10/02/2014

Namorados e lingerie

Por acaso, tenho uma opinião muito pessoal em relação ao assunto. E acho chato que se ande a impingir quecanço a miúdos que começaram o namoro há pouco só porque é dia dos namorados. Parece que, agora, para se ascender ao grande estatuto de namorado/a, tem que se estar artilhado, para o dia 14 deste mês, com alta sabedoria ao nível do motel, do restaurante com comida afrodisíaca e da lingerie indecifrável, aquela que a pessoa não sabe muito bem o que é que assenta aonde. Também acho chato que se confunda tudo e se chame namorados a casais que vivem juntos e que eles digam "o/a meu/minha namorado/a" quando se referem à pessoa com quem vivem e que, muitas vezes, até é o pai/mãe dos filhos. Decidam lá o que é que querem, se é "direitos análogos aos dos cônjuges", por viverem "em situação análoga à dos cônjuges", deixem-se de merdas demagógicas e assumam que não são namorados, e sim marido e mulher análogos ou coisa que a valha. Portanto, na minha estreita visão, namorados que possam, livre e impunemente, comemorar o dia dos namorados, só os namoradinhos de mão dada e suspiros à janela, um-uma, um-um ou uma-uma, que isso tanto faz, os que até já quecam mas não vivem na mesma casa - logo, não partilham os mesmos lençóis sujos, o hálito matinal, as contas do supermercado e a sogra -, e aqueles senhores com muita idade que se conhecem no lar, dançam a valsa juntos, conversam mas não se ouvem mas, lá está, não dormem na mesma cama. O resto não são namorados, mando eu.

E, já que estamos a falar no assunto, alguém me consegue explicar que a mesma fábrica que produziu isto



que aqui não se vê bem mas, ao vivo, é simplesmente lindo e maravilhoso (lantejoulas e fitinhas juntos e consegue não ser ordinário. Só no preço, o cabrão), também arrotou isto?


My eyes, my eyes, é de mim ou trata-se do maior corta-tesão que a Intimissimi algum dia fez na vida? Que nem a uma miúda gira fica bem! Expliquem-me esta peça, por favor! E nunca, por nunca, a comprem, nem para o dia dos namorados, nem para dia nenhum das vossas vidas! É que ninguém merece, antes o fato do amor...


Um conselho que eu dei e continua válido

Nunca conjugues o verbo poder quando estás com cieiro. Em quase todos os tempos.

09/02/2014

Os meus filmes

Ontem vi o "Rush". Gostei muito. Aqui ficam imagens marcantes do filme:






Não, a sério. Descobri este talentaço que é o Chris Hemsworth. Faz de James Hunt. O filme é muito bom. Não podia ser muito romanceado, porque é demasiado actual para isso. O Niki Lauda ainda é vivo, ao contrário do James Hunt. Mas temos o Chris Hemsworth e a humanidade está salva. A mensagem do filme é... dois homens têm todos os motivos para se detestarem e detestam-se. A adversidade quase os junta. Mas não os junta, porque eles se detestam e são antagónicos. Quero lá saber, há o Chris baby.

Hoje vi "O Mordomo". É dos tais a que cortava meia-hora na boa. Ou sou eu que sou muito excitada e custa-me estar quieta duas horas para levar com a pepineira que os americanos nos tentam enfiar ano sim - ano sim. O filme é bom, tem um excelente intérprete (Forest Whitaker), que apaga o resto do elenco, Oprah incluída. Mas é mais do mesmo, "As serviçais" e o "12 anos escravo" já arrumaram este assunto. Este filme escarafuncha em mais duas ou três - para além do racismo - feridas dos americanos, a saber: Vietname, Ku Klux Klan, Kennedy e, só mesmo en passant, homossexualidade. Chato e comprido como a espada do Afonso Henriques. Só faltou embutirem o 11 de Setembro e a SIDA e tínhamos o pleno da chatice lamechenta dos complexos e dramas americanos. Felizmente há o Chris Hemsworth.

Stephanie, comme un ouragan qui passait sur moi, l'amour a tout emporté ♪

Stephanie, p'la tua saúde, filha! Começo a considerar se esta ventosa não é só o prenúncio de outro abanico como o de 1755 e se isto não vai mazé tudo pelos ares. Uhhhh!

Eu sou uma pessoa trágica. E as pessoas trágicas pensam sempre tudo em grande e em bom. Neste momento, ocorre-me a tontinha do Mónaco, nem de propósito: Comme un ouragan qui passait sur moi, l'amour a tout emporté... ta-ta-ra-ra-ra-ra...