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11/09/2018

I ran

Voltei às corridas. Já não me bastava o Jump, a dança e o caraças, agora corro. Quer dizer, corri uma vez, no domingo. Estou em treinos para a minha primeira maratona na modalidade de corrida, a Sempre Mulher. Já andei menos e corri mais. Em duas voltas ao Estádio, que tem quarenta hectares — o perímetro não sei, mas é fazerem a matemática, que eu ando demasiado cansada (a aplicação disse seis quilómetros, mas é quase uma evidência que devo ter deixado cair Ai-fostes no vinho tinto) —, apenas caminhei quatro vezes (nas duas rampas), por cinquenta metros cada uma. Assim por alto. Corri muito e corri bem, sobretudo risco de vida, pois que, às oito da noite, a fazerem-se nove, atravessando pequenos bosques e locais igualmente ermos, era viver na América e ainda me tornava protagonista de um Crime Investigation, aquele programa. Ainda bem (para mim) que não.

No fundo, este post é uma desculpa esfarrapada para colocar aqui esta melodia, que me apraz assaz. 

10/09/2018

Curtas (ou nem tanto) e grossas

Fui chamada para o "palco" numa aula de dança, para acompanhar a instrutora numa coreografia. Ora, eu sofro de professorite, um síndrome que eu própria inventei, e que se explica pelo exponencial enervamento quando na presença de um mestre. Assim como existe o síndrome da bata branca, deveria existir o síndrome do quadro de giz (ou da caneta de feltro, ou interactivo, o que é que isso interessa?)/ dos óculos na ponta do nariz/ da autoridade não parental/ sei lá do que mais. Deve ser pela dificuldade na sua definição que o síndrome não tem nome. Logo, não existe.
Se eu sou de uma timidez caricata nos momentos em que me sinto avaliada, que são todos os da minha vida, imagine-se o que será (foi!) diante de uma plateia inteira. Não correu mal, mas porra. 
[Perdendo uma seguidora em 4, 3, 2, 1...]

Nem de propósito, deparei-me com este aviso
num determinado Museu desta cidade
(sou tão blogger, vou a museus)
(acho chato contar que a que nos recebeu estava com os copos)

~

À saída de uma aula de Jump, encontrei o enfermeiro que me tira sangue quando o vou dar. Não me lembro do nome dele, mas sei que o sei. Paulo, Pedro, João, um apóstolo. Também pode ser Sanguessuga, hei-de sugerir-lhe. Ele ia fazer Step, e eu devia ter ficado a assistir, porque se é aquela animação a sugar sangue às pessoas, que direi de uma aula de Step com ele ao lado. Mas eu fujo delas como o diabo da cruz, demasiada coordenação para a minha lateralidade excessivamente bem definida.
Depois da primeira surpresa que se sofre quando se encontra alguém fora do seu cenário, Olá!; Olá, enfermeiro!; Eu conheço-a!; Eu também o conheço, do IPS!; Eu sou o enfermeiro!; Eu sou a que dá sangue,
seguiu-se um diálogo muito digno e muito técnico, especialmente tendo em conta a pequena multidão que ali se encontrava a escutá-lo:
- Fez lá aferese?
- Não, porque não posso, tenho quatro filhos. Só sangue. Olhe, vou lá para a semana.
- Boa. Adeus!
- Adeus, bom treino.
(Sou tão simpática.)
(E blogger.)

~

Como passar dados de Ai-fostes para o computa: esquece. Dava pano para um post daqueles que ninguém lê. Noutro dia.

~

Voltei a pintar o cabelo em casa. Cansei-me da seca de ir ao salão do bairro. E a qualquer outro. Levei horas, mas ficou tão bem pintado que ninguém diz que eu não nasci já assim, morena e gira, e não aquela loura de olhos azuis, enorme e tronchuda, que fez o terror no berçário. (Not, calma. Já nasci assim, mesmo, esta delicadeza de dar dores.) Até estou a ponderar abrir o meu próprio estabelecimento, comprar baldes desta tinta e pintar as minhas freguesas todas da mesma cor, vulgarizando (ainda mais) esta que a Natureza naturalmente me forneceu.



(Isto já está demasiado blogger. Acabou.)

29/08/2018

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 5

Ou então, sou eu que vejo poesia em tudo. 
Por coisas que só eu cá sei e a mim dizem respeito, às vezes sou bombardeada vilmente por spam, aquele parasita internético mal educado que, como tal, aparece sem avisar. 
Diz que podemos skip ad.
A mim calham-me coincidências desta natureza:


E associo com as minhas memórias mais remotas, mesmo à velho.



