Taquei o olho gordo em cima desta imagem e quis tudo, que eu sou dessas que não podem ver nada.
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| Saber Viver, Setembro 2017 |
Enfim, não tudo-tudi-tudo. Quando li na legenda que o colete cinzento é um vestido, desisti da ideia. Tenho má experiência com vestidos de malha canelada: muito pesados, muito quentes, muito deformantes da silhueta. Enfim, posso sempre procurar... um colete cinzento. Também dispenso a menina.
Mas o camiseiro, mas os brincos, foi uma questão de desejo carnal, ou canibal, ou animal, ainda não decidi.
Se, quanto aos brincos, foi fácil, e já cá cantam dependurados pelas orelhas, quanto ao camiseiro tem sido uma saga para o possuir.
A revista só indicava a existência de uma Uterqüe*: a das Amoreiras. Lá o ser humano se despencou para as ditas, porém nas próprias só existiam os tamanhos S e L, e, adivinhem, a pessoa veste o M, como tooooooda a gente. Ainda experimentei o L, mas toda eu era tenda de campismo ou, se preferirem, pára-quedas com cabeça e braços, pelo que pedi um M para uma loja mais próxima de mim, já que acabara de tomar conhecimento que elas existem um pouco por todo o lado. Passados dias — coisa de quê? Quatro —, e como não me telefonassem e a capacidade para não ter o camiseiro comigo diminuísse hora a hora, desloquei-me. Ai, que não, que ainda não tinha chegado porque vinha do Porto, e parece que o entregador vem a pé. Que está bem, que espero mais uns dias, mas, à cautela, experimentei o S, e toda eu era um colete de forças com cabeça e braços à mostra. Capaz de asfixiar com aquilo, bom para autoflagelação, ou assim. Passou-se isto meia hora, venho na volta e toca o coiso. Atendo e diz-me uma voz assim para mim: "Senhora dona [Linda Blue], fala da Uterqüe*, é só para avisar a senhora que a sua saia de riscas já chegou".
Portanto, continuo à espera, pois já passaram vários dias — cerca de outros quatro, quem sabe — sobre este episódio traumático e ainda não me telefonarama avisar que as minhas calças de bolas já lá estão, palhaços.
*Ninguém me paga para me calar.
Se, quanto aos brincos, foi fácil, e já cá cantam dependurados pelas orelhas, quanto ao camiseiro tem sido uma saga para o possuir.
A revista só indicava a existência de uma Uterqüe*: a das Amoreiras. Lá o ser humano se despencou para as ditas, porém nas próprias só existiam os tamanhos S e L, e, adivinhem, a pessoa veste o M, como tooooooda a gente. Ainda experimentei o L, mas toda eu era tenda de campismo ou, se preferirem, pára-quedas com cabeça e braços, pelo que pedi um M para uma loja mais próxima de mim, já que acabara de tomar conhecimento que elas existem um pouco por todo o lado. Passados dias — coisa de quê? Quatro —, e como não me telefonassem e a capacidade para não ter o camiseiro comigo diminuísse hora a hora, desloquei-me. Ai, que não, que ainda não tinha chegado porque vinha do Porto
Portanto, continuo à espera, pois já passaram vários dias — cerca de outros quatro, quem sabe — sobre este episódio traumático e ainda não me telefonaram
*Ninguém me paga para me calar.



