12/12/2017

Foi tão blogger da minha parte # 7

Fui a um cocktail. Vim de lá agora.
Isto foi a coisa mais blogger que fiz nos últimos tempos. É o meu máximo.
O meu cabeleireiro comemorou 25 anos de actividade, e eu, freguesa para lá de vinte e quatro, compareci, após convite. 
Comi bolo (duas nano-fatias, é como se fosse meia fatia de um bolo normal). Anyway, não vou para nova, também não vou para magra, também não vou para freira.
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Uma mostrou o rabo à blogobola toda; a outra pôs a filha, que ainda não sabe escrever, a assinar postais de Natal com crianças vestidas de rena, de pila à mostra. (Uh, fancy, uh, moderno, aqui a atrasada é que não tem encaixe.)
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Nunca serei uma blogger a sério.
Nunca alcançarei atingirei aquele nível.

Eu também tenho uma árvore de Natal, ou pensam?

Era para ter sido montada a 8, que é uma espécie de tradição não vinculativa na minha casa, dia de dois dos quatro baptizados, dia de Nossa Senhora da Conceição (concepção, a quem justiça fiz), antigo Dia da Mãe, mas, essencialmente, porque marca o início dos trinta dias em que se aguenta a árvore em casa. Mais do que um mês do repolho — que, apesar de artificial, larga coisas verdes, enche de pó tudo à sua volta (há quem não aspire; não há quem aspire), e, a partir do dia, vá, 4 de Janeiro, já é lignum non grata —, parece-me demais.
Foi montada a 10, no limite do agora-já-não-aguento-é-não-ter-árvore-de-Natal. Algo que, não há muitos anos, era uma quase cerimónia, com direito a músicas natalícias de fundo (que me irritam, mas aguento e não choro), quatro crianças de barretes de Pai Natal (meus queridos duendes) a colaborar na decoração — brigando porque "tu já puseste mais bolas do que eu", "eu é que quero pôr a estrela", "estás a pôr os enfeites todos no mesmo sítio, este lado está careca", "eu não chego lá acima!" —, passou a ser uma tarefa que resolvemos os dois, em talvez quinze minutos, por uma estar fora, outra estar dentro mas sem vontade, outra ter ido ali "já volto, é o tempo de lavar os dentes" e o outro ter procrastinado com um "já vou". (Meus queridos duendes, onde vos haveis escondido, seus patifórios?) (Estão todos convocados para a desmontagem.)
Ficou azul, a minha árvore. Um pouco escura, porque é verde (não percebo porquê). Mas cheia de luzes, que este ano todas têm forma de amor.


10/12/2017

Um daqueles que, à partida, tem cara de ir parar aos rascunhos, a fazer companhia aos outros mais de 100 (cem!)

Isto hoje já me veio à cabeça por muito mais do que uma vez, as suficientes para me apetecer dizer coisas acerca.
Tinha a impressão de que o Salvador Sobral tinha ganho o Eurofestival há mais tempo. Afinal, fui ver, e verifiquei que foi só em Maio, há sete meses. Em Junho, num daqueles episódios que acontecem aos melhores — e atire a primeira pedra quem não tem um, dois, dez acontecimentos na vida que gostaria de enterrar na quinta subcave e limpar da memória —, e eventualmente porque é um tímido, porque não tem um manager capaz de o orientar, porque é um irreverente, porque é a anti-vedeta, porque 'ta nem aí, esticou-se um bocado e estendeu-se ao comprido, com a ingénua intenção de testar a sua popularidade junto dos fãs. [Nem sei se ponha aspas ou itálico em fãs.] [Pobre rapaz. Quanta ingenuidade, num país de invejosos, em que só se está bem quando se vê os outros na merda.] 
Com isso, o Salvador Sobral, que, um mês antes tinha alcançado um prémio que jamais fora conquistado em Portugal (ou me falha a memória — mas também não vou estudar mais esta —, ou tivemos, ao todo, dois sétimos lugares), enterrou-se, levando para essa cova a carreira, passando de bestial a besta em menos de, vá, um pum. Sim, existe a questão de saúde, a "justificar" a ausência dele desde aí. Sim, e também existiu a questão da saúde do Zé Pedro dos Xutos, tratada por toda a gente, comunicação social incluída, de forma totalmente diversa. 
Agora que, finalmente, foi transplantado, em que está ainda mais fragilizado do que antes, pergunto-me se aqueles que consideraram a cena do peido do Salvador Sobral o horror, a excomunhão, não serão os mesmos que contribuem para a poluição do ar nos espaços públicos — quanto mais não seja com as suas opiniões fétidas —, e não serão os mesmos também que publicarão RIPs nas suas páginas, que puxarão a lagriminha televisiva, e que aplaudirão de pé, após minuto de silêncio, caso o Salvador Sobral não sobreviva até ao próximo Eurofestival, que — yey! — será em Lisboa. 


09/12/2017

Dica # 11

Assumamos que estou para a sabrina tal como estou para o dentista e o oftalmologista: toda a gente vai, eu também quero. E, por esse motivo, vou.
Por mero acidente de percurso, este ano adquiri um par de sabrinas, lindíssimas, caríssimas, porém desconfortáveis, ou, em resumo, um mau passo — literalmente — que dei na vida. Aquela costura ao redor de todo o peito do pé é coisa para me esfrangalhar os nervos do delicado, e me demover de as calçar, preferindo uns bons compensados, ainda que com doze centímetros de salto. (Até porque fico mais alta, e ser poeta...)
No entanto, há coisa de escassos dias, dei de caras com sabrinas com um ar indubitavel e excepcionalmente confortável, cujo preço era tão uma piada, que desatei a rir, de fácil que sou, e trouxe-as.


É isso: Primark, e atentem que ninguém me paga para isto. Ainda que pagassem, dizia bem na mesma. Quatro euros, não sei se dá para perceber a dimensão da coisa. Quatro. Qua-tro. Até podem desmanchar-se daqui a quatro dias, até podem começar a cheirar a estrume (oh, LP...) daqui a oito, mas terá valido a pena na mesma. Amo-as.
De seguida, alevantou-se-me a questão de o que calçar quando (nas raríssimas vezes em que) me visto de azul durante o Inverno, e (nas raríssimas vezes em que) quisesse calçar sabrinas.
Olhem, trouxe as azuis.


Também há bege e outra cor que não fixei, é irem verificar (acho que bordeaux). 
Ando com elas por casa, feliz de ter sabrinas como as outras pessoas. 

E é isto, assim por hoje.
Quatro euros.
Hahahaha. Ha-ha.