Este ano vou pôr fim à "história" das cuecas da sorte, azuis ou vermelhas. Já tinha esta ideia desde sábado, quando me empandeiraram umas cuecas encarnadas na Intimissimi, que fazem de mim uma cabra louca, com a desculpa que era para darem sorte. Mas hoje, em conversa com uma das minhas pretas, que é natural de terras de Vera Cruz, perdi totalmente as ilusões: os brasileiros usam, para a cueca do fim do ano, as cores em função do que pretendem do ano novo: a branca é da paz, a vermelha da paixão, a rosa do amor, a amarela do dinheiro, e eu ai pá, vou mas é vestir uma de cada cor, a ver se se junta mas é tudo numa só tranca. Mas lá está, voltamos ao mesmo: é mais uma tentativa de "suborno" do destino. Vou mas é experimentar vestir umas cuecas super-velhas (ou as mais velhas que tiver), ou então não vestir nenhumas. A verdade é que as cuecas azuis e vermelhas dos últimos anos não me trouxeram mais sorte do que se fossem salmão, lilases ou ocres (cores, aliás, deste meu buraco, que tem, de longe, a combinação mais feliz que consegui na vida).
30/12/2013
28/12/2013
Ah, les pompiers...
Foram os de Setúbal, como deviam podiam ter sido os de Algés. O importante é saberem apagar fogos. Força nisso, rapazes! Dêem-lhe com alma!
27/12/2013
Felizmente, 2013 a acabar não tarda
Adoro chuva. Porra, odeio. Fui buscar uma pessoa a um local que ficava a cem metros do lugar onde deixei o carro. Mais perto era impossível, porque o portão que ficava próximo tinha um cadeado a fechá-lo. Fiz os cem metros sem barreiras, vestidinho, salto alto - é que só me apetece vestidinho e salto alto nos dias em que "ameaça" chuva. Nos outros, é calças e botas - e desatou a chover desalmadamente. O meu cabelo ficou logo uma merda, tão giro que estava. O limpa pára-brisas chia que nem uma porca. Houve molho no eixo norte-sul, tive que ir pela estrada da luz, com o rádio aos berros para não ouvir o limpa pára-brisas. Mas ouvi os dois, só que muito alto. À minha espera, três cordas de roupa a encharcar-se. Tive vontade de dar uma de Thelma and Louise e amandar-me por um viaduto abaixo. Valeu-me levar ao lado uma pessoa muito querida.
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