Assim, subreptícia e veladamente, mais um chouriço enchido com nada nem coisa nenhuma, ou Da arte de somar centenas de posts a falar de coise.

26/07/2018

Com este tom de tez, ainda assim tenho momentinhos louros muito meus

Exausta de ouvir a pergunta "Tens MB Way?", e de, à negativa, receber em contra-resposta a incredulidade e a estupefacção (só comparáveis à reacção de uma amiga de amigos, quando um dia lhe disse que não tinha carta de condução - porque, efectivamente, na altura, ainda não a tinha arrancado -, e ela praticamente assobiou para o ar, mas quando, logo após, lhe disse que não tinha microondas, a mulher se ia lançando pela janela, tamanho o assombro que lhe provoquei), olhem, instalei essa coisa em Ai-fostes. Pelo menos, nas vezes seguintes em que me questionassem acerca da detenção do tal aplicativo que faz maravilhas e malabarismos bancários através do telefone, não seria vítima do mesmo bullying ao me chamarem infoexcluída, ou, se o quisesse evitar, não teria que omitir a verdade, faltando-lhe ou distorcendo-a, de mais a mais porque não saberia manter a tanga, que, conforme sabeis, é justa e curta, pelo que mais depressa se apanha quem a usa do que a um coxo.
O problema adveio a posteriori, no momento em que finalmente pude responder sem mentir com todos os dentes que tenho na boca - actualmente, e espero que para toda a eternidade, vinte e sete, pois que me foi surripiado um recentemente -, e levei como, se não resposta, pelo menos esclarecimento, o seguinte: "Sabes que podes levantar dinheiro no multibanco através do MB Way?". 


Foi mais a imagem mental, sabem? 
É que visionei mesmo as notinhas a saírem Ai-fostes afora, regurgitadas, paridas, irrompidas.
Foi um breve momentinho louro, já passou, Chiu.

29/03/2018

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 4

Ai-fostes veio parar-me às mãos guarnecido com uma aplicação assaz atractiva, quanto mais não seja por ter, no seu ícone, un petit coeur. Responde ela pelo nome de "saúde" e é a que — de entre outras valências que não explorei — nos mede a distância diária que percorremos a pé ou a correr (como se corrêssemos com recurso a outra zona do corpo que não fossem os pés). A mesma aplicação peca, a meu ver, pela incapacidade intrínseca que lhe é inata, de nos contar os passos em situações de não deslocação, ou seja, quando maior é o esforço, que é no ginásio: elíptica, passadeira, jump, body pump, aeróbica, etecetera. Pode uma pessoa estar a finar-se de exaustão cardio-gluteal durante uma ou duas horas, que a aplicação do coraçãozinho lhe atribui muito menos passos (na verdade, igual a zero) do que se for bater pernas para o shopping no mesmo espaço de tempo.
[No entanto, existem casos como o meu em que me parece justo que assim seja: a marcha fora do ginásio é cumprida (e comprida) de saltos altos, pelo que até deveria valer o dobro, como aquelas campanhas em África.]
Depreendo, não obstante, que Ai-fostes contabiliza a passada de forma relativamente aleatória. Por exemplos: anteontem, ao longo de um dia inteiro, contou-me 3941 passos para 2,6 km. Ontem, eram ainda umas escassas 16:49 da tarde, já ele me havia contabilizado os mesmíssimos quilómetros, mas com 4447 passos. Ou seja, percorri a mesma distância, dando mais 506 passos (e sim, recorri à calculadora, porque este desgaste pedonal acaba por me afectar o cérebro).





Conclusões:
1. Há dias em que dou passos de gueixa;
2. Há dias em que dou passos de elefante/ gazela;
3. A contabilização é muito mais aleatória do que eu imagino. Tipo o boletim metereológico;
4. É possível enganar a aplicação (que funciona por GPS), bastando, para tanto, que nos desloquemos de um lado para o outro, nem que seja do sofá para o frigorífico, do frigorífico para a despensa e da despensa para o sofá, sempre no enfardanço. Ou então, era a pessoa praticar o ballet e dar uns bons jetés por dia, que aquilo contava dez passos por cada jeté);
5. Nós não estamos sós


05/01/2018

Há determinadas lojas [físicas] que não percebo como é que têm arcaboiço para se manterem de pé

