Mostrar mensagens com a etiqueta Mantras muito meus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mantras muito meus. Mostrar todas as mensagens

27/02/2017

Na blogosfera como na vida # 2

Parecendo que não, tudo isto está relacionado com o Carnaval. 
Estava ontem a meditar sobre um mantra daqueles meus, com ar e cheiro [lá mais para a frente, já vamos perceber por que é que hoje o verbo cheirar me é tão pouco caro] de pita corada, 


e, nem de propósito, hoje decidi mascarar-me. De jovem inconsciente e avariada dos chifres. Bem, não foi bem, mas tinha umas cenas para fazer que implicavam algum endurance da minha parte, e vai daí e calcei aquele téni que faz de mim a jovem mais jovem mais ganda-maluca da minha cabeça. 
Depois pisei cocozinho de cãozinho. 
Na verdade, pisei uma bosta de vaca, saída do orifício de um boi cão a sério. Um tarolo tipo um toro, não sei se estão a visionar. Daqueles que a pessoa pisa e se colam à sola, fazendo-nos uma ternurenta companhia por mais três ou quatro passos, até nos apercebermos de que algo esponjoso em nós se cola ao passeio, na mesma medida em que nos provoca um suave coxear. Tipo pastilha elástica xxl, não consigo ser mais específica nem mais gráfica. Lamento. 
Não posso dizer que tive um pensamento escatológico, porque sou sempre a mesma pelintra desaustinada, e ocorreu-me logo que pisar a defecação é sinal de dinheiro. (Também possuo uma alergia brandamente furiosa a esta palavra, mas, de vez em quando, tem que ser. Já bati na boca.) (Com pouca força.) (E tirei os anéis.) Até fiquei contente, no fundo, apesar de ter tido que limpar com um palito aquelas reentrâncias todas da sola do téni. E andado a esfregá-lo na relva e nas poças de água que encontrei pelo meu caminho. (Vá, mas não sou assim tão boa, que bem roguei uma ou duas pragas aos donos dos cães, e à fraca mão sem ferro do nosso policiamento.)
Apesar de tudo, fiquei a cheirar mal dos pés. Daquele pé, pelo menos.
No entanto, retirei uma grande lição, que há-de ter sido dimanada lá pelo cosmos: nunca saias do salto. 


27/09/2015

A reter

Ginásio antes do café, never again.
É esqueceres-te de metade das merdinhas em casa: garrafa de água, elástico para o cabelo, cadeado para o cacifo, moeda para o café. E aí começa o drama.
- É ficares toda contentinha porque, afinal, não te esqueceste de nada de absolutamente fundamental. A toalha de treino é importante, mas no ginásio emprestam uma aos esquecidos. O mesmo se passa com o toalhão de banho. Os chinelos para o duche, olha, que se lixe: arrisca-se o pé de atleta — se bem que um pé chato, com pé de atleta, deve ser uma coisa linda de se ver: pé de atleta chato. Ou pé chato de atleta? Ou pé de chato atleta? Enfim, imprescindível é um par de cuecas lavado (nem me quero lembrar), o que me leva a mais um mantra:
Esquece-te de tudo — até da cabeça, se for o caso — mas nunca te esqueças das cuecas, quando fores para o ginásio.
É ouvires Pilateiro a solicitar, em pleno roll up, que podeis agarrar as calças para ajudar na subida, e ponderares a possibilidade de te agarrares às calças de um qualquer dos teus companheiros de pilatice.

É o mestre repetir, pela enésima vez, a piada de que as nalgas são aquelas duas bolas de carne que ficam do lado oposto ao osso púbico e tu rires desesperadamente, como se fosse a primeira vez, e, pior: como se a piada fosse a mais engraçada do mundo. Pior ainda: dares-te conta de que não evoluíste coisa nenhuma desde os doze anos de idade, e, cada vez que alguém te fala em osso púbico em contexto de sala de aulas, desatares a rir-te como uma hiena com cócegas. 
É seres apanhada numa máquina de braços, por uma treinadora, que te diz, Acho-a muito pensativa, hoje (o que quer dizer Wake up, bitch!), a quem respondes apenas Preciso de um café!, feita agarrada.
É ires à estação de serviço, ao pé do ginásio, levantar dinheiro, tomares um café, em pé, toda consolada, incapaz de esperares por chegares a casa, que fica a cinco minutos de carro. 
- É ainda ires, no caminho para casa, a sentir que a bica te está a chegar com excessiva lentidão ao neurónio comatoso.


18/11/2014

Eu também expilo mantras, ó qu' é que pensam?

Criticada que fui - que fui -, por ter um (diz que é tasco) buraco a resvalar para o desinteressante,  e uma vez que de bola quase só sei que dava o corpo às pedras pelo meu Benfica e que o Artur me inspira vontade de lhe dar tau-tau - mas parece que temos mais em comum do que sermos ambos belos, que é não pescarmos um boi daquilo -, e porque de política, actualidades e cenas que interessam a toda a gente, não pretendo maçar-vos, resolvi inaugurar uma secção subordinada ao tema "Os meus mantras", que mais não é senão o refluxo - nem tanto o reflexo - de frases soltas, normalmente deslargadas por mim aos sete ventos, aos sete véus, à sétima onda, mas nem sempre ao sétimo dia. Falece, desta forma, o coiso cujos títulos eram "Deslarguei esta frase #", que eu já não sei onde é que enfiei, mas de que os mais antigos deste prazeroso lugar se devem lembrar. Se não, não se ralem, que eu também não. O importante é que os meus mantras são, não só de superior qualidade, porque contêm imagens absolutamente palmadas da nety, misturadas com frases originais, arrancadas dos meus intestinos (não quis pôr entranhas, mas saiu giro, não saiu?), mas também verdadeiras inspirações para o dia-a-dia de cada um. Cada um, escusas de agradecer. Inspira(-te) e cuidado ao expirares. Nem todo o ar sai por cima, e a blogosfera está farta dessa conversa.

Portanto, para hoje:


Hã?

Já vos arrumei.

De nada, pá. Eu sou assim.