07/07/2017

Eu tenho problemas com tudo # 26

Foi só a segunda vez, em toda a minha já não tarda extensa vida de condutora, que fui vítima de uma operação STOP, levada a cabo por um senhor agente autoritário.
(Também já nos aconteceu, embora não comigo ao volante, sermos mandados parar, para verificarem se não se tratava de transporte ilegal de jovens, porque estávamos na Zambujeira do Mar na altura do festival, mas lá explicámos que eram todos nossos e eles acreditaram.) (Ah, porque eram.) (E são.) (Meus amores.)
Manda parar o carro da frente, e eu mesmo a ver que me safava, que o senhor legal optava pelo um-sim-um-não, ou o um-dó-li-tá, e então eu era o "não" ou o "livre-está", mas é que não: manda-me parar a mim também. Assomou-se ao vidro de Rosinha e mandou o outro seguir. Pronto, já sabia. É tudo uma questão de Murphy. 
(Ainda hoje não percebo como é que o Bryan Adams não me chamou a mim ao palco do Rock in Rio — e já ando a remoer isto desde 2012 — para cantar com ele qualquer uma, até podia ser aquela do cavalo, e preferiu antes uma Vanessa, que se via a léguas que tinha umas olheiras de guaxinim, coisa que eu, pelo menos nessa noite, que me lembre, não tinha.)
Acerca-se-me de Rosinha e, antes mesmo de me solicitar os documentos e o seguro, bate-me continência. Isso, aquele gesto que os militares praticam, elevando o braço e dando com os quatro dedos oponíveis na testa (deles), batendo também com um pé no outro que, por sua vez, fica quieto no chão. É toda uma coreografia que deve requerer muito treino para que não aconteça, pelo menos, no momento em que se tem um Cornetto na mão que faz de pala. Por acaso, ponderei bater-lhe (continência) também, mas a verdade é que estava sentada, os dois pezinhos ainda nos pedais, e podia não sair um gesto perceptível como, lá está, uma continência. Assim, contive-me. 
Só isto, por ora.


2 comentários:

  1. Que sorte com o agente autoritário...

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    1. A minha sorte foi ter tudo em ordem (palavras dele) :)

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