30/01/2015

Eh, pessoal, tenho um Anónimo!

Mas daqueles a sério, dos que ofendem em bom, dos que até nos mandam meter um foguete no cagueiro, olha o luxo!

Isto só pode significar uma de duas coisas: ou estou rumo ao estrelado na blogosfera, ou... ó, só há essa, é isso: estou rumo ao estrelato na blogosfera.

De momento, um pouco atordoada de emoção, ainda ando à procura do que seja o cagueiro. É que eu sou uma senhora, e não uso. Tenho uma vaga ideia do que possa ser, e, a confirmarem-se as minhas suspeitas, resta-me a esperança de não ter que ser eu a meter o dito foguete no do meu Anónimo (com maiúscula, haja respeito).

Será que é desta que vou realizar o meu sonho mais maluco, que é mandar alguém que não conheço cagar à mata?

Não vou dormir nada esta noite.

Obrigada, Nony.

Ou porque sou barata, ou porque sou boa

ou ambas as coisas, mas, de repente, chovem-me propostas de trabalho. E vêm todas do mesmo lado.

Pá, eu queria ter um fim-de-semana descansado. Tipo normal, sabem? De papo para o ar, a comer pipocas e a ver sérEs. 

Não, reformulo, porque isso não sou capaz de fazer: não tenho papo, as pipocas engordam-se 30 quilos de cada vez, e adormeço a ver televisão em 4-3-2-1 minutos, que é um miminho.

Mas a ir ao ginásio, a pintar as unhas, a pavonear a cauda por onde me apetecer. Lá a ver se consigo.

29/01/2015

Eu detesto correr

Ah, bom, é para já estarem avisados, antes que pensem que isto aqui é tudo em bom e não falha nada. Não, não sou boa em tudo. A correr, esquece lá isso. Quer dizer, se tiver que fugir de um fogo (já tive), de um leão, ou tirar a minha mãe da forca, ou ir apanhar o comboio da felicidade, pronto, lá terei que descalçar os saltos altos e dar ao pernão de três assobios, que chatice.

Mas não corro na rua, nem corro em ginásio, nem em lado nenhum. Tenho os pés chatos (iuhu, é a única coisa chata em mim) e correr faz-me doer até os dentes, que é outra coisa, para além da cabeça, que nunca me dói. Sou uma vacuda, genitais. 

Mas correr não é para mim. Mandem-me lá dobrar ao meio, agarrar as plantas dos pés com as palmas das mãos e as pernas esticadas, fazer a espargata, dar beijinhos nos meus próprios joelhos estando em pé, e eis-me. De resto, tchau, que eu vou a pé, mas no meu passo - com saltos tcham.

Apesar de tudo, sinto uma certa empatia para com o pessoal que corre.

Depois de ter começado a crise, o pessoal saiu dos ginásios e desatou a correr à maluca. Tudo corre, minha gente. Corre o novo, corre o velho, corre o gordo, corre o magro, correm as gajas. Neste último grupo, há as que andam. Fazem caminhadas, aos parzinhos, a conversarem. Imagino que sobre refogados ou dietas não calóricas. E raros são os que consultam um médico, para saberem se podem correr e quanto podem. É capaz de isto não ser assim tão irrelevante. Sei de um caso de um corredor espontâneo que se foi finar dentro do elevador, no regresso da corrida, tendo deixado por criar quatro raparigas. True-true-true. Só acontece a quem corre.

Se, com o surgimento da crise, também surgiram estes novos atletas citadinos e muitas famílias passaram a poupar no ginásio, também é verdade que, cada vez mais, o atletismo da ciclovia está a deixar de ser um desporto barato. À medida que ganham entusiasmo com a coisa, ganham igualmente necessidade de se encherem de acessórios e gadgets, ainda não percebi se por imitação dos outros corredores, ou por necessidade real.

Na verdade, um bom par de ténis é absolutamente imprescindível. E esses, para serem bons a valer, que são os que não permitem tracções indesejadas nos joelhos, são caros. Não há volta a dar a isto. A partir daqui, o equipamento necessário (e desnecessário) de corrida é um mundo que me ultrapassa (literalmente). As pessoas não podiam correr com um par de calções e uma t-shirt que tivessem lá por casa? Podiam. Mas, ao invés, é vê-los todos equipados com mil merdinhas, desde a legging especial run não sei das quantas (que deve ter uma aerodinâmica qualquer ao nível dos cus que os fazem correr mais depressa), ao cinto para carregar as garrafinhas de água e isotónicos para dar gás, até ao reloginho cardio e tal, aquele que lhes diz o quanto já correram, e quantos segundos faltam para o enfarte fatal.

"É bom, descomprime, uma pessoa não pensa em mais nada quando vai a correr", dizem eles. Eu também não penso em mais nada quando estou a praticar actividades físicas superiormente prazerosas, e não é por isso que desato a correr, hom'essa.

Sabem que mais? Correr é caro. É para ricos. Não têm dinheiro para o ginásio, metem-se nas pistas, com equipamentos e acessórios que davam para pagar um ano de ginásio.  Aliás, um ano do meu ginásio é o preço de pouco mais que uns Nike de corrida. E é menos que o tal reloginho das pulsações, todo maricas, o tom tom.



Cá beijinho, Forrest.

Sumário: revisão da matéria dada na aula anterior

A propósito do post anterior, estava aqui a lembrar-me do recado que me passou por baixo dos olhos, aposto em certa caderneta do aluno, nos seguintes termos:

(...) o [...], frequentemente, não trás o caderno de actividades (...)

Respostas possíveis a isto?

1 - Zás trás pás.

2 - Até pode ser, mas eu entendo-o. Com professores a escreverem dessa maneira, se fosse eu, ficava mas era na caminha, como o atleta.

3 - OK, ele passa a levar o caderno, e a professora promete-me a mim que volta lá para a escolinha, mas, desta vez, não se engana na porta. Não é naquela que tem um vidro ao lado, onde está escrito SALDOS.

Não foi nenhuma destas porquê? 

Pois. Porque não era eu que me lixava, e é muito fácil ser valente em cima da vulnerabilidade dos outros.

28/01/2015

I wonder why...

Professores chumbam em exame por erros básicos de português.


Confundir o "à" com "há" e usar mal o "ç" foram algumas das falhas graves cometidas por docentes reprovados. Entre os avaliados, 20% fizeram cinco ou mais erros ortográficos.

~



Eu sei que não tem nada a ver, mas é tudo o que me ocorre no momento. Além do que estou outra vez sem tempo.



27/01/2015

E quando a Humanidade chora num dia em que tu sorris?

Este dia é grande e bom e cheio de sol para mim. Vai ser sempre, para sempre, um dia cor-de-rosa, porque não calhou ser azul. O ventre redondo de uma mãe é capaz de entender isto. Hoje, por pouco, sinto que tive um filho no dia de finados. Ou no dia em que me morreu o meu pai, que também podia ter acontecido. Deve ser isto que sentem os homens cuja amada morre no parto e ficam com uma criança nos braços. Para sempre a comemorarem o dia em que morreram de tristeza. Mas é bem verdade que todos os dias se nasce, todos os dias se morre. E quantas vezes não andamos em contramão, felizes da vida no meio de uma multidão infeliz? A inversa também é verdadeira, pois claro. Portanto, hoje eu estou feliz. E vai ser sempre, para sempre, um dia cor-de-rosa, porque não calhou ser azul.



