21/01/2016

[Socorro, não sei que título dar a isto!]

Até me apetecia escrever alguma coisa com pés e cabeça e, já agora, com uma anca de estalo e um belo par de...
Ai, desculpem. 
Foi da febre. 
Na verdade, não tenho assunto nenhum. Estou com trabalho até às orelhas. Melhor dizendo, até ao tecto, porque mal levanto as orelhas, apercebo-me do que vai ali para cima que ainda está por fazer.
Chove lá fora. A roupa não vai secar. Com alguma sorte, ainda vai ficar a cheirar a mofo. 
Estou constipadíssima. Espirro a cerca de cem quilómetros à hora, para cima de todas as minhas mobílias. Está tudo encharcado, especialmente o interior do meu crânio.
Tenho a cabeça cheia de cocó.
Parece mesmo que uma tarântula se instalou no meio das minhas sobrancelhas. De vez em quando, acorda, espreguiça-se e estoira-me olhos, nariz, ouvidos e vá lá, que eu sou uma senhora. 
Isto foi o melhor que consegui por hoje, para vir cá picar o ponto e não provocar a desilusão a quem ainda cá vem e só encontra refogados de ontem.
Por falar nisso, como uma desgraça nunca vem só, hoje fiquei a saber que um dos meus vizinhos assou chouriços a semana passada, entre quinta e domingo, que foi quando o meu toalhão de banho esteve estendido na corda, a secar a este sol de Inverno. Hoje esfreguei-me nele e fiquei a cheirar a Santo António. Ou a Lelo. Depois cheguei ao parque de estacionamento e o cigano quis arranjar os riscos no pára-lamas que a miúda lhe arrefinfou a semana passada. Eu disse que não, que tenho um mecânico óptimo, que me faz tudo barato. Bem feita para não ser mentirosa, que nem um cigano acredita em mim. Não existem mecânicos óptimos, ainda menos que façam tudo barato. Quando voltei ao parque, uma hora depois, já ele tinha apagado os riscos ao meu boi, e o pára-lamas estava lisinho. Finquei pé, que queria saber como é que tinha feito aquela magia, ele apanhou um papelote muito porco do chão, no meio da lama, e mostrou-mo. Eu tenho para mim que aquilo foi com saliva. Mas também, a cheirar a cigana como eu hoje me apresentei, creio que foi mais por solidariedade do que por outro motivo qualquer que o homem fez aquilo. Que se lixe, dei-lhe um euro.
Atchim.
(Santinha, de pau carunchoso.)

16 comentários:

  1. Só um euro? Forreta, pá! :p

    As melhoras, Lindinha. :)

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    1. Antes que me assaltasse :P

      Obrigada, Marioca. Beijinhos :)

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  2. Não posso! Onde é isso? Em Fevereiro tenho de ir a Lisboa e tenho uns arranhões no pára-choques (do carro) que dava um jeitão arranjar por um euro.

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    1. Lumiar. Mas o homem diz que se vai embora amanhã para a Roménia.
      O truque é papelote na lama, zás-zás-zás.
      (Ainda não fui verificar se o pára-lamas está lá ou se já caiu.)

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  3. Ah! Desculpa... as melhoras!!


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    1. (A tarântula dorme, neste momento...)
      Obrigada. :)

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  4. que compincha. a lama deve ser de grande qualidade e o trabalho foi de uma nobreza tocante.
    as melhoras. devias ter-te consultado com o "mecânico" por causa desses espirros. eram mais 50 cêntimos e ficavas governada. :))
    beijinhos, Linda.
    As melhoras, mesmo.
    Mia

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    1. Não te admires que tenha cruzaddo o meu caminho um curandeiro Professor Karamba ou Mamadu, que resolvem os problemas todos, até de amarração, seja lá o que isso for. Devia ter aproveitado :)
      Obrigada, Mia.
      Beijinhos :)

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  5. LB,
    Boas melhoras !

    Papelote na lama e zás-zás ?
    ;) :))


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    1. Obrigada, José :)
      Queres ver que a lama é milagrosa?

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    1. Estou péssima. Pareço um homem!

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  7. Tudo tranquilo, então.
    Por acaso já reparaste se não falta nada no (resto do) carro?
    Quanto ao cheiro ... há piores ;)

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    1. Nem tenho tido tempo de olhar para ele. Aquilo anda para a frente, é o que importa :)
      Sim, podia ter-me calhado o da sardinha, ou dos pimentos assados!

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  8. Por acaso, podias ter dado 3 euritos pelo menos ;)

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    1. Era tudo o que tinha no bolso da gabardine (e levava mala, carteira e chapéu de chuva, já não tinha mãos a medir, literalmente. E quem dá o que tem... :)

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