17/03/2015

Isto põe-me nos cascos, que quereis?

Reacções possíveis que pode ter uma pessoa como eu, quando assiste, nunca impávida, jamais serena, à confusão entre o 

e o À 

(esqueçamos, para já - prucósa da carga da nervos que isto até provoca na pessoa como eu - que há ainda quem consiga passar à escrita essa grande pérola do português que é o Á)...


Primeira reacção:


AHHHHHHHHHH



Logo a seguir:


HAHAHAHAHAHAHA

29 comentários:

  1. Anónimo17/3/15

    Eu pensava que era filha única nesta questão, mas também me deixa com os nervos em franja o hades e quando não posso corrigir, ui ui que até dói.

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    1. Não. Somos uma seita de gente incompreendida e sempre criticada como "histérica", "purista", "manienta", etc.
      Vale mais mandarmos com os nossos AH e depois HAHA, do que arranjarmos um esgotamento nervoso.

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  2. olha, eu já não me (a)lembro, se escrevi lá no meu reino, que a minha filha descobriu este ano (em pleno 10º), que o "à" é "grave". Fiquei horrorizada com tamanha confissão. Mas, esta semana, fui buscar um teste dela, de 7º ano, de fisica/quimica, para que o miúdo pudesse fazer uns exercícios dali, como forma de complemento ao estudo. E qual não foi o meu espanto, quando percebi que o enunciado do teste estava pejado de "ás" "agudos"... Pertantos, olha, é o que temos.

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    1. É tão, mas tão grave, e tão recorrente, a profusão de erros crassos nos enunciados dos testes. E ouvimos nós dizer, aos professores de português, que os miúdos escrevem tão mal e lêem tão mal, que não conseguem entender um enunciado de matemática, logo, não o podem resolver. E depois, os exercícios das exactas aparecem com erros de português. Por muito bem que os miúdos leiam, acabam lost in translation.
      Resta saber se o enunciado dos problemas, propriamente dito, não traz erros técnicos. Não me espantaria nada.

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    2. Anónimo17/3/15

      A minha irmã, que ainda é uma menina pequenina, fartava-se de gozar com a professora do 10º ano de português, porque ela dizia "hades" e a turma em coro já dizia "HÁS DE".
      Eu continuo a afirmar que a minha veia de "Edite Estrela", o devo à minha santa mãe que não admitia calinadas no pretoguÊs. Mas enfim, uns morrem e outros ficam assim (lá está como dizia a minha mãe, tantas vezes).

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    3. Também devia usar o "hadem". Coisa boa.
      Agradece à tua mãe. Soube educar-te, a ti e à tua irmã. Isso passa, felizmente, de geração em geração.

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  3. E afinal, fui pesquisar, e escrevi mesmo sobre isso. ehttp://arainhaervilha.blogspot.pt/2015/01/erros-ortograficos-quem-os-nao-da.html

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    1. Até me admira não teres tido a caixa cheia de raiva docente, com esse post.
      Olha, eu, por muito menos, inaugurei-me no banho de fel das anónimas (in)docentes.
      Mas, antes, também tinha falado no tal chumbo de que falas no teu :)

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    2. bolas, que se me escapou esse teu post, e perdi agora uma "beca" de tempo, a ler o banho de fel. sabes, eu não tenho anónimas, já te tinha dito que isso é sinal de estrelato...tu não me queres crer...
      nota: este "beca" neste contexto, significa "tempo" numa gíria em desuso (de mil novecentos e troca o passo, altura em que eu era uma jovem). apeteceu-me usar, quiçá porque sonhei com magistradas... ;)

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    3. Queres que te ensine o truque? Fala de professores, ensino, erros que se dão ao nível da docência (palavra que elas adoram), e logo terás as minhas anónimas no teu reino, a atirar pedrinhas.
      Foi muito bem usado, o teu beca. Eu também uso gíria, que não é o mesmo que erros.
      ~
      Hás-de perguntar à tua vizinha: "Mas é mesmo juiz, ou é... só...?". Só para a veres feita peixe fora de água.
      (Eu sou uma cabra do pior, não me escapa nenhuma dessas feduncinhas)