Better than sex


Enquanto durou a saga que foi a procura do rímel perfeito, que substituísse o falecido Sexy Black da Helena Rubinstein, fui levada a conhecer o "Better than sex" (nem mais), por me parecer que tinha uma escova parecida ao meu Sexy Black. E isso, pensava eu, era o princípio para que um rímel funcionasse comigo. Sabendo que só na Sephora é que podia encontrar coisa com tão extravagante nome (pelo menos, para um rímel), lá fui, e levei uma menina comigo. 

O rímel "Better than sex" é uma papa Cerelac, mas em preto. Ainda assim, teimei em ver o efeito nas enormes pestanas da miúda e vai de pedir à funcionária que lho aplicasse. Aquilo ficou aos molhos, como se ela tivesse cinco ou seis mega-pestanas. Mau e caro (mais de 30). Saiu da Sephora incomodadíssima com o peso que as papas faziam nas pálpebras dela.

- Se isto é better than sex, nem quero imaginar o que é sex - queixou-se.

- Calma, é só o nome disso. Sexo é muito melhor...

[pausa silenciosa, à procura de uma boa comparação. Se este não era o momento ideal para ponderar a possibilidade de a frase ter acabado ali? Era]

... que cagar.

Estou que nem posso com a minha velha máquina de escrever. Não sei como levar a cabo uma campanha desta importância com material obsoleto no backstage



Não me faz os PP como deve ser.
Acham que pode seguir assim?
E o que me dizes tu, nosso candidato?

26/01/2015

Ó Douglas, mete-o no...

Fiel a quem me trata bem, dei-me mal. Tinha sido bem aconselhada na 'Douglas' relativamente a um rímel, e jurei que, até ao fim dos meus dias, sempre que quisesse comprar rímel, seria na 'Douglas' - naquela 'Douglas', a do Colombo.

Então, lá fui. Cheguei ao pé da solícita que me perguntou se podia ajudar-me e disse-lhe ao que ia. Foi buscar o dito cujo, estendeu-mo e, formatada para vender, perguntou:

- Posso perguntar-lhe o que é que usa para desmaquilhante de olhos?

Eu, para já, quando me fazem estas perguntas, digo sempre a verdade. E a verdade, ou é um brutal bifásico da Lancôme, ou são toalhitas para limpar o rabo dos bebés.

- Pode pois, mas vai entrar em estado de choque. São toalhitas para limpar o rabo dos bebés.

A pessoa escancarou-me os olhos, ca(rre)gados de rímel, velhos e cansados, e suplicou-me que não repetisse esse procedimento. Mau. Lá lhe expliquei, calmamente, os benefícios da toalhita, que, para além de ser o mais barato que há no mercado, é também o que não faz os olhos chorarem, nem arranca pestanas, como a merda dos bifásicos que ela já se preparava para me empandeirar. Então, como não me demoveu da ideia das Dodot nos olhos, tentou outra via: que as minhas olheiras e o contorno dos olhos e o genital. Expliquei-lhe, também calmamente, que não durmo, que trabalho e me canso, que todos os dias estou mais velha um dia, etc. E ela, mais velha do que eu e, repito, com os olhos numa ruga, quis vender-me um creme para o contorno dos meus olhos (que ela, obviamente, não usa ou, se o faz, não se vêem resultados).

- Olhe, não tente vender-me daqueles cremes milagrosos que custam 150 euros, que eu não caio nessa e só vai perder tempo.

- Não, nem pensar.

(Pois)

E dirige-se para a estante, onde tem depositado o tal cremerda, a custar, vi eu à distância, 100 euros. E uns cêntimos.

Pronto, paguei o rímel e saí.

Ontem, nem de propósito, li no blog da Ana das Pontas aquela fantástica solução do creme do cu, Faktu.


(o tal, cujo nome, não sei porquê, tem um T a mais, mas, de resto, é perfeito)

Pus esta noite e os meus olhos, finalmente, saíram do fundo da caveira. Estou (ainda mais) linda.

O Faktu custa € 11,75 na farmácia.
Agora já posso passar noites em claro à minha vontade, que terei sempre cara de bebé, à custa da pomadinha do olho.

Irmãs, é caso para dizer: olho por olho. Como Talião.

Acabo de saber, através do programa 'Agora nós'

que me vejo obrigada a ver, por contingências, que existe, no mundo, um senhor chamado Bobó.

Bobó.

Ex-jogador de futebol da Guiné Bissau.

E, quando menos esperava, ainda fui elucidada com o nome completo do senhor: Mamadu Bobó.

Não sou eu que tenho a maldade. As coisas vêm ter comigo.

25/01/2015

Pensamento escatológico do dia # 8

Drivados da falta ferrosa, fui coagida pelo médico a fazer um tratamento, com umas pastilhas de sabor a chocolate, e só depois de seis meses sobre o dito tratamento é que teria autorização para poder dar sangue. Ora, passam-se os seis meses em Fevereiro, e estamos quase.

Diz-me a experiência que, se quero ser mesmo bem sucedida na dádiva, é conveniente alimentar-me com suplementos de ferro, tais como os espinafres, a beterraba, etc, nos quinze dias que a antecedem. E pensei eu assim para comigo, hoje, logo pela manhãzinha:

A partir de hoje, vou comer beterraba até cagar cor-de-rosa.

Duvidais que existe essa possibilidade? Eu sei do que falo.
Não. Desculpem. Foi bonito da minha parte.
De qualquer maneira, o meu jantar de hoje foi lasanha de espinafres e rodelas e rodelas e mais rodelas de beterraba. Daqui a uns dez dias estou no ponto.

Já agora...

Estás no ponto
Moça, estás no ponto,
Olha, não mexe, mexe nada,
Tu estás no ponto


Só por três segundos

- Não sabes, Mariazinha, mas eu estava apaixonado por ti, quando me disseste aquilo... fiquei tão triste...

Baixou a cabeça, sentou-se para almoçar, ficou paralisado num só momento e sei lá em que pensamentos ou memórias - ele e eu num futuro que ele já não tem, nós os dois num passado não comum, juntos e com a mesma idade, outra eu com quem me pareço, lá perdida, ou, se calhar, não, nas recordações dele, eu agora, sem ele e com outro, ou nada, simplesmente não pensou em nada, não sei, nem nunca vou saber que pensamentos lhe encheram a cabeça, se encheram, mas esvaziaram o coração -, que fiquei eu também, paralisada, a olhar para ele, de cabeça cheia e coração vazio, e, por três segundos, só por três segundos, vi a tristeza, vi o abandono, vi o homem, e, por três segundos, juro que foram só três segundos, estive apaixonada por ele. 

24/01/2015

Nem precisas de abrir a revista, quanto mais comprá-la

A Cosmopolitan de Fevereiro anuncia, num dos temas de capa:


Sinceramente, não pus aqui a capa toda, porque a gaja tem-me uma fronha da rameira e um cabelo da Rod Stewart (ou será de futebolista dos anos 80?) que não se aguenta. E ainda vestiu um fato-de-banho dois números abaixo do dela e tem uma tatuagem na virilha... vá, não vou continuar. Vão ver, se quiserem. No meu post ela não entra.

Então, "Descobre por que ele não quer compromisso".

Tanta coisa para obrigar as mulheres a comprarem a revista, quando, no final de contas, mesmo sem a abrir, Linda Porca adivinha as respostas possíveis a tal enigma, mais velho que o mundo:

- Porque é casado e deu-lhe para ali;
- Porque, na cama, não fazes o flik-flak com triplo mortal encarpado à retaguarda;
- Porque és feia e ele, vá-se lá perceber porquê, não gosta de feias!;
- Porque és gorda e ele só gosta de magras, o pauliteiro;
- Porque és magra e ele gosta de talho;
- Porque és chata cumá porra;
- Porque és paranóica e ele não é psiquiatra;
- Porque não te rapas/lavas/calas/tens dentes/dizes nada de jeito;
- Porque gosta de outra, apesar de tu a achares muita feia (mas só tu);
- Porque é cego e não vê o quão bela tu és;
- Porque é burro, mas tu gostas dele mesmo assim, hi-hon;
- Porque a burra és tu, hi-hon, ele não tem piada nenhuma;
- Porque é gay e não existem ex-gays.



