21/03/2016

As fronteiras da língua

Estou a explicar-lhe que não me estou a ver naquele papel. Que não me enquadro. Que me sinto uma outsider, ao fim de alguns meses ali dentro. Que não vejo o caminho a direito, nem vejo nenhuma luz lá ao fundo. Que preciso de uma candeia que vá à frente, para me iluminar duas vezes, a ver se, na encruzilhada em que me encontro, consigo tomar uma decisão, optar por uma via, que não me deixe margens para arrependimentos, uma vez que não poderei voltar atrás, naquela que tome para mim. 
E ouço como resposta:
- Eu, por exemplo, sei o que valo. E o que eu valo, basta-me.

22 comentários:

  1. Se isso lhe basta, é caso para dizer que se contenta com pouco.
    Também é pena que o autor da pérola não seja do Norte... aí podias responder "méeeeeee" ;)

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    1. Que eu saiba, não é...
      Ele bale, como um memé, ele bale tanto... :)

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    2. Se ele Bale, eu Cristiano Ronaldo :P

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    3. Cuidado, olha lá isso dos aviões para Marrocos. E as férias na Grécia, com os rapazes :P

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  2. Ora aí está uma pessoa decidida, como eu! Eu também sei bem o que valo...

    ;)

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    1. Conheces o teu valhor, portanto.

      :D

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    2. Absolutamente! Valo o meu peso em cascas de banana!

      (Ó, vala-me Deus!)

      :)

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    3. Isso sim, é uma postura de valhor!

      (E valam-nos os santinhos todos!)

      :)

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  3. Querida Linda Blue,
    No final desse túnel, adivinha-se um túnel mais pequeno. Salve-se quem for de valor.
    Bom dia,
    Outro Ente.

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    1. Querido Outro Ente,
      Pode até ser mais estreito, pode até ser mais escuro. Eu só queria que me garantissem que não se trata de um buraco negro. Lá o que valho eu, enfim, também eu sei o quanto é. Não se trata de medo, e sim de não ter tempo a perder.
      Um dia feliz,
      Linda Blue.

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  4. Que importância têm um 'l' e um 'h' na vida das pessoas?
    Linda, estas coisas logo no início da semana, não ajudam a raciocinar.
    Pronto, já sei, não 'valo' nada :)

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    1. Nenhuma. Pode ser apenas a diferença entre o fico e o vou-me embora.
      Lá para sexta-feira, apesar de santa, massacro-vos com outra deste género.
      Até lá :)

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  5. Não vou comentar este post, apenas o título. A lingua de facto não tem fronteiras, não :P

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  6. Tu valhes mais do que essa pessoa valhe, tenho a certeza! E olha que eu sou pessoa de valhor, ou seja, valo muito!

    Caraças que quase não conseguia escrever este valhorosíssimo comentário. Há trocadalhos do carilho!

    Beijocas valorosas, Lindinha azul :)

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    1. Maria, tubarilhas-me. Então não é "trocadais dos genitilhos" que se diz?

      Beijocas destrocadas, Miss Poetry :)

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  7. Ora cá está uma coisa que eu também sei: o que balo. Gosto muito de balir.

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    1. Eu, depende. Seguir rebanhos não é muito a minha praia.

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  8. Um dia empresto-te o puto, ele que não tem fronteiras nem travão na língua, ele não hesitará em dizer a essa pessoa de grande valhor, "Não é valo, é valho!"
    Só terás de engolir a risadinha, é o que eu faço.

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    1. Já tínhamos isso combinado desde a última pérola que aqui deixei, Be.
      Empresta-mo. Eu garanto que nem a risadinha engulo. Vem tudo o que já cá está entalado cá para fora.

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    2. Quando quiseres ou a circunstância de prestar ;)
      A mim tem-me dado um jeitão!

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    3. Só é pena que sejam tão imprevisíveis e, por isso, inesperadas.
      Eu tive uma assim, mas depois ela cresceu e ganhou filtro :)

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