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01/11/2018

Isto hoje foi para todo um outro patamar

Escolham: estupidez ou amor infinito?
Percorrendo com Rosinha as ruas e vielas desta cidade, atenta que sou a todas as passadeiras de peões  - mesmo as vazias (principalmente as vazias, que são as do peão surgido das trevas, do nada ou da cabine de teletransporte) -, abrando, instintivamente, verifico que não há gato nem sapato, mas, subitamente, pouco adiante do início da passadeira, apercebo-me de uma presença viva, guino levemente à esquerda, pois, se não o fizesse, passava-lhe com a roda por cima.
Era...
...
...
... um rato.
Walt Disney -1, Consciência Tranquila - 1, Mãe Natureza -1, Pneu de Rosinha -1...
Vá, convenhamos, ninguém ficou a perder, neste assunto.

26/09/2018

Eu tenho problemas com tudo # 35

Não sei muito bem como é que hei-de descrever este fenómeno que me ocorreu, para que não pareça 1. Um romance de Agatha Christie; 2. Que eu tenho demasiados momentinhos louros, apesar de; 3. Que existo na blogobola só para vos aborrecer.
Vamos supor que adquiri na farmácia uma garrafa de água. Sim, haveis lido bem, na farmácia. A assistente afirmou-me, convicta, de que ela fora alvo de um prémio, embora não soubesse se atribuído à garrafa, ou à própria água. Esclareceu-me, ainda, que se tratava de uma água enriquecida com sílica, e eu, que até a julgava um químico venenoso, mesmo assim, trouxe comigo a dita garrafa, pois que a amei desde o primeiro olhar, e ela até podia vir inquinada com estricnina, que eu a queria na mesma. 
NMPPI
(é óbvio que trouxe a blue)

Deu-se então que a enfiei no saco do ginásio, para a transportar comigo até lá. 
Quando a retirei do saco, a tampa era totalmente outra. E estava firmemente enroscada no gargalo da minha garrafa linda e blue. De súbito, provinda do saco, saltou-me a tampa — literalmente — original, aquela que eu me lembrava ser a respectiva. Porém, ninguém havia mexido no meu saco, eu sabia não ter trocado as tampas, não existia qualquer explicação para o facto. 
(Mas também, à mesma pessoa a quem nasceu um sutiã na gaveta da lingerie, tudo pode acontecer. Hoje, anos volvidos sobre o "assunto", a única explicação que encontro como possível, é eu ter, inadvertidamente — e, portanto, sem dolo —, gamado o soutien de alguma companheira de balneário. Ou então, ETs.)
Desenrosquei, então, a tampa que não pertencia à garrafa, e procurei enroscar a que lhe pertencia. Porém, esta última nem rosca tinha, pelo que não aconteceu. 
Bom, andei nisto cerca de dias: a tentar perceber como é que as tampas se trocaram dentro do saco sem a intervenção humana, e a tentar perceber como é que a tampa da garrafa tinha deixado de lhe servir. Até que tomei medidas drásticas e entendi que o melhor era arrancar a argola de plástico que jazia no gargalo, convicta de que era isso que não deixava enroscar a tampa certa na minha garrafa. Munida de faca, estou nas primeiras tentativas de fazer saltar a argola, quando me apercebo de um pingo de cola seca no interior da tampa "certa". Eureka, então existe a tampa que enrosca e a tampa que a forra por fora, que mais não é do que uma cápsula. 
À garrafa, nunca saltou a tampa, nem dentro, nem fora do saco. Já a mim, foi por um nico.

11/09/2018

Nada a declarar

a não ser que dava um braço para ter um camiseiro branco sem mangas que eu cá idealizei, e o outro braço dava-o para ter um vestido preto e outro branco, também sem mangas, que comprei nos idos de 2013, exactamente na mesma loja, com o mesmo feitio e do mesmo número, mas o preto deixou de me servir (encolheu!), e o branco está estafado. 
Colecção Primavera/Verão de 2013, Benetton*, tamanho M, alguém?
Já corri o mundo virtual e o real à procura e não encontro. Apenas me encontro num sumptuoso estado de nervos. É de cortar os pulsos. Pelos ombros. 

* é óbvio que NMPPI, chiça penico.


04/09/2018

You can call me Mrs. Murphy

Era uma vez eu, freguesa da Worten, loja que emite todas as facturas/ recibos/ talões/ demais papeis com a designação de "electrodoméstico". Tanto posso lá comprar uma coisa para aparar as patilhas e as suíças, como pode ser um drone, que é tudo electrodoméstico e não se fala mais nisso. Está bem.
Deu-se que, na mesma época, mas seguramente há menos de dois anos, sou pessoa para ter adquirido uma torradeira, uma varinha mágica e um ferro de engomar, tudo ali no espaço de sei lá, mas pouco tempo. É que as coisas avariam muito na minha casa, não há OGE que aguente, quanto mais o doméstico.
Entretanto, a varinha avariou, procurei nas minhas papeladas a prova da compra, para activar a garantia, encontrei os três papeis e levei-os todos à loja, para que me decifrassem qual era do quê. Assim, para que não houvesse mais confusões, escrevi em cada papel a que correspondia o electrodoméstico. Se há coisa da qual me lembro nesta vida, é de ter escrito "torradeira" ao alto daquele que pertencia à dita. E vim feliz para casa, esclarecida, e com mais uma varinha debaixo do braço, qual fada, pois que não aguentava esperar pelo arranjo da outra sem operar as minhas magias.
Atalhando: agora avariou a torradeira. Não é que não torre, que é para isso que uma pessoa lhe paga. Mas a mola não prende o pão lá dentro, portanto, dá-se que é necessário ficar a segurar a alavanca até mais não.
Mas e o papel, hã? Pois, não está em lado nenhum, ou melhor, encontra-se naquele local para onde vão todas as coisas de que precisamos para ontem e hoje não aparecem, por voltas e reviravoltas que dêmos aos inóspitos onde não só poderiam, como também exerceriam um dever em estar, que é o parte incerta.
Passo seguinte: vou à loja com este irresolúvel, com sorte acho um prestável que procura "no sistema" [suspiros e bocejos], e, na loucura, ele até encontra, a torradeira fica lá para ser arranjada, e eu volto feliz para casa, esclarecida, e com mais uma torradeira debaixo do braço, qual padeira, pois que não aguento esperar pelo arranjo da outra sem torrefazer mais uma fornada de pão.

29/08/2018

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 5

Ou então, sou eu que vejo poesia em tudo. 
Por coisas que só eu cá sei e a mim dizem respeito, às vezes sou bombardeada vilmente por spam, aquele parasita internético mal educado que, como tal, aparece sem avisar. 
Diz que podemos skip ad.
A mim calham-me coincidências desta natureza:


E associo com as minhas memórias mais remotas, mesmo à velho.



Assim, subreptícia e veladamente, mais um chouriço enchido com nada nem coisa nenhuma, ou Da arte de somar centenas de posts a falar de coise.