cheia de sorte?

Achei!
Ou melhor, achei a titcha de dança e fui-me a ela, cheia de dúvidas. 
É isto: Mampi, a responsável pelo meu desassossego cerebral, é natural da Zâmbia (e não Nova Zelândia nem Índia). E é óbvio que não está a cantar em Inglês.
Swilili, chamei eu de Tiriri. Não mereço o chão que piso. 


Pronto, agora já posso dormir descansada. Eu, e vocês, pois este tipo de problemática, geralmente, atinge a blogobola em cheio, qual alfinete no balão.
Obrigada a todos aqueles que sofreram comigo e, até certo ponto, me deram aquele apoio, sem o qual não teria aqui chegado, a este ponto. Final. 

Alvíssaras, que eu cá ando a ponto de desistir

Tenho na cabeça, desde domingo passado — anteontem, já lá vão dois dias, quarenta e oito horas deste massacre — uma música que não consigo "agarrar" na netty, mas que se me incrustou no cerebelo a níveis exponenciais, daqueles de cantá-la de noite e tudo. O grande busílis é que não é uma melodia em Inglês, ou Francês, ou numa língua qualquer que eu entenda uma palavrinha que seja, para, ao menos por aí, pesquisar e encontrar. Acho que é em Maori. A sério. Também podia ser em Híndi, não fora o facto de não ter um ritmo indiano. 
Só sei o refrão, e mal:
Tiriririririri,
Diriririririri,
Chiriririririri,
ou
Niriririririri.
É que parece que não existe.

Entretanto, consolo-me com esta análoga (diferente, mas na mesma onda):

25/02/2018

Cada um tem as maratonas que merece


Done.
Saí de lá convencida que no dia seguinte (hoje) ia estar a tubos: uma palhinha para me alimentar, um outro para escoar as águas que vão para a ETAR. 
Afinal, acordei dorida, pois que estou mais velha todos os dias, porém não entrevada, pelo que fugi do leito antes que ele me prendesse por indolência, e lá fui para o bailarico mais uma hora. Isto, no pressuposto de que a aula ia ser calminha, uma vez que a titcha tem andado doente. Subestimei a juventude dela, o treino e a gana. Hoje estava endiabrada. (Ou eu angelicada?) Levei uma pequena tareia em cima do tareão de ontem, pode ser que amanhã consiga, pelo menos, segurar a palhinha com os dentes. Quanto ao outro assunto, ainda não decidi como é que o resolverei se não conseguir mover-me até ao sanitário, mas pondero tudo fazer para reprimir, que isto há limites para a decência e a higiene. Já para a mania de que sou a maior é que parece que não. Bem feita que sofra dos glúteos nervos.

17/02/2018

And that awkward moment # 46

em que entras numa aula de dança, a titcha avisa que está com um braço magoado e, por conseguinte, não o mexerá da mesma forma que fará com o outro, tu não ligas nenhuma ao aviso (precisas de aquecer músculos, turbinas e alma), e depois percebes, já a aula vai para mais de meio, que, naqueles passos em que é suposto levantar os dois braços, tu és a única que está a fazer exactamente como ela — levantando só o braço "saudável" —, e, naqueles outros em que é para esticar o braço direito quando danças para a direita e o esquerdo quando danças para a esquerda, só tu danças para um lado na posição correcta, e para o outro, aí vais tu sem esticar o braço?
Devo ter um problema de identificação com as pessoas que me dão aulas de dança. Há muitos anos, numa época em que fazia latino-americanas + africanas, também aconteceu estar tão concentrada em fazer o mesmo que a instrutora, que, de uma das vezes em que ela levantou o braço, indicando a aproximação de três passos iguais, esticando primeiro três dedos, depois dois, depois um, eu
...
...
...
fiz igual.


14/01/2018

Quanto mais danço, mais comprometo o meu gosto musical

ou

Formação versus talento

Por acaso, essa coisa do gosto musical também tem muito que se lhe diga. É quase como tentarmos perceber por que é que alguém gosta de outro alguém, que é, basicamente, horrível. Deve haver um fenómeno, ao nível do tímpano, correspondente ao que acontece com a retina daqueles que amam o feio, o antipático, o desinteligente, o que acumula tudo no mesmo pacote [uuuhu].
Posto isto, eis-me chegada ao ponto de justificação para aquilo que me aconteceu outro dia, e ainda gostei. Isto, versus o que me aconteceu hoje, e não gostei. 
Cheguei à aula de dança e quem se encontrava à porta, a receber o povo bailarino, era um instrutor, e não a costumeira. Eu já tinha tido aulas de outras modalidades com ele, por isso já me tinha apercebido de que a figura não mede bem os alqueires todos, porém é excelente, tecnicamente falando. De qualquer maneira, este tipo de pessoas faz falta na minha vida, porque tudo o que é muito previsível e direitinho, acaba por me enjoar e lá vou eu para outras paragens.
Avisou logo que não tinha formação para aquilo e siga. Arquitectou um esquema simples — lado-lado-direita, lado-lado-esquerda, repete, mambo à direita, mambo à esquerda, repete, com volta atrás —, depois outro — ao lado direita, ao lado esquerda, repete, salta, quadrado rápido, quadrado lento, chassé direita, chassé esquerda, repete — depois mais outro, e depois colou-os uns aos outros e fez um mega-esquema com eles. Durante uma hora, com o mesmo esquema, dançámos tudo o que lhe veio à cabeça em termos musicais. Levanta o vestido também. Os peitos da cabritinha, sim. Sim. É verdade. Eu já dancei Os peitos da cabritinha, e ri-me durante, e não foi (exclusivamente) de nervos. Não sei se já posso morrer feliz.