Mais um fim-de-semana a trabalhar


À falta de tempo, dou-vos música. Dos meus índios favoritos, Red Thunder.
Say a prayer for me, pá.

22/01/2015

Acaba daqui a horas o quizz do BILF 2015

Amanhã digo quem é o eleito de Linda Porca?

(ainda estou a acabar os cartazes da campanha, não me pressionem. Não posso ficar feia nas fotografias. Nem gorda)

Estou tão feliz com o meu colar novo


As minhas costelas vibram. Sabem o que é vibrar? Vibrar! Eu também não explico, se não sabem.

(uma das minhas avós, caso fosse viva, ficaria feliz de me ver com este colar. Não sendo, não fica)
(a fotografia não mostra, mas o corpo do galo tem corações)
(pode não parecer, mas eu sou uma romântica)
(o fio é de cortiça, outra coisa muito nossa)
(pode não parecer, mas a aquisição deu-se numa loja de chineses)
(valeu a pena lá ir, só para ver a criança linda que eles fizeram)
(parecia um boneco de porcelana, com bochechas)
(apeteceu-me roubá-lo)
(ponderei roubá-lo)
(não estou muito certa acerca do formato das peças que seguram o galo ao fio)
(e sim, vai-me fazer alergias, mas eu uso em cima de uma blusa de gola alta)
(eu nunca uso gola alta)
(a gola alta sufoca-me um bocadinho dos nervos)
(tenho que o usar porque o adoro)
(depois ponho pomada de cortisona)
(o fio é um coração de Viana, estou toda norte. Eh, pessoal do norte, como é que é?)
(não sei se já disse que sou uma romântica)
(sou uma romântica)
(e não, não uso o fio e o colar juntos. Tirei o retrato para vocês verem, quem é quida?)
(o top é da Intimissimi* - antiquérrimo)
(o casaco é da Blanco* - antigo)
(*ninguém me paga para isto)
(antes pagasse)
(eu não aceitava, mas era giro dizer que não)
(pensando bem, Lindooooooor! Estou disponível para negociações)
(Gosto de leitão. Podem pagar-me em leitão. Morto e cozinhado, ok?)

Expliquem-me lá isto muito devagarinho, que me parou a boneca

Vamos partir do pressuposto - errado - que um blogue é um alter ego. Digo errado, porque pode não ser. A Porca e eu, pessoa não porcina, somos a mesma. Não tenham quaisquer dúvidas acerca disso. Posso não vos contar a minha vida privada ao pormenor sórdido, nem a íntima com mais detalhes, mas eu sou a Porca. Lamento.
Somos, ela e eu, eu e eu, giras, com um corpaço perrrrfeito (palavras de uma das minhas zucas) boas (de boazinhas), com um sentido de humor extraordinário, mas, infelizmente, nada parvas.
Isto tudo saiu de dentro de uma psiquiatra. Não confundam com psicóloga. A psiquiatria é um ramo da medicina, assim como a gerontologia, mas em mais novo e maluco. Se o facto de ter sido gerada dentro de uma psiquiatra não me atribui a especialidade médica, por outro lado coloca-me numa vantagem em relação às outras pessoas no que toca a topar com a doença psiquiátrica e os distúrbios de comportamento em geral.

Mas há aqui uma questão que me confunde: se a grande maioria dos blogues são um alter ego, o que chamar a um blogue que é criado para comentar outro blogue da mesma pessoa? Alter-alter ego? Heterónimos a la Pessoa? Desdobramentos de personalidade? Mas isso...

Isso, senhores, isso é uma cena borderline.

Vou repetir uma frase que já postei em, pelo menos, dois comentários de dois blogues diferentes. A mim parece-me que é por aqui:



21/01/2015

Porca contempla a porca

Parecendo que não, esta grande porca e eu, Linda Porca, temos muito mais coisas em comum do que possa parecer, assim, à primeira vista.
Tenho tantas saudades tuas, Pedro

Eu tenho uma amiga dos caralhos

O que não é a mesma coisa que uma amiga do caralho. Mas também não quer dizer que ela não seja do caralho.

Se eu pudesse representá-la graficamente, seria uma boneca alta e magrinha, mais encaracolada do que eu, com uma braçada de caralhos nos braços (redundância necessária, ó), toda risos.

Foi a melhor de todas as amigas que a blogosfera me trouxe até agora, esta que me apanha à noite - ou sou eu que a apanho? - e me enche o chat de caralhos. Não sei como é que ela percebe, à distância de 300 quilómetros a que estamos uma da outra, mas entra no chat, e, mal eu digito duas ou três palavrinhas, já sabe que, ou me mete lá os caralhos dela, ou eu deixo-me ir com os porcos e passo uma noite do caralho. Porque há dias que são mesmo do caralho. E parece que a noite é inimiga do sossego, nesses dias. Não sei como é que ela sabe, mas sabe. É que é tão delicada a mandar-me caralhos via chat, que eu nem os sinto, isto é possível? Nunca me mandou para o caralho, não é isso. Percebam que é muito diferente ser a amiga do caralho e ser a amiga dos caralhos. Mas nem há espaço, entre nós, para que isso aconteça. Ainda se eu entrasse com uma frase do estilo "Miga, pxiso de ti, tô dói-dói", ai, era limpinho. Mandava-me, e mandava-me muito bem mandada. Essa é a tónica típica que até a mim, que sou este poço de abnegação, me faria mandar alguém directamente para o caralho. Mas os caralhos dela são diferentes. São certeiros. Bem metidos. Não ferem. Nem ouvidos nem susceptibilidades. Por exemplo, "Não penses mais nisso, caralho". A pessoa retém o quê, desta mensagem? Não penses mais nisso. E não pensa. Ou então, "Deve ser feio para caralho". Qual é a mensagem que se fixa aqui? Deve ser feio. Ou ainda, "Mas por que é que essa gaja não vai chatear o outro gajo, ou o caralho?". Só me fica Mas por que é que essa gaja não vai chatear o outro gajo?

Ontem a coisa atingiu proporções épicas, porque nunca fálicas:

LP - tu matas-me a rir. posso estar na merda com as tristezas ou com as raivas, lá vens tu com os teus caralhos e matas-me a rir.
Sister VNão morras, por favor!
LP não, não, isto é tudo metafórico. olha agora "coitada, foi-se, com os caralhos"
Sister V:D
LP:D  finou-se de tanto caralho.
Sister VAqui jaz uma finada dos caralhos.

Isto é assim. Dos caralhos.

20/01/2015

Amanhã, só por uma única vez neste blogue

vou abrir uma excepção e deixar de dizer genitais, para dizer aquela palavra que começa por cara e acaba em alhos. Muitas vezes no mesmo post.

Só amanhã, juro. Nunca mais.

Genitais.

