Hoje estou tão velha, tão cansada, estou a começar a inchar, devo rebentar a qualquer momento, não me dói a cabeça - nunca me dói a cabeça, sou a maior felizarda que conheço! - mas estou anciã, os meus cabelos vão ficar todos brancos dentro de quatro-três-dois-um minuto, queria saltar (arrastando-me, como uma verdadeira anciã) daqui para fora e ir para casa, mas tenho um fdp de um caminho para percorrer (qual é a probabilidade, qual é ela, de a pessoa mais mal-cheirosa de todo o metro estar a uma distância de 3 metros de mim e vir sentar-se precisamente ao meu lado? De 100 %, acertaram, genitais! Já aconteceu hoje, por isso é que me lembro com clareza) e já prefiro estar aqui do que encarar a coisa, se eu pudesse, hoje voava até casa, mergulhava de cabeça na minha almofada e dormia até amanhã. E nunca mais haveria anjos.
06/06/2013
Ataques de gajice
Também me afectam, por mais que os queira evitar. Devem ser as hormonas, as tais que têm a culpa de tudo o que nos acontece, para o bem e para o mal.
A Rituals oferece-me um kit com uma espuma de banho e um óleo (que deve ser para o corpo, ainda não estudei o assunto com afinco). Mas eu fico feliz, mas feliz a sério, é com dois factores completamente acessórios: a fita para o pulso, perfumada de laranja
com a frase When you smile to the world, the world smiles back.
Pronto, ok, não é uma grande mensagem, e tem qualquer coisa a ver com o buda do sorriso, o que não me interessa para nada. Mas gostei, também podia dizer When you turn your back to the world, the world kicks you in the ass, que era giro na mesma. Na verdade, o que me encheu as medidas foi a coincidência da cor da fita com a do meu verniz. Aqui não se vê, mas ao vivo são quase iguais e lindas. Eu gosto de cor-de-laranja como o caraças. E de azul, fonix.
05/06/2013
The answer to a question
Pergunto-me se a idade das pessoas determina o quão parvas são. Não. Mas há exemplares que se nos atravessam pela frente, ao longo da vida, cujas atitudes tendemos a justificar com um "coitado, é velho", ou "é parvo, é jovem". Nesta última categoria insere-se a mais recente - e também mais jovem - aquisição da senzala onde, voluntariamente, eu apareço todos os dias para que abusem física e psicologicamente de mim de forma mais ou menos consentida. O rapaz em questão tem coisa para 23 ou 24 anos - ele um dia disse-me, mas eu esqueço-me de tomar o Memofant e depois queixo-me. Na verdade, não me interessa que pdi é que o boy carrega, o que interessa para aqui é a tendência que mais gente do que só eu tem para achar que aquilo tudo se deve ao facto de ele ter largado as fraldinhas há menos tempo do que qualquer um de nós. O que é um raciocínio oblíquo, tendo em conta que existem ali dentro mais duas pessoas na mesma faixa etária e que não são assim (pronto, ok, a rapariga é tola de todo, mas o outro rapaz tem vindo a melhorar com o convívio, ou nós a habituarmo-nos a ele). Senão, vejamos: imaginemos o seguinte cenário - estamos cinco pessoas, para além do memé, numa sala de trabalho (nas senzalas trabalha-se). O petit, do nada, baixa-se para apanhar não sei que merda do chão (se calhar nenhuma, foi o pretexto que arranjou para o awkward moment que se seguiu), agarra nas duas abas da camisa, aberta quase até à cintura, e exclama:
Eu não tenho pêlos no peito!
Assim. Eu. Não. Tenho. Pêlos. No. Peito.
Nem no cérebro.
Os instantes que se seguiram foram de verdadeiro pânico, designadamente porque quatro das cinco pessoas ali presentes somos mulheres e não queremos saber o que c. fez ele à porra dos pêlos. Do peito.
A clássica situação "The answer to a question I never asked". Que nós sublimamos com um coitado, é parvo, é jovem. Mas não pode ser isso. Este é dos tais que, um dia que deixe de ser jovem, vai sempre continuar a sua escalada de... parvo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