...
E a aula foi excelente, ou, pelo menos, serviu para variar.
Hoje, outra substituição, mas desta vez por uma instrutora cheia de técnica, destreza e velocidade. Dessas que se largam a dançar lá no palquinho e nunca mais se lembram que têm uma classe de algumas dezenas de pessoas à frente, que é suposto acompanharem e não fazerem papel de mera plateia, com palminhas no fim e tudo. Aos três quartos de hora, aborreci-me e bailei porta fora. E muito aguentei eu.

03/11/2017

Nova noção de "treino"

Se a pessoa for ao supermercado de manhã e carregar para o carro oito quilos de compras, e depois carregar o mesmo peso do carro para casa; se for fazer uma prova de esforço à tarde; se for dançar durante uma hora à noite, pode considerar-se que treinou três vezes durante o dia?
Ou nenhuma?


17/09/2017

Cheguei | Cheguei chegando, bagunçando a zorra toda | E que se dane, eu quero mais é que se exploda | Porque ninguém vai estragar meu dia

Começar o dia a ouvir isto. E a dançar isto.
Bom domingo, que eu também vou lutar por isso. Porque ninguém vai estragar meu dia. 🎶

 

Ai, é tão blogger da minha parte! Não é?
Parece assim o meu, um daqueles blogs da boa onda e motivação e auto-ajuda e coaching e cenas. Eu acho, pelo menos.

22/08/2017

Eu tenho problemas com tudo # 27

Ponham-se outra vez no meu lugar.
De vez em quando, a vida coloca-me nestas encruzilhadas, a mim, que nunca topei lá muito bem com o Y. 
Neste momento, gimnasticamente falando, estou como aquelas pessoas que chegam à fronteira entre dois países, colocam um pé num e o outro noutro, e tiram um retrato não sei para quê: estou inscrita em dois ginásios, não interessa como, embora possa adiantar que um dia acordei assim: biginásia. 
O que me prende, actualmente, ao mais antigo, é a dança. Neste momento, há uma única aula por semana, o que é pouco (especialmente quando, como na semana passada, o professor se faz substituir por uma chavaleca que julga que está no Farwest e passa cinquenta minutos, que afinal foram sessenta, a dar gritos de cowboy, aos pulos, e a sugerir "Improvisem!", ou "Quero que dêem murros no ar, como se fosse a alguém que detestam, que isto agora é uma dança combat" — tudo isto em vez de dançar. E eu já não tenho idade para aturar pitas tontas).
Ora, o novo tem sete — sete! — aulas semanais. 
Não querendo ser a Judas Iscariotes dos ginásios, das manicures e dos cabeleireiros, mas também não tendo rigorosamente apetite nenhum para andar a pagar a dobrar, tão pouco ter que fazer uma elástica ginástica mental e automobilística para conseguir frequentar os dois, põe-se-me agora o problema, gizado nos seguintes moldes: vou experimentar as aulas de dança deste outro e depois tomo uma decisão.
[Estarei a empurrar  o problema com a barriga, aquela mesma que uma pessoa humana vai ali abater (se pudesse, a tiros) a abdominais? Sim, estou.]
Se gostar mais do novo, logo se vêem as capacidades que o primeiro tem para me segurar ali, pasito a pasito. Se não, é que é o caraças.

22/07/2017

Nem que me faltem as pernas

Ando numa fase em que não me apetece ginásio, treinos, esforços físicos, cansaço, suor e essas cenas. Pode ser do calor, pode ser porque o que havia a fazer já está feito (ou não) — este é o meu corpo de Verão, e será o de Outono e por aí adiante —, ou até pode ser preguiça, velhice, cabeça furada, ou sei lá que mais razões há para a balda ao exercício.
Há dois meses a esta parte que descobri a Zumba. As aulas de dança com a Sofia acabaram por falta de quórum, muitas vezes éramos oito, seis, aconteceu uma em que éramos só duas. Tive pena, mas não morri, tão pouco parei de dançar. Se há actividade física que me preenche é a dança. Nem nadar, nem andar/correr, nem andar de bicicleta, nem as modalidades todas que já experimentei (body pump, bunda, localizada, stretch, step, TRX, Pilates), nada vezes nada suplanta a dança na minha vida. 
A minha prestação, nas primeiras aulas com o André, foi uma piada daquelas tão sem graça que só dão vontade de chorar. Entrei para uma turma que já conhecia as coreografias quase tão bem como ele, mas nunca pensei em desistir. Já sei como é que funcionam estas coisas, que tudo leva o seu tempo, e a memória, a coordenação e o equilíbrio treinam-se, e treinam-se com muita teimosia e com muita alegria. 
Ainda estou péssima, a precisar de repetir vezes sem conta os esquemas todos, mas já não tão péssima como no início, em que até no aquecimento me enganava. 
E tive a grande sorte de me esbarrar de frente com o Grande Mestre da Zumba, que, de alguma maneira, se não lembra, por terem estilos totalmente diferentes, pelo menos compensa bem a falta que as aulas do David me fizeram durante anos.
(Também está a ser divertido passar os dias a cantar mentalmente Me enamoré, Despacito, 24 K Magic... pronto, eu sei. Chiu.)