13/09/2015

Por que é que vou à escola?

Numa FNAC perto de mim

Eu explico: 
Vais para a escola para aprender a escrever.
Vais para a escola aprender, de entre outras coisas, a diferença entre o por que (interrogativo) e o porque (explicativo). 
Vais para a escola para que, um dia, quando fores grande, não te aconteça publicares um livro infantil com um erro ortográfico na própria capa.


30 comentários:

  1. Eu também escreveria como ele. Aliás acho que o faço assim no meu dia a dia.
    Mas já sei que venho aqui e aprendo a forma correta :P

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    1. Tu e a maioria das pessoas.
      Estou cá para isso, sou uma pedagoga :P

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  2. As revisões são caras, páh!

    :)

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    1. Era não porem iletrados a escrever para crianças, e as revisões eram totalmente dispensáveis, pá.

      :)

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    2. LOL

      ...se bem que, embora neste caso tenhas razão, a diferença não está entre interrogativo e explicativo!

      Há interrogações com porque assim como há explicações com porque...

      Esta língua, além de traiçoira é tão complicada que inté me embadaralha as ideias e me deixa destrocado dos olhos...

      :)

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    3. A mim também se me enrola, e não é por isso que deixo de dar o corpo às pedras. Já viste que hoje estou farta de levar com eles?

      :)

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  3. Quem foi o(a) imbecil que escreveu aquilo?
    Quer dizer ... fez m*"£@ e ainda ganha dinheiro.

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    1. Ai, credo. Eu trato os adjectivos com pinças, homem.

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  4. Mas creio que o "porque" tb possa estar em interrogações. Mas posso estar enganada (acontece amiúde) :)

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    1. Pode estar, e eu tenho estado (passo o pleonasmo) toda a tarde a receber links do ciberdúvidas a dar conta disso. Olha, mas que teimosa sou, e que não concordo com o ciber. Estamos num impasse, ele e eu :)

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    2. Tu espera q eu tenho amizade com 3 professoras primárias, assim q tiver oportunidade irei indagar :)

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    3. Tu espera q eu tenho amizade com 3 professoras primárias, assim q tiver oportunidade irei indagar :)

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    4. Mais vale. Os Ciber e as Wiki são escritos e acrescentados por quem ali passa, e eu, nesses casos, prefiro continuar a marrar nas minhas traves. :)

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  5. Hmmmm...

    https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/tres-regras-para-distinguir-o-por-que-do-porque/19743

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    1. Lá está: "Por que [motivo] é que vou à escola?" — nem o Ciberdúvidas me consegue convencer. E nem os exemplos do Eça de Queirós me servem, devido às evoluções que a língua tem sofrido. Ainda no sábado vi um cartaz de teatro, de 1927, onde estava escrito "Cosido á portugueza". Contém três erros? Não, está correcto, escrito daquela forma, em 1927.

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  6. http://www.flip.pt/duvidas-linguisticas/duvida-linguistica.aspx?did=1317

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    1. "(3) Orações interrogativas (directas e indirectas) introduzidas pelo pronome interrogativo porque: Porque esperas? ( porque vamos à escola?) Perguntei porque esperas.
      Como no caso de outros pronomes interrogativos, a função de porque em (3) é questionar, neste caso a causa, sendo substituível por qual o motivo de/para, qual a causa de/para, qual a razão de/para. Assim, a pergunta Porque esperas? ( porque vamos à escola?) é parafraseável por Qual o motivo de estares à espera?. ( qual o motivo de irmos à escola?) A resposta a esta interrogativa directa deve explicitar uma causa, sendo habitualmente introduzida pela conjunção causal referida em (1): - Espero porque o médico ainda não me chamou.(Vamos à escola porque devemos aprender para, entre outras coisas, não ensinarmos asneiras).

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    2. Muito obrigada pelo seu esclarecimento, de que, já agora, fica a fonte: http://www.pt-subs.net/index.php?topic=12962.0;wap2

      não ensinarmos asneiras foi o mais delicado que lhe ocorreu para ilustrar o exemplo que deu? Não se preocupe, que eu não sou professora. Os meus ensinamentos limitam-se a este espaço, que é meu, e onde toda a gente é bem vinda, desde que se saiba comportar.

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    3. A minha fonte está lá: http://www.flip.pt/duvidas-linguisticas/duvida-linguistica.aspx?did=1317

      Quanto às virtudes da delicadeza deixo para conversa em uma outra oportunidade.
      Existe polémica em torno desta questão (do "porque interrogativo"), argumentos contra e a favor, portanto, pareceu-me um bocado abusivo e arrogante este seu post. Digo eu que sou uma pessoa com bastante jeito para ser arrogante (e indelicada, já agora), mas que já percebeu que a soberda é um pau com um bico só, apontado para nós. Espero ter-me portado bem.

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    4. Muito bem.
      Excelente, na verdade.

