12/01/2015

Eu fui à Buraca

Imaginem que vão muito bem no IC 19, com a intenção de sair para a CRIL, mas a saída está impedida pela polícia. Saem na saída seguinte, que é a Buraca, ficam perdidos na porra da Buraca, encontram um polícia, param para lhe pedir ajuda, ele não sabe como vos ajudar, inclusivamente pergunta se sabem onde fica o IC 19, quando vocês acabaram de lhe dizer que saíram do IC 19 NAQUELE MOMENTO, e o homem coça os coisos o tempo todo, enquanto fala convosco, até mesmo quando pergunta "Mas a senhora quer ir para aonde?".
Resposta correcta para esta pergunta, nesta situação? "Às putas", pois claro.
Mas eu, em mais uma prova irrefutável da educação primorosa que os meus pais me deram, respondi assim, com a voz mais estúpida que encontrei: "Para Cascais...". E lá o deixei a coçar os coisos e a lembrar-me de uma velha questão que aprendi há muitos anos: quem é que guarda o guarda? 

22 comentários:

  1. Já vi que por toda a blogosfera se fala de bolas... é bonita, a união temática.
    Diz ao SOG que eu hoje tenho lá um post pequenino para ele não se cansar... ;)

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    1. São os chamados "temas redondos" (baptizei eu agora). Pelo menos, não são fracturantes.
      Ele vem aqui vezes suficientes, e também lá :)
      Mas eu dou o recado.
      (freguesia exigente, esta. Um jerrican de água das malvas resolvia muita questão pendente :)

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    2. É muito feio, falar nas costas das pessoas, mesmo quando a pessoa sou eu!!!
      Tenho dito :P :P :P :P

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    3. Pois, que és anjo e não tens costas, sei.
      :P

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  2. Os guardas não se dão muito bem com buracos. Imagino que será o mesmo com buracas.
    A culpa é tua. Se querias ir para Cascais, podias muito bem 'apanhar' a AE1, até Gaia, e esperavas que o semáforo ficasse verde.
    Como alternativa, compra um 'gps', daqueles que indicam os locais onde podes encontrar polícias a coçar 'os coisos' :-)

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    1. Gaia? Por mim, até ia mais longe do que isso.
      A ideia era não apanhar ninguém a coçar-se à minha frente, pelo caminho.

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    2. A ideia não seria mas ... aconteceu.

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    3. A Karmen persegue-me.

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    4. Karmen, a malvada.

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  3. Olha, o que guarda os coisos do guarda sei eu: culotes! xD

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  4. Então... Toma lá!

    https://www.youtube.com/watch?v=F-KWZ9X9-ok

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    1. "Eu quero ir à Buraca passear em seus frondosos matagais". Parou-me a boneca aqui.

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    2. Tu não me digas, Linda Porca, que não conhecias esta pérola da música Popular Portuguesa...

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    3. Conhecia, claro que sim :)
      Mas nunca me tinha debruçado com fervor na letra.

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  5. "uma velha questão que aprendi há muitos anos: quem é que guarda o guarda?" - aprendeste a questão, mas não a resposta? Só porque o homem estava a coçá-los, pões em causa todos os agentes da Polícia de Segurança Pública nacionais??
    Ouvi dizer que "uma parte, não faz o todo"!! ;)

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    1. É verdade. A questão é dessas que não têm resposta única, exactamente para demonstrar a 'impunidade' de quem veste uma farda ou está investido de um poder mais ou menos soberano.
      É claro que uma parte não faz o todo, mas, naquele caso em concreto, há ou não há perda de confiança num agente que se comporta como um babuíno? E se, de repente, eu precisasse de protecção efectiva, era a um suíno que a ia pedir, queres ver? :P
      Mais depressa me desengomava sozinha. Capaz de me pedir para o ajudar a coçar-se.
      (mais um comentário que devia ser elevado à categoria de post. Genitais, sou tão boa antes das 8 da manhã)

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    2. Portanto devido ao seu comportamento errático, em caso de perigo efectivo, o senhor preferia violar-te, do que salvar-te a pele? ...parece-me um bocadinho repuxado... :P
      Eu percebo que a atitude do senhor não fosse decente, aliás conheço homens que não se inibem de coçar a tomatada onde quer que estejam, o que diz muito deles, mas não quer dizer que sejam bestas (animal desprovido de sentimentos), nem que não sejam bons profissionais na sua àrea.
      A educação e a higiene nem sempre definem o carácter de uma pessoa. Muitas vezes, são resultado de uma educação em meios rurais e dada por pessoas humildes que não souberam muito mais para si mesmas, porque nem sempre a vida lhes deu essa oportunidade.
      (mais um comentário que devia ser elevado à categoria de post. Genitais, sou tão BOM DEPOIS das 11 da manhã)

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    3. Não disse que o homem preferia violar-me. O que acho é que a confiança na protecção se perde, instintivamente, diante de um elemento que nem um comportamento socialmente aceitável consegue ter, em situação não limite, quanto mais em estado de necessidade. Provavelmente, sairia a correr como uma donzela e eu é que teria que o carregar no colo.
      Claro que a educação e a higiene não definem o carácter de uma pessoa. Mas definem (ou obedecem ao mesmo esquema) o seu comportamento. E há mesmo uns que dispenso, que queres? Sou uma esquisitóide da merda.
      (pensando bem, eu também sou tão boa depois das 11 da manhã) :P

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    4. "nem um comportamento socialmente aceitável consegue ter" - eu não acho que seja uma questão de comportamento, mas um reflexo inato da pessoa.
      Eu digo isto porque me mete nojo ver um homem a coçar a tomatada em público, mas já vi pessoas pelas quais tenho imensa consideração a fazê-lo e não foi por isso que cortei relações com as mesmas.
      Nem toda a gente teve as mesmas oportunidades ao nível do desenvolvimento pessoal e se, nesta altura se fala tanto em tolerância, eu, mas isto sou eu que posso estar errado, acho que a tolerância devia partir das pequenas coisas.

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    5. Ora, bamo lá a ber.
      Reflexo inato é também dar peidos. É também tirar cacos. É também chuchar nos dentes. E não. Não.
      E não se trata de cortar relações, desde o momento em que essas relações sequer existem.
      Não me digas que aceitas que um estranho esteja a conversar contigo enquanto se coça nas coisas dele. Não digas. Não.
      Isso da tolerância levava-nos demasiado longe aqui. Leva esse conceito ao limite e voltamos à pré-história, onde cada um cagava onde lhe dava na cólica naquele momento, já.

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    6. Acho que estás a exagerar, só isso :P
      Tias...

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