Lucy in the sky with diamonds


Por razões que não interessam para aqui, hoje deparei-me com esta cena, vinda directamente do programa Agora nós, da RTP.
Este rapaz, que eu até tinha em alguma conta por ter estado casado com a Maria Rueff (ou não será por acaso que já não está), que, por sua vez, me caiu nas graças como sendo uma mulher inteligente, agora apresenta este coiso, à laia de programa de entretenimento, no canal que é cada vez menos televisivo e mais rectal.
Já não bastante o coiso ser todo em mau, ainda brota apontamentos de televendas, que é, como se sabe, o último reduto da tentativa agonizante de vender a tão popular banha da cobra. Se já me chocava que, via canal estatal, se vendessem, em caixinhas, comprimidos de cálcio, pela módica quantia de 45 euros, quando, na farmácia, custam 10, mais ainda me boqueabre (este verbo existe, caluda, desboqueabram lá) que se vendam cogumelos. Comprimidos de cogumelos. São 32 euros pela compra de comprimidos de cogumelos. Cogumelos, eu já disse?
Espero que sejam alucinogénicos. Que promovam a felicidade, o bem-estar e uma boa viagem a quem os adquirir àquele preço. No mínimo, devem dar um bom ataque de riso a quem os tomar (ou de choro, pelo que pagou por eles, quando se aperceber de que, afinal... ah).
Mas voltando à publicidade ao produto: no final da conversa entre José Pedro Vasconcelos e o senhor brasileiro que, certamente, será detentor de uma igreja alternativa e de um aviãozinho a jacto, somos informados que, se fizermos a encomenda dos cogumelos nos próximos 30 minutos, ainda recebemos a bíblia sagrada. Assustador? Não. Ainda não acabou.
Mesmo no fim, assistimos a este spot, cuja personagem principal é Roberto Leal e, secundária, o botox.




Nada haveria a temer, se não estivéssemos em Portugal.

Última nota: o site do Leal chama-se Embrulha. Como associação de ideias com toma, embrulha e mete no cu.

Digam-me se sou só eu, porque eu preciso de saber

que acho que a palavra lábios não fica bem em frase nenhuma. E é responsável por momentinhos vedadeiramente constrangedores.

Eu tenho os lábios gretados.
Eu tenho os lábios rebentados.
A Maria tem os lábios grossos.
A Manuela Moura Guedes tem uns grandes lábios (não deve ser por acaso que toda a gente diz "A Manuela Moura Guedes tem uma boca enorme").
Tu tens uns lábios muito bonitos, por serem bem desenhados.
Ela tem os lábios finos.
Tu tens uns lábios tão pequenos.
Ela quase não tem lábios.

Ainda por cima, é uma palavra toda ela cheia de labiais.
Nada ajuda.

Lábios.

19/01/2015

Diz-me o que te povoa a mesa-de-cabeceira


'Só há o que está exposto' (o número 46)

É assim aquela frase que me dispara a tensão arterial para níveis himalaicos.
Eu entro numa loja, hum?
Verifico que o artigo que procuro existe, mas não há o meu tamanho, hum?
(já lá vamos. Alguém me vai explicar o fenómeno do 36 e do S. Isto não fica assim)
Pego num número aleatório e dirijo-me a uma funcionária, hum?
Pergunto se tem aquele artigo, número 36. Ou então, tamanho S.
Hum?

Só há o que está exposto.

Pronto. Temos a puta armada. Ainda me dou ao trabalho de tentar o diálogo:
- Explique-me o fenómeno do desaparecimento dos números 34, 36, XS e S, por favor...
- Ah, são os que vendem mais.



Não pode ser. É o mesmo fenómeno dos sapatos 36. O povo todo calça 38, 39, 40. Mas os sapatos 36 somem dos saldos no primeiro dia, se é que algum dia lá estão. Eu até posso tentar entender que as mulheres se espartilhem se enforquem vistam 3 números abaixo do seu na roupa. No calçado, não.  Nem o osso encolhe, nem a pele de vaca estica. Nem possui elastano.

(espera. Pára tudo. Vaca com elastano. Porco com elastano. Um nicho de mercado. Sou mesmo boa antes das 10) 

Só há o que está exposto.
Sofri uma variação deste autêntico ditado popular uma única vez, numa loja do xnês da área da minha residência: 

Só tem o à mostla.

Números 40, 42, upa, upa, L, XL, que leveza. 
Isto é uma chatice, não caber na roupa e no calçado de saldos. Só o que se poupava. 

18/01/2015

Eu hoje fiz um milagre

Bem digo eu que sou quase santa. A ver se o Patriarcado não me descobre. Depois dá início ao processo...

Consegui fazer com que um chocolate de 55 gramas lavasse a alma de quatro mulheres, dividindo-o. Assim, dividindo, multipliquei. Foi o meu milagre da multiplicação do chocolate, como se fossem pães ou peixes.

Desde o início que sentia que aquele seria o local que veria a minha mãe morrer de tristeza. Ela vai-se embora dali, faltam dias, apareceu uma solução melhor. E eu, que quase morri de desgosto a primeira vez que ali fui, agora tenho pena de deixar os velhinhos. Intimamente, comecei um processo de despedidas. Levava na mala um chocolate pequenino, para dar metade à minha mãe e guardar a outra metade para a próxima vez, ou fazer dela o meu almoço. O chocolate é a coisa mais proibida ali dentro, muito mais do que droga numa prisão. Não circula, de todo. Diz que faz mal às barrigas. Mas eu sou uma dealer perigosa, infiltro-me com produto gratuito no sagrado local, porque tenho para mim que há uma altura da vida em que o corpo não tem grande valor diante da importância de uma alma feliz.

Comecei a dar-lhe, um quadradinho de cada vez, e, de repente, tinha mais dois pares de olhos postos no chocolate. Não foi preciso dizermos nada. Parti um quadradinho para cada uma, dei-lhos e fiz "chiu". Uma disse: "É um segredo", a outra piscou-me o olho. 

Foram 55 gramas de chocolate repartidos, divididos, multiplicados por três bocas, quadradinho a quadradinho, mas que lavaram a alma a quatro mulheres. 

Eu sei, eu sei que serei alvo da chibatada blogosférica, mas eu sou assim, polémica e conspirativa

Vamo lá, minha gente...

Eu já vi o vídeo quatro vezes:* uma porque me apeteceu, duas para tirar a teima da primeira, as outras duas para fazer prints e confirmar. 

É mesmo verdade que toda a gente acredita que o vídeo dos Maroon 5 a invadir casamentos não é promocional, combinado, montado, realizado... querem mais adjectivos, ou faço o boneco?

É um videoclip, minha gente! A sala é quase sempre a mesma (é a sala de casamentos do Park Plaza Hotel da Califórnia, ora googlai, que apanha uma "boleia" publicitária, ou então patrocinou mesmo o clip por inteiro), 




o ar falsamente surpreendido dos convidados, 


o facto de os convidados serem maioritariamente jovens e belos...

Pessoas, a que casamentos é que vocês vão? Eu apanho sempre a boazona da rua dos Fanqueiros, que é a gaja que vai de cor-de-rosa ou de branco, encimada nuns saltos 15, a avó velhinha, a ex-empregada, a sogra, que leva uns sapatos mais confortáveis num saco do Pingo Doce, para mudar mal lhe doam os calos, as tias entradotas que, passadas as 3 horas sobre a última ida ao cabeleireiro, já estão todas desmanchadas e com o bâton a escorrer, os familiares da província, os empregados do escritório e uma panafrenalha de gente que é clássica de todos os casamentos. Já sei, já sei, estamos em Portugal e aquilo é a Califórnia. Ainda assim, deixem-me cá teimar.

E a cena das miúdas, no meio do trânsito, que fazem a selfie com um Maroon, e depois, providencialmente, aparece a polícia, e saem todos a correr muito? Que cena tão natural.


E, finalmente, serei também a única pessoa que não acha esta música A música para um casamento? Pode até ser uma das músicas que por lá se dancem, mas daí a ser A música...

