Tenho a anunciar que já sou proprietária de gozo pleno de um iPhone. O gozo maior tem sido dele, pois o possuí há três dias e ainda não o pus a meu uso e bel-prazer. Razões várias se desprendem deste impasse, de entre as quais uma pena imensa (de pavão) de largar chico-smart. Mas, e principalmente, assiste-me uma total e absurda incapacidade para lidar com o bicho novo. Acreditem que até para o ligar e ele iluminar o ecrã, tive que espiar como é que uma das minhas crianças fazia com o dela. De resto, o monstrinho tem jazido na caixa que o transportou para casa, pois cada vez que a abro, fico ainda mais fora de pé. Diz lá dentro, num papelinho, que devo ler primeiro o manual de instruções. Ora, o dito não consta da caixa. Talvez tenha que instalar uma app, que, por sua vez, me explique como, tipo, telefonar com o telefone. Mas, para tanto, tenho que o ligar e chegar ao sítio que diz "instalar apps". Acho eu. Há pouco quis meter-lhe o cartão sim e ele fez que não. Tive que ir à nettinha ver como é que se inseria o plástico, e lá dizia que tenho que espetar um clip naquele buraquinho minúsculo. Eu espetei, mas não aconteceu nada. De modos que vou daqui para a loja, a ver se alguém me faz o jeitinho de me pôr o coiso a funcionar.
Bom, mas não era a isso que eu aqui vinha.
Urge arranjar um nome para a máquina. Todos os meus objectos pessoais — ou quase todos, prontos — têm nome. (Para se distinguirem uns dos outros.)
Ora:
Ai- fone;
Ai-Lindo;
Ai-fome [Ele tem uma maçã meio comida atrás];
Ai-Eva;
Outro.
(Isto só lá vai se for a votos.)
Gradecida.





















