Consulta de oftalmologia, como acompanhante, que eu, graças ao Diabo, nem óculos nem lentes e, mesmo aos óculos de sol, possuo uma resistência, que ainda hei-de ter a cara toda engelhada como a de um pescador, que só aí, e talvez nem aí.
Início da consulta, piscadela de olhos para mim, lá atendeu a paciente dele, de vez em quando tirava a cara da máquina de observação, olhava para mim e mais uma piscadela de olhos, cheguei a ponderar se o senhor não teria antes um tique, mas não, só se o adquiriu entretanto, que já não é a primeira vez que o vejo, raismapartam a minha vida, agora até o dos olhos me faz olhinhos. Não há-de ser das extensões de pestanas, que já arranquei caíram quase todas.
Passa a receita, pontilha o discurso com "Qualquer dúvida, telefone-me". Repete, "Não hesite em telefonar-me", "Já sabe que estou aqui para o que for preciso".
Sai connosco do gabinete, passa o corredor todo, leva-nos ao elevador e, a última coisa que lhe ouço, é "Telefone-me".
Estou a fazer a encomenda das lentes e verifico que ele receitou uma marca que não tem lentes mensais, só diárias. Mas, na receita, consta mensais.
Porra, pá. Isto é um fardo.
Ficou mesmo com vontade de te (re)ver!
ResponderEliminarPoupei-vos eu ao comentário que fez a paciente dele quando de lá saímos!
EliminarÓ, conta!!!
EliminarNão é bonito.
EliminarGastronómico...
Tomates?!
EliminarÓ pá, este blog obriga-me a pensar: ele é gastronomia, corpo humano...
No fundo, isto é um espaço cultural. Intelectual, mesmo.
Eliminar"Olha, este quer-te comer". Senti-me um Capuchinho Vermelho.
Eu é mais problemas com AS médicas. São umas chatas, principalmente quando querem saber o nosso passado e tal.
ResponderEliminarPor vezes penso, porque me fizestes tão belo, meu Deuseazeazeaz? :-)
É uma cruz que uma pessoa tem que fazer um esforço por carregar com um sorriso.
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