Para mim, era mais isto:



Mas isso sou eu, que sou de outra era.
E também tenho a mania da teoria da conspiração.

* onde antes estava uma vírgula, agora jazem dois pontos, drivados ao facto de, tanto a Pseudo como o Mg, e sei lá mais quantas pessoas, terem pensado que... ó pá, vão ler a caixa de comentários, que eu já dei para este peditório. 

17/01/2015

Existe sempre um momento na nossa vida em que algo nos grita 'Olha-te mas é ao espelho!'

O meu foi há dias, quando saí da minha rua, já havia caído a noite, e reparei num carro que circulava à minha frente, de luzes apagadas. Fiz-lhe sinais de luzes, ele dobrou a esquina sem as ter ligado, dobrei a esquina atrás dele e fiz-lhe sinais de luzes pela segunda vez. Entretanto, comecei a gesticular - aquele sinalzinho tão giro com a manita, a juntar e a afastar os quatro dedos do oponível, o mesmíssimo que serve para significar "beca-beca-beca" -, enquanto ele dobrou a esquina seguinte, sempre com as luzes apagadas. No semáforo, onde parou e eu também, dei-lhe uma boa dose de máximos, ele ligou as luzes e seguiu assim que abriu o sinal verde. Ainda abri os braços, cheia de significados, "Até que enfim, duuuuuh"...

E segui atrás. 

Já ia longe - e também longe do alcance da vista dele - quando reparei que eu própria levava as luzes apagadas.

Expliquem-me esta mulher

Chama-se Serenella. Com dois ÉLES.
Foi a primeira pessoa, em Portugal, que se preocupou com a reserva sobre a intimidade da vida privada, ainda num tempo em que nem por cá havia internet, quanto mais fibra. Sempre quis passar despercebida em público, poupando a família à possibilidade de ir na rua e ser abordada pelos chatos dos admiradores.
No entanto, foi também a primeira pessoa em Portugal que fez fotografar os filhos tanto e tantas vezes para capas de revistas-folhetim, tipo Nova Gente e porras, que uma pessoa (eu) ia na rua, via os filhos da Serenella e exclamava mentalmente: "Oh, ali vão os filhos da Serenella Andrade... e... ah, lá vai ela!".
Por outro lado, deixou à solta um marido que, onde quer que vá, rabuja com quem o atende a um balcão: "Você sabe com quem é que está a falar? Eu sou o marido da Serenella Andrade!". Been there, saw it, heard it. Numa certa superfície comercial, que ambos frequentamos, o senhor é extremamente conhecido no balcão do cliente, como... "o marido da Serenella Andrade".

Mas não é a isto que eu venho, embora pareça.

É a isto:

Agora Nós, 16 de Janeiro de 2015

Só pus a data para vos situar.
Estamos em Janeiro.
Está frio.
A chuva cai.
O vestido é horrível.
O vestido fica-lhe mal. 
O braço da Serenella, o ombro da Serenella, de duas, uma: ou tapa ou amputa. Sem mais mimimis.

16/01/2015

Corazón partío, ou quando uma coisa boa se transforma num problema

Ele tinha-me perguntado o nome, eu disse, e ele começou logo a tratar-me por tu e por um diminutivo que me criou logo ali, vamos imaginar que Mariazinha... já sentia que existia uma intimidade muito maior do que a que, na realidade, existia. Explicou-me assim: "Até tenho sonhado contigo...". Eu sorri, porque não consigo imaginar que tipo de sonhos tem um homem de 85 anos. Não mesmo. Imagino que românticos, mas de que tipo? Mão-na-mão? Passeios no jardim, suspiros e flores? Beijos furtados? Ou sonhos sexuais? Mas de que tipo? Beijos e carícias, fazer o amor no meio das pétalas (eu a dar-lhe, como se gostasse de flores. Mas estou a tentar perceber, imaginar a imaginação), sexo papa-maman, pinocada à maluca? É que não imagino. Mas ele nem me deu tempo de conjecturar mais: "Sonho que estamos a dar beijinhos... mas dos outros...", enquanto me estendia os papelinhos amachucados com a nomeação para o cargo no banco, em 1982, e me pediu, "Casa-te comigo, Mariazinha...". E eu tive que dizer que não, com a desculpa mais parva, mas também mais verdadeira que algum dia dei a alguém, e pu-lo a par de ser portadora de um impedimento dirimente absoluto para o casamento (já para não falar que ele, com toda a probabilidade, é portador de outro). "Vou-lhe devolver os seus papelinhos...", e ele, de cabeça baixa, "Não, fica com eles, Mariazinha, são teus, são para ti..."





15/01/2015

BILF para este ano

Lembram-se desta eleição, promovida pelo blog Quadripolaridades?

Eu já tenho um eleito, no qual vou votar e votar e votar sem nunca me cansar, e acho que está na altura de fazermos lobby por ele.

Mulheredo que me visitais, estais dispostas a votar em massa pelo mesmo objectivo, a fim de, juntas, elegermos o BILF 2015?

Vós dizeis que sim, e depois eu digo quem é o feliz candidato a eleito do ano, boa?

Cá beijinhos e abraços de xi.

Deslarguei esta frase # 21

No seguimento do post anterior - esta é uma forma mais que subreptícia de vos obrigar a ler outro post, ai que má -, estava eu a relatar o que tinha ouvido acerca de ter Júpiter em mim, ainda mais este ano, e diz-me ela, querida conhecedora máxima de todos os assuntos, do auge dos seus vinte anos:

- Ela o que quis dizer é que tu tens Júpiter em ti, algures no momento do teu nascimento. Nem que seja no cu de Judas.

- O mais certo é ser no meu cu. 

Fizemos ambas pausa para respirar a carga informativa desta afirmação. Mas eu ainda não estava satisfeita.

- Pessoal, tenho Júpiter no cu!

Ouvi eu, com estes que o forno há-de cremar # 14

Já não se pode desabafar trivialidades deste calibre:

- Hoje estou num daqueles dias em que só me apetece gritar. Nem é gritar com ninguém, é gritar a plenos pulmões até perder a voz.

Que tem logo que se ouvir uma coisa abstrôncia:

- Isso é porque você tem Júpiter em algum lado. Foi uma amiga minha que me disse, que é uma pessoa que sabe destas coisas, que 2015 é o ano de Júpiter. E se, ainda por cima, você tem Júpiter no ascendente, ou em alguma fase da sua vida, como ele é o da guerra, de vez em quando tem essa necessidade de gritar.

E perguntais vós: com esta explicação, o que aconteceu à tua vontade de gritar, Linda Porca?

Pois. 

No entanto, acalmou-me o ânimo a cara do marido a assistir a este diálogo, a olhar para ela, depois para mim, e a expressão toda a dizer: Ela era gira e boa e a carne é fraca...

14/01/2015

E aquele momento natalício, em Janeiro

em que um estranho te liga para o telemóvel, te diz:

- Senhora dona Maria [e o teu apelido], daqui fala José [exactamente o mesmo apelido], da [nome da relojoaria] para a avisar de que o seu relógio já está pronto.

E tu respondes:

- Jesus [e vá lá que não lhe deste O apelido]!

Eu tenho problemas com médicos # 13

Uma pessoa frequenta o médico das pernas, que é o que verifica se está tudo bem com as veias, derrames e coisas que aparecem em algumas pessoas, designadamente nas mulheres, e se elas acumularem a esse factor aquele que é o genético.

Não, não tenho varizes, sossegai os pitos. Eu é que sou uma manienta e há coisas que prefiro prevenir, por outras que eu cá sei.

