22/08/2015

Mas ninguém cala este homem? # 3

Por acaso, vem mesmo a propósito. Tinha aqui alinhavado um post há umas semanas, sobre esta questão do sms. Ora, aqui está a prova em como isto é verdade.

Para os outros, não sei, mas, para mim, sms é masculino. Todos os nomes de letras são masculinos. Nós dizemos O ÉSSE. O ÉME. Uma sigla composta por três letras, faz todo o sentido que seja considerada no masculino. Mas não é isso que lhe determina o género, na minha cabeça obstinada, que é para não lhe chamar teimosa, casmurra, ou outra coisa qualquer terminada em urra. Também não dizemos o RTP, nem a PSD. O que, verdadeiramente, determina o género à sigla sms, é o substantivo que a compõe: tanto em short message service, como em short message system (parece que a doutrina se divide neste S), o substantivo  (serviço ou sistema) é masculino na língua portuguesa. Assim como na RTP ([emissora — substantivo feminino — de] rádio — substantivo de dois géneros; televisão — substantivo feminino) e no PSD (partido — substantivo masculino), a masculinidade é inerente à sigla sms, precisamente pela mesma ordem de raciocínio. 

Portanto, ao contrário do que defende JAS, que ninguém cala, semana após semana, eu não tenho dúvidas (e raramente me engano) de que sms se diz O sms. No entanto, reconheço que, num único ponto, num micro-pontinho, me assemelho a ele: a mim também ninguém me cala. Só que eu tenho razão. 

Revista Tabu, Jornal Sol, esta semana, pp. 72

14 comentários:

  1. SMS é, na verdade - e na prática -, uma mensagem.
    Logo, trata-se de uma SMS.
    E não me ronques. Ainda estou chateado contigo por já não seres Porca.

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    1. Para ser UMA sms, a sigla teria que ser só sm.

      Rhhhhh.
      Cá beijinho.

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    2. Então queres algo como "envia-me uma mensagem, através do teu telemóvel, utilizando o serviço de mensagens curtas", é?
      Para isso, esqueça-se a porcaria da sigla, que nem serve para nada, e utilize-se apenas o termo que, na verdade, representa a coisa naquilo que ela é: uma mensagem!
      E não me venhas cá com beijinhos.
      Perdi a minha Porca e isso não se resolve com cá beijinhos.

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    3. Quero. Amanda-me uma mensagem, Escribinha...
      Usasses tu A email e eu explicava-te os motivos da mudança.
      Não perdeste nada.
      Cá outro beijinho.

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    4. Não tenho email. O, repito, O email é coisa que não me assiste.
      Tal como a Porca, que não existe.

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    5. Então não era A email, como A sms? Ai que confusão.

      Cria um, para poderes amandar-mo.
      A Porca vive!

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    6. Não... É O email, porque se trata do correio.

      Não vive, não!

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    7. :) e tu levas-me a sério.

      Vivinha, vestida de azul.
      (Levas-me a postar um vestido azul, aquisição de hoje...)

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  2. Enquanto comprarem o 'Sol', o homem não se cala.

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    1. Ao contrário de mim, que, leiam ou não o meu blog, não me calo.

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    2. Sua picareta falante :))))))

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    3. Esse é o Guterres, que me bate (não literalmente) aos pontos! :D

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  3. E deve-se dizer "o blog" ou "a blog"? :P

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    1. Existe um tempo antes e um tempo depois de JAS.
      AJAS dir-se-ia o blog. DJAS diz-se a blog, a post, o blogosfera, e assim sucessivamente, trocando os femininos e os masculinos todos, num exercício assaz interessante com vista ao zero. :P

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