05/09/2015

De vez em quando, vai-se um embora

Nunca percebi muito bem o fenómeno do aparecimento e, principalmente, do desaparecimento de seguidores nos blogues. Há dez meses, o meu buraco contava 6 followers — mês flowers —, e éramos felizes na mesma, os sete. E nenhum era eu própria. Agora tem 66, e dois sou eu, porque foram perfis criados por mim, um para fazer face a uma campanha eleitoral que não arrancou da casa 1 (típico de um pequeno partido só com dinheiro para mandar cantar um rouxinol, e-e...), o outro porque, quando chegou aos 69, criei o Eu em Alter Ego, para ser eu o my own 69. Isso não me adiantou grande coisa, uma vez que, contrariamente ao que algum dia pensei — porque não pensei —, entretanto saíram uns e entraram outros. E, um destes dias, volto a ter 69 e depois só eliminando os "falsos" é que não fico ali que meses a refogar o número da piada yin yang. 


Mas vá que sejam 64. São sessenta e quatro pessoas que, de cada vez que eu publico alguma posta de salmão das minhas, hipoteticamente, a lêem. E isso é muito lisonjeiro, embora espantoso. Está bem que o número de visitas diárias não equivale ao número de seguidores — por um lado, porque nem todos eles continuam a ler-me, por outro porque haverá quem leia e não seja seguidor. E há ainda quem venha ao engano, tal como ditam as fontes de tráfego —, ou seja, para variar, não estou a ter um ataque de imodéstia.  
Mas, de vez em quando, vai-se um embora. Já aconteceu um ou outro bater a porta, chateado. Também já aconteceu um ou outro correr atrás do chateado. Já aconteceu alguém sair porque, simplesmente, o seu blog saiu do radar e, por conseguinte, o avatar levou o mesmo destino. 
De todas as vezes que um se vai embora, ando um ou dois dias — embora não dedique a essa pesquisa mental as 24 horas, tão pouco as 48 —, a tentar fazer uma exclusão de partes, para perceber quem foi que se foi. Não tenho, naturalmente, o registo de todas as pessoas, pelo que me vejo obrigada por mim mesma a ir puxando pela memória, poupando os cabelos, se quiser saber quem falta. Não porque isso me tire o sono ou desafague o ego  — que, conforme sabeis, é enorme —, mas porque sou uma curiosa das pessoas e seus comportamentos, e a blogobola é uma panóplia demasiado rica para que se possa passar por ela sem que se tente — ao menos, tente! — percebê-la.
O que nunca me tinha acontecido foi ter-me apercebido da falta de um seguidor, e essa falta se ter logo transformado em saudades. 

6 comentários:

  1. Queres mais um seguidor? Pagas bem?
    Vá, aproveita, estou bem disposto, quase em estado zen.
    Um seguidor sempre é melhor que um perseguidor. Ou não.
    Já lá estou :)

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    1. Os seguidores são como os filhos: antes mais um do que menos um.
      Mas não estava a pedir mais um.
      Ainda assim, fico contente, claro que fico.
      Bem vindo :)

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    2. Eu sei que não pediste. Tu és lá mulher para pedir coisas...

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    3. Até sou, como toda a gente. Mas esta não é uma delas.

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    1. Bem vinda ;)
      E recebe-me lá na tua casa, sff. :)

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