Tinha uma linha escura e pequenina numa das pernas, que ando há meses a tentar perceber se é um pêlo encravado ou um derrame. Pedi opinião ao médico, que pegou na seringa de secar derrames, puxou os óculos (dele) para cima, aproximou os olhos e não conseguiu decidir.

- Não sei, só espetando aqui a agulha e escarafunchando um bocadinho, é que consigo perceber do que se trata. Importa-se?

- Eu não, senhor doutor. A mim nada me faz impressão, que eu sou quase santa, nem sinto as dores.

- Mas é chato...

- Esteja à vontade. O senhor doutor está com vontade de a espetar, espete-a.

... e depois?

Estou sem tempo, mas gosto tanto de vocês que venho cá na mesma. E com um post dos grandes (ora pega). Este é copiado de outro blog que tive, do qual tenho muitas saudades. Sim, eu sei, mas a anormalidade dá-me até aí: até de coisas, incluindo imateriais, tenho saudades. Sou portuguesa, não sei se já revelei este grande segredo aqui alguma vez.


A mim cremem-me, se faz favor.
Pronto, está dito. E escrito. Vou mandar este pedido a quem possa ver-se obrigado a  tratar do assunto mal eu dê o peido mestre, que é como se chama o acto de finar já desde os tempos do terramoto de Lisboa, que ocorreu pouco antes de eu nascer.
Não é por nada, mas a ideia de oferecer um bonito cadáver à bicharada chateia-me sobremaneira. Ainda que o salto se dê em avançada idade, em termos de avanços chega, e eu não quero chegar ao ponto de entrar em avançado estado de decomposição. Escurecer, ficar sem olhos e o cabelo espetar irremediavelmente, mal preso da caixa craniana. São tudo pormenores aos quais uma pessoa, que passou uma vida inteira a preocupar-se minimamente com o estado das unhas, liga.
Ponham-me lá no forno a tostar e recebam as cinzas num recipiente, que pode ser de plástico (metal não, que eu sou alérgica e ainda explode) ou de porcelana, consoante se morri de morte feliz ou de morte parva. As pessoas felizes não se prendem com ninharias e estão-se borrifando para a embalagem. Até porque as minhas cinzas não são para ficar lá muito tempo. É tudo para espalhar. Qual mar, qual carapuça. Eu adoro o mar, mas não me apetece boiar toda a eternidade ao sol. E misturar-me com limos, espuma do detergente dos barcos e chichi. Façam-me adubo de uma árvore de fruto. Ainda que tenham que me misturar com estrume de vaca. Pode ser macieira, que eu não sou esquisita. Laranjeira não. Apesar de ser a minha fruta favorita, para além das outras todas, é sinónimo de pureza, e essa perdi-a desde sempre. Espalhem-me aos pés de uma árvore bonita, que dê flor, e que seja frágil como um arbusto e forte como um rochedo. Pode ser a amendoeira, pode. Se sobrar algum pó cinzento, espirrem-me por um penedo abaixo. Ou snifem-me, com outro pó menos negro.
Só mais uma coisa: evitem chorar, como pediu Evita. Também não é preciso desatarem a rir às gargalhadas, porque o eco das minhas levo eu comigo. Nem é preciso porem a tocar requiems nem a minha música preferida, porque eu não sou estadista nem estrela de rock and roll. And didn’t live my life like a candle in the wind. Basta que ponham um som porreiro, sem exageros de decibéis. A banda sonora do filme “Spirit Stallion of the Cimarron” – eu sei que é um filme infantil, com bonecos, que fala sobre a amizade e em que o protagonista é um cavalo, mas - serve perfeitamente. Enfim, quase toda. Retirem “Get out of my back”. Não se coaduna. Nem com o momento nem comigo.
Estou convencida que não me espera um lugar no céu. Ando farta de pedir a quem manda que não me faça essa desfaçatez. Entre ter que aturar anjinhos no meio das nuvens a tocar harpa todo o dia e ir para os fundilhos apanhar calor, rir e cantar ao pé da encarnada criatura, fico-me pela segunda. E ai de quem interceda em meu favor, com rezas e missas a pedir a minha redenção, que eu venho cá puxar-lhe os pés à noite, durante o melhor sono, ou a melhor parte do que estiverem a fazer na cama.

Não tenham pena de mim, nem por mim, porque eu vou daqui cheia de gozo.


13/01/2015

Alergia ao metal

Desta vez, para variar, não venho falar de mim. Ou, pelo menos, não venho gabar-me nem armar-me em boa. Vai ser uma canseira e o post vai ficar uma cinza. Mas tem que ser, que esta vida não são só trovoadas nem sol a pino.
No fundo, este é um post informativo, porque há por aí mais quem sofra do mesmo mal, e sempre pode tomar medidas preventivas em relação a alguns objectos. Quem não sofra, pode sempre pensar "Ufa".
De entre outros defeitos, tenho alergia ao metal.
Todas as mulheres têm alergia nas orelhas, quando põem brincos de fantasia.
Não é isso. Ou melhor, é isso, elevado à quinta. Ou à quinquagésima. 
Então, bijutaria de fantasia, desde brincos a anéis, a pulseiras, colares, ganchos de cabelo, tudo.
Cintos, relógios, fivelas das sandálias, todos os botões das calças de cinco bolsos (o da cintura, faz no umbigo. Mas também nas mãos, de cada vez que se vai à casa-de-banho; os pequeninos, fazem aonde assentam, nas ancas), fechos de correr dos vestidos (se não tiverem a protecção interior), e, em geral, todos os fechos de correr, molas e colchetes.
Chaves, moedas, talheres, torneiras, telefone do chuveiro, puxadores das portas.
Tesouras, agulhas, dedais, canetas de metal, clips, agrafos, pioneses.
Pregos, chaves de fendas, alicates, parafusos, porcas (mesmo as lindas), tachas.
Papel de alumínio, todos os enlatados (a comida contém resíduos de alumínio ou níquel, da lata).
Peças de prata que contenham ródio (que serve para tornar a prata mais brilhante), peças de ouro amarelo, prata dourada.
Também tive (eu disse bem: tive) uma écharpe prateada, da Zara, que fazia de mim uma devassa dos anos 20, mas que me encheu o pescoço de comichões. Coisas assim, estúpidas.



E, top of the hits: os varões e os estribos dos transportes públicos, e os apoios dos assentos do metro. Porque, se é estúpido não poder embrulhar uma peça de comida em alumínio, que me encho de comichões nas mãos, que direi de andar de metro e não poder, languidamente, segurar-me ao varão?
Ah, e no Verão: impossível sentar-me numa esplanada, com roupa curta de praia. Todas as cadeiras são de metal.

Se é chato? É. Mas uma pessoa habitua-se. Substitui umas coisas (talheres de cabo de plástico, chaves forradas, canetas Bic, uso de luvas para algumas tarefas), elimina da sua vida outras. E segue.
Ou então, coça-se.

Isto, de duas, uma:

Ou estou a ficar famosa, ou com delírio de perseguição.

Mas já topo o meu registo por aí, uma vez por outra.

E detesto ver-me em outros lugares que não o meu.

Deslarguei esta frase # 20

Lavar sanitas é uma arte!

Eu proferi isto. Mas é que é.
Algumas profissões, como a de empregada doméstica, ou de limpezas, vão ser sempre classificadas como mão de obra não qualificada, não só porque não requerem especialização nenhuma, como também, quem as exerce, não apura técnicas, não estuda métodos, não busca melhorar resultados.
E não é qualquer uma que lava uma sanita a preceito, até ela ficar, passo a expressão (e a imagem mental) "de se lamber".
Ele é desconhecerem que existe a zona de louça que fica atrás do tampo, ele é esquecerem-se de esfregar o interior do rebordo a toda a volta, ele é fazerem tábua rasa da existência do pé da sanita. 
Sabem vocês qual é a zona mais suja das sanitas (especialmente nas casas onde há homens)? É o lado de dentro do tampo. Esse mesmo, o que eles levantam e depois regam com o carinho com que um jardineiro... ou é quando acabam... naquele momento... que salpicam...