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  7. E que tal estudar primeiro um pouco antes de debitar esse seu (pseudo) saber linguístico?
    Bastará, por exemplo, ler este artigo do Ciberdúvidas:
    https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/idioma/porque-ou-por-que/2220

    Portanto, e à laia de aviso/conselho para os diversos seguidores e comentadores:
    Não, não passem a escrever assim!

    Paulo Emílio Pires
    (sim, assino tudo o que escrevo e não uso pseudónimos)

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    1. Olha, um nervoso.

      Ouviram, seguidores e comentadores? Não, não passem a escrever assim! Paulo Emílio avisa/aconselha!

      (sim, isso é muito corajoso da sua parte. Naturalmente, está à espera que eu ponha aqui o meu nome, morada, número de telemóvel, profissão, data de nascimento, filiação, medidas do pé e do fémur, perímetro cefálico, e depois me sente numa cadeirinha, à espera que me apareçam todos os desocupados deste país com conversa da chacha.)

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    2. Não, não estava (nem estou) à espera de nada, nem me vejo como um tipo particularmente corajoso. Trata-se, tão-só, de uma questão de feitio.

      E, por sinal, apenas quis:
      1. ser útil, o que acho ter feito de forma educada;
      2. não deixar que a "assinatura" deixada pela minha conta Google fosse um encapotado "Unknown", em que não me reconheço.

      De resto – e dando aqui um "saltinho" à sua resposta ao comentário seguinte –, tão-pouco acho que valha a pena "voltar para a escola".
      Reconheço aliás muitas qualidades a este seu blogue; convirá apenas não ser tão taxativa quando as questões (como é o caso desta) estão longe de ter uma resposta inequívoca.

      Cumprimentos,
      P.E.

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    3. Ouça, a linguagem que usa neste segundo comentário, é a linguagem que eu entendo. E não é por me reconhecer qualidades ao blogue, é por não utilizar expressões como as que utilizou antes:E que tal estudar primeiro um pouco antes de debitar esse seu (pseudo) saber linguístico?, à laia de aviso/conselho para os diversos seguidores e comentadores: Não, não passem a escrever assim!, e sim, assino tudo o que escrevo e não uso pseudónimos. Há muitas maneiras de abordar um desconhecido em público, e aquela não é, definitivamente, a forma educada.

      Quanto ao pseudónimo, essa era uma questão que nos levaria longe. Mas, para início e fim de conversa, digo-lhe que tenho quatro filhos, e não quero vê-los expostos ou ameaçados por um qualquer unknown, nem que se chame Passarinho Azul ou Borboleta Encantada, só por ter implicado ou engraçado com a mãe deles. Cá manias.

      De resto, reconheço que posso ser radical em algumas posições que tomo, mas também lhe digo que não tenho feitio para dar murros em pontas de facas. O post está mal escrito? Quando eu me convencer da razão do Ciberdúvidas, garantidamente que faço um post a retratar-me e o Paulo será o primeiro a tomar conhecimento dele. Até lá, deixem-me cá teimar, fazer figuras de ignorante e de burra no meu espaço. Só não me venham cá com ofensas veladas, porque olhe: trata-se, tão-só, de uma questão de feitio.

      Cumprimentos,
      LB

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    4. Finalizando então também pela minha parte a conversa:

      1. agradeço (sinceramente) a sua resposta;
      2. reconheço algum excesso na linguagem do meu primeiro comentário (pelo que não me custa penitenciar-me);
      3. usei-a (propositadamente) porque, confesso, me choca a facilidade com que às vezes se desmerece do trabalho dos outros, e dizer "Era não porem iletrados a escrever para crianças" creio que se enquadra também na categoria da ofensa.

      Até um dia,
      P.E.

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    5. É facto que, também eu, me excedi. Costumo ser tão cuidadosa com os adjectivos, chego mesmo a chamar a atenção para isso a quem me comenta, quero tanto evitar caixas cheias de ódio, que, olhe, por uma vez, caí eu na minha própria esparrela.
      Mas também lhe digo que, diante da profusão de erros ortográficos que se encontram, mesmo nos manuais escolares, chamar iletrados a quem escreveu mal ou não reviu, não é uma ofensa das maiores, ao pé do que para aí se ouve. Ainda assim, não tenho desculpa.

      Até um dia,
      LB

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    6. Hoje tou p meter o bedelho em tudo. Pq n vamos antes acreditar q as pessoas q frequentam este espaço n são carneiros e pensam por si mm. E, em querendo, vão verificar a veracidade desta afirmação e passar a escrever assim ou assado.
      ;)

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    7. Ora bem. Eu também vejo aberrações escritas por aí, e não é isso que me move a ir comentar nesses espaços. Simplesmente, fecho e sigo.
      :)

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  8. Tens razão! Como é que deixaram passar um erro destes?...

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    1. Eu também desconheço. Mas diz que o Ciber é que está certo, chego a pensar que deveria voltar para a escola, diante de tanta profusão informativa...

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