Se não, vejamos: a pessoa humana corre três ou quatro clássicas na busca de mais um par de botins, para aqueles dias em que não lhe apetecem saltos tão altos, nem tão baixos, nem os botins bordeaux, nem as botas de cano alto — as pretas ou as castanhas —, nem nada, e sim para poder calçá-los com saias e vestidos sem parecer uma gaja de Chelas, que o melhor mesmo era podermos andar descalcinhas e como eu compreendo a gaja do téne, a gaja da sabrina, a gaja do sapato Dr. Scholl*. Numa delas, que não vou dizer qual é, mas posso adiantar que é aquela do nome com um urso a quem tooooda a gente chama cerveja, encontra dois pares razoavelmente catitas, mas ambos sem par, ou seja, poderia trazer uma de cada, não fora correr o risco de parecer mais maluca do que já não é. Noutra delas, encontra online um par mesmo-mesmo-aquilo, que está descontinuado. Arre égua para este adjectivo, em se referindo a trapos e seus complementos. 
Ao cabo de mais umas quantas pesquisas — o meu disco rígido deve estar hirto de tanta loja e muito mais cheio do que o meu roupeiro — e buscas, eis que lhe surge o par ideal, não para a vida, não para a dança, não para a borga, mas para o exigente pezinho (ou para a exigente cabecinha, cada um interpretará). 
Ah, saldos, ah, que só há 35 e do 39 para cima, ah, que só há o que está exposto. 
Ah. Que só há para a dama pé de cabra e para a patuda em geral. Caneco, não se pode ser vulgar em lado nenhum, nem no tamanho do pé?
Já no lar, nem ao trabalho tive que me dar, de ligar a computa: foi mesmo através de Ai-fostes. 
1. Ir ao site;
2. Procurar pelo número da referência;
3. Escolher tamanho;
4. Adicionar ao cesto;
5. Confirmar compra;
6. Escolher método de pagamento;
7. Guardar referência, entidade e quantia.
Sete cliques. Só precisava de ter polegar para lá chegar.
(Claro que depois, como a minha vida tem que ser este filme exótico, ainda tive que ligar para o banco que me assiste o netbanking, e falar com uma operadora que, para além de não me ter resolvido o assunto, ainda fez a fineza de me arranhar os ouvidos quando eu protestei com a dificuldade que estava a ser proceder a um simples pagamento por MB, com "o banco não implanta essas medidas", e depois referindo-se à "empresa para a qual pretendo efectuar o meu pagamento" — palavras minhas —, chamando-lhe "Bresca".) (Ai, desculpem, não queria dizer o nome da loja. Bershka*, aquela a quem também há quem chame Bérssssca.)

*NMPPI

Só as démarches que uma senhora passa para chegar a isto

03/12/2017

And that awkward moment # 43

em que trocas o destinatário de um sms, e acertas em cheio em quem não deves?
(É sempre, não é?)
Desde que tenho Ai-fostes que me tornei exímia na troca de destinatários de sms. Tenho criado confusões giras, desde avisar alguém que não me espera que já cheguei, a mandar beijinhos para a Sephora, ele tem-me ocorrido um nico de tudo. Aquilo fica lá com o campo da última mensagem aberto, aqui o ser humano não se dá ao trabalho de verificar de quem se trata, vai de dialogar com quem mandou a última comunicação escrita via telemóvel. Pelo menos, sou educada.
A pessoa tem uma filha fora de casa, a gozar um fim-de-semana prolongado. Quer saber notícias e manda-lhe aquilo assim: "Então tu, boneca?". A bendita mensagem vai parar à que fala tanto e me visita, a soldo, todos os dias úteis. Depois dá-se a circunstância de esta mesma pessoa estar dentro de um elevador, pelo que Ai-fostes se recusa a enviar o desmentido da salganhada a tempo. Então, recebi aquela resposta, que vou guardar carinhosamente.

A msg nao deve ser para mim

Portanto, sobejaram-lhe dúvidas. 
(Vá lá que não aconteceu ter escrito "Amanhã trabalhas, boneca?")
(Vai-se a ver e, quem sabe, nesse caso, responderia: "Mas há dúvidas, boneca?". Sem dúvidas.)




09/10/2017

Tenho medo de me gabar, porque é já hoje e eu não quero.