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    4. Anónimas, não quero obrigada. Podes ficar com elas só para ti, que eu não sou nada invejosa. Quanto à vizinha do lado, até me admira como não anda com a beca vestida, que aquilo em tempo de frio até agasalhava uma beca! Mas não, ainda não chegou a esse ponto. E como eu a continuo a tratar pelo nome (ainda que por você, que não andámos na mesma escola - ufa!), ela relembra-me sempre a magistratura. E eu que sou boazinha, e sei que aquilo é uma carência afectiva e que lhe (auto) massaja o ego, faço um sorriso semi amarelo, e na vez seguinte, pimbas! Volto a tratá-la pelo nome. Assim, nu e cru. Nem precedido de título, nem acompanhado de apelido, que boazinha, boazinha, mas alto aí, e pára o baile !

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    5. Mas ela, tua vizinha, com quem não compartilhas qualquer tipo de relação profissional, queria que a tratasses como? Eminência parda? Ou parva...
      Eu explico-te: licenciaram-se.

      ...
      ...
      Um dia, ainda escrevo sobre essa etnia de pessoas.

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  4. (Isto não tem nada a ver com o assunto mas só porque sim e só porque sou meio parvo)

    Estás tão rosa lá por cima Linda Porca. :-P

    Beijos

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    1. (Quando vi um comentário teu, neste post, pensei "Mas eu falei de rabos e não me lembro?" :P)

      Estou. La vie en roses, ou Tudo azul :P

      Beijos

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    2. (Oh...que injusta. Também comento quando falas de mamocas ou genitais. Não são só os rabos que me atraem. :-P)

      Beijos

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    3. (Pronto. Foi um pensamento. Já passou :P)

      Beijos

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  5. Ora deixa cá ver..."À" muito tempo que sou da opinião que tais pessoas deviam levar "há" força com aulas de português, isto para ser meiga e não falar de umas chibatadas também. Mas "prontos", por uma questão de coerência, se escrever assim controlo a minha fúria atacante. Errar é "umano", dizem.

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    1. Digo-te que só me apetece perder a (pouca) compostura e perguntar: "Quer que lhe ensine a destrinça entre um Vai à merda e um Aqui há merda?"

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    2. Só de ler o comentário da Sci, ainda que saiba que é propositado, fiquei com urticária :P

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    3. Eu também :) Somos tão doentes.

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    4. Foi uma tentativa de comentário com cariz terapêutico, de dessensibilização, como se usa para os alergenos ou fobias... Péssima ideia, bem sei, escrever assim também me provocou uma enorme vontade de usar a chibata no lombo :p

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    5. Calma, que ainda te apontam o dedo por estares cheia de sombras. Já bem basta seres purista da língua :P

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    6. Ahahahaha, tens toda a razão, LP :) Ser purista da língua, sentir comichões e falar em chibatas (mesmo que seja em sentido figurado) é demasiado arriscado... Pode sempre haver alguém disposto a tentar crucificar uma pessoa (numa cruz de Santo André :p)

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    7. As coisas que eu aprendo convosco :P
      Cruz de Santo André, sei :P
      "Purista da língua", se reflectirmos bem, também não é uma expressão isenta de libidinagens.

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  6. A confusão que se arranja com duas simples e pobres coitadas letras.
    Afinal, tudo acontece porque o 'A' e o 'H' não se dão bem e trocam-se. Umas vezes, o 'A' está na frente, outras está o 'H'. Umas malucas estas letras!

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    1. Reparaste que o A também pode estar sozinho? Nesse caso, a confusão faz-se com o quê?

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    2. Com o acento. Assim ´ou assim ` ;-)

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    3. Acento agudo = o A, sozinho, existe apenas no tempo futuro do presente (é estranho? Pois) do indicativo de alguns verbos. Ex: Fá-lo-á (verbo fazer).
      Acento grave = o A sozinho, com acento grave, o tal que pessoas confundem com o .

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    4. Tretas, o A nunca está sozinho. É um doido, sempre à procura de emoções fortes e companhia ;-)

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