13/06/2013

Pensamentos que me germinam na caixa, porém nunca me chegam à boca # 4

Ao senhor que viajou comigo no metro ontem:

Meu bom homem, o senhor até era uma boa figura, quase igual ao bom do François Cluzet. Mas se já ia suficientemente perturbado com os meus joelhos e com o meu decote enquanto viajava à distância de 4 metros de mim - mas, ao menos, ia em pé! -, por que é que resolveu sentar-se à minha frente e, com isso, aumentar exponencialmente a sua perturbação? É que podia ter evitado tantos saltos na cadeira e tantos suspiros. Digo-lhe que topei tudo. E, quando eu pensava que a (sua) tortura ia acabar quando chegássemos a uma estação de intersecção de linhas - onde tanta gente sai! - então não é que me enganei redondamente e continuámos juntos e quase sós naquela que seria uma semi-romântica viagem, não foram aqueles seus nervos? Saímos na mesma estação, mas o senhor correu que se fartou à minha frente e perdi-lhe o rasto. 

(Se calhar era só claustrofóbico. Ou estava aflitinho para cagar)

Eu também fotografo coisas que vejo e só eu percebo # 15



12/06/2013

Dica # 4

Se calhar, esta sabem. Mas eu digo na mesma. 

Vamos supor que meteram uma peça azul ou vermelha na máquina, que vos transfigurou a cor branca de dezenas de peças num cândido azul bebé ou num suave rosinha minha canoa. Também existe a possibilidade do cinzazinho encardido, que é quando metem peças pretas. 

Primeiro passo: rezar. Rezar fervorosamente para que toda a roupa, agora rosa, azulinho ou cinzenta-pum seja (tenha sido em tempos!) toda branca, que é como este truque resulta em cheio. Não fazeis como eu, que já juntei um robe turco azul turquesa com um pijama bege, o que resultou num pijama azul-bebege. 

Segundo passo: no final das vossas orações, e ainda que tenham constatado a presença de alguma peça não branca, caguem nisso e metam tudo na máquina outra vez. Programa longo, não necessariamente quente. Um copo cheio (um copo, 150, 200 ml, um copo!) de lixívia para o compartimento da lixívia. É o que fica ao lado daquele do detergente e do do amaciador. A lixívia é mesmo lixívia, não é dessa cena maricas que é a lixívia gentil. E pronto, dizei adeus ao disparate que haveis feito. 

E dji nada, viu?

11/06/2013

Dica # 3

Se vão fazer empadão, seja de batata ou de arroz, please, please, please, esqueçam a chouriça. Tem que ser chouriço - macho! Embora a chouriça tenha exactamente o mesmo formato que o seu congénere masculino - e não me venham com a treta que a forma é fálica, porque não é. Desqueira que nunca tenham que enfrentar um phalo com aquele formato! -, o sabor é de merda. Assim, objectivamente. Vá, ainda dá para picar um bocado da dita e misturar na carne picada, que dá aquele travo a enchidos e faz aquele mal às coronárias que de vez em quando sabe tão bem, mas lá quanto às rodelas que ficam tão belas se colocadas no topo do prato, não. Sabor de merda, não sei se já disse. Rodelas de merda. É chato.



Comprei a chouriça numa pequena superfície perto do local onde agarro na enxada diariamente, que é, simultaneamente, um dos pontos do roteiro gay. E foi ao lado de um menino assim que exclamei, ao segurar languidamente a chouriça entre dedos: "Chouriça. Esta é menina". You stupid woman.