04/11/2015

À procura de trabalho



 Cliquem nas imagens para aumentar, por favor. Eu não posso fazer tudo nem sou vossa mãe. Cá beijinho.



Puxa, que alívio. Afinal, era para uma loja. Por momentos, pensei que fosse para um putibar. Ou para uma puticasa. Estou muito mais descansada.


03/11/2015

São mal entendidos puros, ou então ando obcecada com pêlos

Pode ter a ver com aquilo do post anterior.
Mas é que foram duas seguidas, com a mesma pessoa.

Ela foi à segunda sessão de depilação a laser das axilas e virilhas. E comentou comigo que, ao contrário da primeira sessão, a técnica de hoje, que não era a mesma, depilou até mais longe. Pergunto: 
- Foi até ao rabo?
E ela, porque ouviu "Foi-te ao rabo?", ri-se e responde:
- Sim, foi-me ao rabo.
[E eu choro a rir, mas eu sou eu.]

Depois diz-me:
- A Nigéria aboliu a mutilação genital feminina.
E eu ouço: "A Nigéria aboliu a depilação genital feminina".
[E acho apenas extremamente extravagante que um país que praticou até agora a mutilação tenha abolido a depilação.]

(Esta noite vou sonhar com ursos.)



Não adoptem mais esta, por quem sois!


A mim custa-me que tenha que ser "o meu mês" que é sacrificado para tradições directamente desligadas da higiene corporal. Ainda que fosse da mental. Mesmo que me digam que é por uma boa causa (lembrar o mundo — designadamente o mundo que nos rodeia diariamente, tipo família, colegas, povo que traseunta connosco os passeios, as estradas e as corridas — da existência do cancro e de uma das consequências do seu tratamento, que é a queda do cabelo), a mim retorce-se-me logo o narizinho preconceituoso, inflamado não pela adenoidite (já mos arrancaram, anyway), mas pela convicção de que, regras destas, aplicadas à escala nacional, dão merda. E não me estou a referir a merda enquanto adjectivo qualificativo, mas a merda stricto sensu, na acepção olfactiva do termo. Nosso nobre povo, em larga escala de moura tez morena (na qual orgulhosamente me incluo), deixa de se barbear e, daí a adoptar o kit completo barbudo-deslavado-piolhoso, vai um ai — ai Jesus, ai quem me acode, ai some-te daqui.
Eu podia fazer disto um post sério, porque o é, e falar da importância do cabelo para as pessoas doentes de cancro, muito em particular para as mulheres. Assisti ao vivo ao desgosto de uma senhora que tirou a mama e me disse com todas as letras que, à noite, quando se despia de roupas, soutien adaptado, prótese, cabeleira e olhares curiosos, mais do que ver-se sem mama, o que mais lhe custava era ver-se sem cabelo. 
Mas não vou (só) por aí. Não barbear em Novembro (e suspeita-me que o femedo não se rapa neste mês, coisa que, ó pá, não comento, não vá dar-se o caso), a mim dá-me logo o pânico, só de imaginar que os heróis do mar são gajos para completar o calendário, como aqueles bombeiros de Setúbal, com dicas mês a mês.

NO SHOWER JANUARY
NO BEING AN ASSHOLE FEBRUARY
NO BALLS-SCRATCHING MARS
NO FART APRIL
NO BURP MAY
NO LIE JUNE
NO MISTREAT JULY
NO TEETH-PICKING AUGUST
NO NAILS-CUTTING SEPTEMBER
NO SWEAR OCTOBER
...
NO STREATER HAIRASSMENT DECEMBER

Se a coisa pega, plizz-plizz, wake me up when November ends. 
(Não me choca perder o meu aniversário. Até pode ser que o tempo deixe de contar para mim.)

Homem entregou-se a Deus | Deus nem sempre é amigo | Isto é uma lição de vida para todos nós

Palavras de um ministro.
Ministro. Não bispo. Ministro.

Entregou-se a Deus.
Deus nem sempre é amigo.
[O homem entregou-se a um inimigo, portanto.]
Isto é uma lição de vida para todos nós.
[Discurso patrocinado por (inserir nome de companhia de seguros, uma qualquer).]