25/04/2016

Pela liberdade

Não sei se foi pelo avô que correram as duas, hoje. Quero acreditar que sim, tal como acreditei que foi pela avó que correu uma delas há duas semanas. 
Dois pássaros livres, já nascidos em liberdade, cujas asas, quando sentem presas, basta sacudirem para que possam retomar o voo pela imensidão de azul que a vida tem para lhes dar. Nem isso falhou hoje: um dia azul, a comemorar a liberdade que lhes foi berço e lhes será sempre companheira.  
Conquistaram uns a libertação, para oferecerem a outros a Liberdade — talhada, a régua e esquadro, a escopo e martelo, a medo e coragem, a reticências e certezas, pelo avô delas — e por tantos pais de tantos filhos, por tantos avós de tantos netos —, também, e muito em particular, para elas: ainda que só imaginadas fossem, ainda que nem germinadas estivessem. 


2 comentários:

  1. Correr pela liberdade vale a pena. Nem que seja parado.
    Boa semana, um beijinho.

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    1. E é uma corrida que nunca terá fim. Parar, para descansar, e depois retomar, sem nunca perder a direcção.
      Boa semana também. Beijinhos

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