Por falar nisso, um dia conto-vos como foi a minha primeira vez, quando fui meter gasolina. Há coisas que já se passaram comigo, na minha vida, que eu prefiro não ir procurar ao youtube, porque existe uma possibilidade de...

Post formativo, em parceria comigo mesma e com os meus botões


12/01/2015

Eu fui à Buraca

Imaginem que vão muito bem no IC 19, com a intenção de sair para a CRIL, mas a saída está impedida pela polícia. Saem na saída seguinte, que é a Buraca, ficam perdidos na porra da Buraca, encontram um polícia, param para lhe pedir ajuda, ele não sabe como vos ajudar, inclusivamente pergunta se sabem onde fica o IC 19, quando vocês acabaram de lhe dizer que saíram do IC 19 NAQUELE MOMENTO, e o homem coça os coisos o tempo todo, enquanto fala convosco, até mesmo quando pergunta "Mas a senhora quer ir para aonde?".
Resposta correcta para esta pergunta, nesta situação? "Às putas", pois claro.
Mas eu, em mais uma prova irrefutável da educação primorosa que os meus pais me deram, respondi assim, com a voz mais estúpida que encontrei: "Para Cascais...". E lá o deixei a coçar os coisos e a lembrar-me de uma velha questão que aprendi há muitos anos: quem é que guarda o guarda? 

LP, conselheira, constantemente a dar o seu melhor # 2

No fundo, o post anterior serviu como introdução a este.
Eu disse bem: introdução.

- Tenho as mãos e os pés tão frios, quase nem sinto as pontas dos dedos, não sei o que é que hei-de fazer.

- Mete-os no cu.

Digam-me lá se não é verdade o que eu já acho há anos: que escrevo melhor nos comentários dos outros do que nos meus próprios posts # 2

Reparem na beleza, e também na subtileza disto, que deixei no blog da Uva Passa, neste post:


Uma pessoa lê este post e faz uma catarse ao seu blog :)
O meu preocupa-me cada vez mais. 
Preocupa-me cada vez que posto uma porcaria, porque sei que há pessoas que escrevem coisas como deve ser que vão ler aquilo - como tu.
Preocupa-me cada vez que posto uma coisa triste, porque sei que há quem lá vá para se divertir.
Preocupa-me cada vez que posto uma coisa a que acho um piadão, porque há a possibilidade de ninguém achar piada.
Anda aos zigue-zagues. Aos loopings. Às vezes parece-me que em direcção ao abismo.
Mas aquilo sou eu, revista, aumentada, melhorada e piorada. 
E é claro que isto não são só blogs :)
Não sei já como cheguei aqui. Acho que vim através da Filipa, ainda tinhas começado há pouco. 
Gosto disto hoje como gostava nesse dia. Não mudou nada.
E, mais uma vez, te digo: é tão bom ver-te crescer, filha :)
Encontro marcado para Maio, tu na banca a dar autógrafos, eu na fila, de cuecas amarelas <3

11/01/2015

O pessoal da rabanada

operou uma verdadeira invasão dos ginásios. Fizeram promessas de ano novo, que, a 11, ainda estão a cumprir, cheios de gana. Os donos dos ginásios sabem isso tão bem que fazem promoções em Janeiro, que ainda atraem mais povo. Resultado: uma sala de treino cheia, 80 % das máquinas ocupadas, com o resultado dos disparates natalícios e de vidas inteiras também à mostra. 

Em Março voltamos à ocupação normal. 

10/01/2015

A sangria que não tinha sumo nenhum

Agora a sério. Esqueceram-se de adicionar frutas e sumos e o genital à sangria que nos serviram no Porto. Parece que, por lá, uma pessoa pede sangria, e trazem-lhe, de facto, uma bebida vermelha para a mesa. Só que, para além de vinho tinto e brandy - que eu acho que era vodka puro, ou gin - não leva mais nada. Sei que ainda só tínhamos bebido um terço do copo e a compostura já era. Ela tinha-me avisado que diz as mesmas caralhadas que escreve no chat, e eu tinha-a avisado que os bonecos que ponho :D correspondem mesmo ao meu riso. Um terço dos copos, nem foi preciso mais. Ela diz aquilo tantas vezes que eu não tenho tempo de recuperar de um ataque de riso para o seguinte. Senti-me mesmo asfixiar no momento em que ela proferiu a seguinte frase, ora atentai:

Ó pá, os gajos hão-de pensar que ela f*de de cara***, cara***. F*da-se...





Companheira, a próxima rodada é em Lisboa!
(ponho link se tu deixares, mas acho que já toda a gente sabe...!)

Erros entalados

Toda a gente dá erros ortográficos. Eu também dou.
Ou melhor, eu não dou.
Ou, se dou, são tão raros e parecem tão de propósito que ninguém dá por eles. Ou, se dá, caga nisso. Sei lá, também me devo distrair, e assim. E nem sempre o corrector desta joça me avisa, sublinhando (agora sublinhou joça, só para ser cabrão).
Toda a minha vida blogosférica - que é muito mais longa do que parece aqui assim - vi erros nos blogues que leio. E, quando eram daqueles que iam dar, certamente, piadas na caixa de comentários, avisava por mail privado. Ainda faço isso, e sempre farei. 
Mas fico puta da vida quando vejo comentários a corrigir e ainda a fazer troça do erro.
Eh pá, posso ser uma granda anormal, mas tenho os meus princípios.
E estou mesmo udida comigo mesma porque, com a desculpa mental de ter o fim-de-semana todo comprometido com trabalho, ou por uma distracção imperdoável, vulgo leitura diagonal, não mandei o aviso a uma pessoa que muito prezo e, porra, já lá está a piada ao erro escarrapachada no blog. 
Estás proibido/a de vir para aqui armar a puta, ouviste? O que serve para ti, serve para todo/as.

Carrego duas pérolas nas mãos, hoje

Já há muito tempo que a vejo ali, sentada, sempre na mesma poltrona, com os olhos baixos, ou então a dormir. Quando fala, acerta o discurso, não troca as tintas e não pede pela bicicleta, como a outra, nem quer comungar e pergunta pelo padre a um sábado, como aqueloutra. Já sei que está a acordar quando começa a murmurar, aquele último estadio do sono fá-la falar baixinho, lá coisas que só ela sabe. Como a compreendo, toda a vida falei a dormir, se calhar mais do que acordada, raio da criança, que não havia cristinho que me calasse à noite. Hoje abriu os olhos, no meio do murmúrio, e disse "Ah... estava a sonhar que tinha aqui um menino pequenino, um bebezinho, mesmo ao meu lado, e agora...". E agora, o bebezinho não estava ali, e ela confusa, mas como...? "Eu também sonhei que tinha um bebé, esta noite. Sou tão viciada em bebés que sonho muitas vezes que tenho um". Contou-me ela, logo a seguir, ainda eu estava mergulhada no sonho que sonho tantas vezes, que perdeu um filho, "Eu enlouqueci", e caíram-lhe duas lágrimas tão grossas que me pareceu que iam pesar-lhe no colo vazio, por isso apanhei-as com a mão e guardei-as, porque a mim me pesam francamente menos.