Oh, wait, já fosteS, Ai-fostes

A minha relação com Ai-fostes está prestes a completar três meses e ainda não o deixei cair ao chão. Disse bem, ao chão, pois pelos ares já ele me caiu das mãos e depois voou, qual pássaro doido, só não tendo aterrado de papo porque o agarrei antes disso, parecia eu uma basquetebolista da WNBA, mas em bom, porque vá que não me deu para o encestar, ou mesmo afundar.
No entanto, hoje, após ter escrito o comovente parágrafo anterior, fui dar com ele falecido. E não havia botão, alfinete no buraco da gaveta do sim, ligação à corrente, súplicas e ou lágrimas [já não me lembro bem, mas acho que não cheguei a tanto. Fiquei-me pelas súplicas sob a forma de vernáculo intranscritível num espaço com o nível intelecto-cultural deste aqui assim] que o acordassem para a vida. Corri com ele nos braços e questionei uma bela rapariguinha que, por acaso, fui eu que fiz, se já lhe tinha sucedido o mesmo, ao que ela me respondeu, extremamente calma, que sim. Que tal se deve ao sobreaquecimento e que, provavelmente, eu havia abusado muito dele. [Palavras dela, sic.] Ora, pois que não. Tinha-o quietinho, a dormir uma sesta, pousado sobre um leito, só faltava a mantinha para o tapar e a chupetinha. De repente, do mesmo nada com que se fora, ressuscitou, eu quis gritar "É o milagre de Natal!", mas, tal como nos pesadelos, embargara-se-me a voz e então segui a minha vida.
Foi o primeiro susto com Ai.
Ai, espero que tenha sido o último. A sério, estávamos tão felizes...

20/08/2017

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 3

Corrige-me constantemente a conjunção e para o verbo ser, no presente do indicativo, terceira pessoa do singular. As minhas frases passam a ter outro sabor, outra cor, outra luz, outro som. Por exemplo, se escrever "O amarelo e o azul", ele corrige para "O amarelo é o azul". É bonito, em termos gráficos, para além de me fazer passar por analfabeta.

[Ontem ainda ma fez mais graciosa: em resposta a um comentário cá do buraco, substituiu cada vez menos por cada vês menos. É isso, não vejo nada antes de enviar/publicar.]

(Lágrimas de sangre.)

11/08/2017

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 2

Quis publicar uma imagem ilustrativa [alerta redundância] do meu post anterior. Porém, Ai-fostes, acometido de uma má net, derivados de estar demasiado próximo do mar [se esse conceito existisse], não mo permitiu. O quartel-general onde estava instalado o router do pólo onde me acampei era demasiado longe [e cem metros pode ser um conceito interpretável como demasiado longe] para que me deslocasse, metesse pic condicente e voltasse para a boa barraca, pelo que só hoje, regressada e ressabiada, com cara de fim de férias, aqui a publico.
Sem filtros, como tudo em mim.
Já não se trata de uma tentativa de meter nojo, pois que até a mim mesma, ao contemplá-la, agora, a esta distância [duzentos e oitenta e cinco quilómetros, vírgula — após vírgula simbólica — três, pode considerar-se demasiado longe] e sob este prisma (pesadíssimo), a imagem mete nojo, e inveja, e drama, e já saudades, e só coisas feias — não fora ela tão linda.


Diz que Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe. O povo é quem mais ordenha. 
E amanhã é outro dia, lá dizia a outra dos ventos. 
Adeus, que agora vou ali pôr-me em posição fetal e encher-me de baba até me passar a fase da raiva.
[A ver se agora alguém aqui vem desejar-me "Boas não-férias".]


24/07/2017

Ai-fostes também não me tem em grande conta # 1

Sondagem encerrada, vencedora a hipótese "Outro (mas qual?)", decidido democraticamente (por mim) fica que o (ainda tão) bom telemóvel novo se chamará Ai-fostes.

Proporcionou-me hoje, mesmo sem ele querer, esta bela mensagem,



num momento em que eu, digamos, já lá tinha estado. É o lembrete para memória futura daquilo que já ocorreu no passado, pese embora recente. Nada confuso, podemos — o remetente da mensagem e eu — estar a viver em paralelos, ou em realidades, diferentes. Ou então, possibilidade sempre a considerar, fui investida no dom da invisibilidade, do esquecimento e ainda da propriedade de fazer parar o tempo. (O relógio, não o clima, embora também desse jeito abrandar um nico esta ventosa.)

Até me lembrei disto:

(Eu sei que faço associações de ideias um pouco esdrúxulas.)