09/01/2015

Porca afaga a porca


Este é o momento em que Linda Porca se aproxima da porca, levemente a medo (de salientar o pé-ante-pé), porque a bicha apresenta o focinho de ladex e nunca se sabe.


Mais confiante, acocora-se - não vai cagar na mata, embora pareça um pouco - e pondera tocar no focinho da porca, que continua a cabecear.


Nesta foto, podemos verificar que já existe contacto físico entre Porca e porca, chegando mesmo uma a tocar no focinho da outra, o que denota confiança mútua e, por que não dizê-lo?, amizade.

~

Special thanks to Pedro dos Leitões e ao senhor do parque de estacionamento, que preferiu fingir que não via nada do que se estava a passar ali à porta do restaurã.

Breve resumo das minhas últimas 24 horas

Há mais, e com textos - belos textos (os meus) -, mas não pode ser agora. Aguardem pacientemente a cena de Linda Porca a afagar uma porca linda.




Estou na Invicta, canudo!

Fria, azul, linda, minha.


Pelo menos uma das costelas do lado do coração, é daqui. Sinto-a mole de felicidade agora, por isso é que sei.


Tirei uma foto belíssima ao meu lanche de ontem - granda sanduíche de leitão, na Mealhada -, mas o coiso não aguentou tanta emoção e não conseguiu carregá-la para o blog. Não faz mal, carreguei-a eu na barriga, com um carinho mais que maternal.


O jantar foi na companhia da minha Sister (não ponho link, porque o coiso ainda breca, cua breca), e também da sangria mais alcoólica que já bebi (bebemos) na vida. Parece que ontem à noite estava calor por cá.


Mas isto não fica assim. Almoço na Mealhada, para lhe arrefinfar no porco outra vez. Ou não me chame eu Linda Porca. Genitais.

08/01/2015

Eu quero uma mala

Seus alarves.
Já estão a pensar sujidades.

Uma noite fora, é o ponto de partida deste post.

Mala do gajo/se eu fosse gajo:

- Um fato - que vai fora da mala. É fato-macaco, já que vai em trabalho.
- Uma camisa.
- Uma gravata.
- Um par de cuecas.
- Uma camisola interior - é que está puta frio, senão nem esta ia.
- Um par de meias.
- Pijama.
- Coisas da barba e dentes.


Mala da gaja/mas não sou:

- Um vestido - ou dois, para poder escolher. Também não ocupam assim tanto espaço.
- Uma blusinha.
- Um casaquinho de malha.
- Um par de calças - a pessoa pode mudar de ideias ou o clima alterar-se radicalmente.
- Cinto - para compor as calças, que elas não caem.
- Uma camisola mais fortezinha.
- Mais uma blusinha, para o caso de sei lá.
- Um par de botas - porque pode chover. E está frio, já disse?
- Um par de botins - ainda a ponderar. É que a pessoa pode querer usar com as calças.
- Um par de collants opacos. Ou dois, que é sempre que estamos longe que eles se rasgam de alto abaixo.
- Um par de collants transparentes. Ou dois, que é sempre que estamos longe que eles se rasgam de alto abaixo.
- Um par de meias altas - pode estar calor a mais para os collants.
- Um par de meias grossas - é que existe a possibilidade de vestir as calças.
- Um par de meias fininhas - a pessoa pode querer calçar sapatos com as calças.
- Dois soutiens - um branco e um preto. Por causa das blusas.
- Três pares de cuecas - nunca se sabe. Se calhar, ainda se põem lá mais outros três. Não ocupam espaço nenhum e é sempre bom estar prevenida.
- Cachecóis - dois ou três, para combinar com as diversas roupas.
- Luvas.
- Um blusão de pele - que são quentinhos e a pessoa pode fartar-se do sobretudo.
- Pijama.
- Chinelos de quarto - na verdade, são havaianas high heel, que a pessoa não é pessoa de meter o pé no chinelo fofo e confortável.
- Roupão. 
- Kit de maquilhagem - base, rímel, lápis, eyeliner, hidratante, removedor, cotonetes, discos de algodão.
- Kit de manicure - é sempre quando estamos longe que lasca tudo.
- Kit de depilação - é sempre quando estamos longe que os pêlos crescem súbita e desalmadamente.
- Kit do cabelo - champô, toalha, espuma, babyliss e, segundo parece, um spray fixante (fixação extra strong que controle a humidade invicta e mantenha as melenas no lugar).
- Kit de higiene pessoal - queríeis detalhes? E água das malvas, também não?
- Kit de penduricalhos - brincos (é melhor levar todos. Nunca se sabe), anéis, fios.
- 2 ou 3 livros - que andam no começa-pousa há semanas ("Um casamento de sonho", Domingos Amaral; "O diário de um banana - Assim vais longe"; "Baby blues - Foi ela que começou!").
- Uma mala sobresselente - para poder mudar. Uma pessoa farta-se de andar sempre com a mesma e a amarela não dá com tudo.


Será que vai estar tempo de praia?
- Toalha...
- Biquinis - vários, que isso é uma decisão do momento...
- Protector...

Daqui a pouco estão a defender a teoria da culpa do lesado

A sério. Não confundam responsabilidade civil com responsabilidade criminal.
A questão do apuramento do grau de culpa, para efeitos de graduação do valor da indemnização, é outra, totalmente diversa. E o texto que segue, ou foi encomendado e pago pelas companhias de seguros todas, ou caiu-lhes do céu aos trambolhões e serviu-lhes que nem uma luva. Desde 1966, num Código Civil perto de si.

Decreto-Lei nº 47 344 de 25-11-1966

LIVRO II - DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
TÍTULO I - Das obrigações em geral
CAPÍTULO III - Modalidades das obrigações
SECÇÃO VIII - Obrigação de indemnização
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Artigo 570.º - (Culpa do lesado)


       1. Quando um facto culposo do lesado tiver concorrido para a produção ou agravamento dos danos, cabe ao tribunal determinar, com base na gravidade das culpas de ambas as partes e nas consequências que delas resultaram, se a indemnização deve ser totalmente concedida, reduzida ou mesmo excluída.
       2. Se a responsabilidade se basear numa simples presunção de culpa, a culpa do lesado, na falta de disposição em contrário, exclui o dever de indemnizar.

Quem é que lavou a cabeça com água fria hoje, com Lisboa a 1º C?

Hã?
Quem é que tem tomates aqui, hã?
À parte ter ficado com o neurónio sobrevivo a fazer tic-tic-tic e as paredes da caixa craniana a estalar, está tudo bem.
Tic.

Velhas máximas sobre os homens que nunca ninguém me ouvirá dizer

Os homens são todos iguais


É que... não.
É que... nem vou entrar pela piada fácil de que há uns maiores que outros. Que os há altos e baixos, como as fases da vida, e gordos e magros, como as vacas por que vamos passando nesta dura realidade financeira.
Não. Os homens não são todos iguais. Essa generalização é, como qualquer generalização, extremamente redutora. 
E nós, mulheres, não queremos os homens reduzidos. Pois certo?


07/01/2015

Não pode passar de hoje

Porque isto foi hoje e, se não posto hoje, amanhã já não coise.

Lisboa, bomba de gasolina, 10 e picos: 3 º C.
Lisboa, segunda circular, 10:30: 4 º C.

Já sei o que é que vão dizer desta foto. Foquem-se nos graus, vá lá.

Cascais, 10:55: 13 º C.
Lisboa, 13:35: 5 º C.

O que vale é que eu sou de boa carnadura, senão já estava de molho.
Amanhã, enfrento estóica, lânguida e excitadamente o frio da In-bicta.
Here I go, Companheira!