31/10/2017

O que é que eu fiz???

Agora a sério, o que é que eu fiz, que me voaram daqui três ou quatro seguidores nos últimos tempos?
Ando a ser ainda mais controversa/ enigmática/ irascível?
Menos interessante/ sedosa/ brilhante?
A concorrência esmaga-me/ trucida-me/ electrocuta-me?
Está mesmo tudo a ir embora da blogobola? [Socorro, não quero ficar sozinha a pregar!]
O que é que explica que os seguidores diminuam, mas as visitas aumentem? [Stalkers?]


(Por falar nisso, tenho para aqui um seguidor que entra e sai, e fica e vai-se embora, e volta e torna — que mais não é do que o milésimo nick de uma senhora lá do sul, que perde demasiado tempo a criar bonecos para saber em tempo real quando é que eu posto posta nova. Mulher, eu já percebi há qu'anos que esse senhor és tu. Se queres vir a correr cá ler quando há coisinhas novas, sem teres que criar mais outro perfil, faz assim: segue em anónimo, boa? Assim, eu nem fico a saber que tu és tu e que passas cá a vida. De nada, vai em paz.)


Ponham-se no meu lugar # 3

Ela arranja-me as unhas de duas em duas, de três em três semanas, dependendo, subjectivamente, das (minhas) luas e, objectivamente, do crescimento das faneras. Portanto, não trabalha para mim, mas também não trabalha comigo. É assim um híbrido.
Pediu-me que lhe visse uns papeis lá do local, pois parece que lhe andam a comer folgas, não só por não lhas proporcionarem, como também por não lhas pagarem. E eu, ai que sim, manda-me lá isso, enquanto ela limava, podava carnes com o alicate e me metia as mãos no forno. No fim, como sempre, paguei o trabalho dela e ainda a agraciei com uma moeda redonda. 
Pim, pim, pim, dezoito notificações no whatsapp, e vai a gulosa e depara-se com nada menos do que dois textos corridos ecrã afora — num Português relativamente ininteligível, dado que ela não é portuguesa —, e mais dezasseis fotografias de documentos. 

Vamos lá a ver: 
1. Ela presta-me um serviço;
2. Eu pago-lhe o serviço;
3. Ela pede-me um serviço;
4. Obviamente, não mo pagará;
5. Ela trabalha para sobreviver;
6. E eu?
7. Hã?
8. Trabalho para aquecer?
9. É uma terapia ocupacional?
10. É suposto fazê-lo de graça, qualquer coisa que me levará, no mínimo, duas horas a analisar e a rasgar uma opinião minimamente capaz?

Pôxa.


30/10/2017

Na senda de "Sou só eu?" # 10

Que já ando a ficar nervosa com a m. do Halloween? 
Estive no Dolce Vita Tejo anteontem (dia 28 de Outubro), na demanda pelo botim que me aprazeria ter no pé, e eram actividades "lúdicas" em todos os recantos da enorme superfície: eram adultos a pintar caras infantis, eram abóboras, eram morcegos e eram teias de aranha por todo o lado, eram miúdos de capa preta a correr e a saltar desenfreados em quase todas as direcções, era a PDL. (Espera, já não nos bastavam cá os das tunas e os das praxes).
Ontem (dia 29 de Outubro) jantei num local público, onde cirandavam duas miuditas com as ditas capas, mais caras pintadas com teias de aranha, mais cornos vermelhos nas cabeças, mais guinchos a condizer com a palhaçada. 
Quatro dias antes da data marcada (?) para o acontecimento (???), e é isto. O Carnaval são três, e a vida são dois. 
Mas está tudo doido, ou sou só eu?
(Isto, vindo de uma pessoa cuja vizinha está há duas semanas neste registo. Quem sabe não estou apenas inquinada.)

A varanda

A porta de casa


E o teu primeiro blog, qual foi?

Aquele que te fez ler, e ler as postagens até ao início dos primórdios dos primeiríssimos tempos, e reler, e esperar pelo próximo post, e rir e chorar com o autor dele, e ter uma curiosidade imensa em saber quem estava atrás das palavras, e, no limite, te deu o clic e te fez pensar "Eu também sou capaz de uma coisa assim"?

O meu foi Mulher à beira de um ataque de nervos (vão-se lá perceber os meandros das nossas pesquisas, os acasos dos nossos meandros). Não foi há tantos anos quantos os blogs mais antigos e sobreviventes já contam, mas, ainda assim, foi há muitos anos, talvez nove ou dez. Era o blog de uma jovem mamã, com um filho pequeno, a quem nasceram entretanto mais duas filhas, a última das quais em casa. Lembro-me de ter rido até às lágrimas com um post sobre calças saruel ("Socorro, tenho o pipi descaído", foi só a melhor descrição daquela peça de roupa), e de ter chorado até às lágrimas com a tristeza da perda de um dos gémeos. Um dia, a autora partiu para o Dubai, fechou o blog e nunca mais o reabriu. Espero, sinceramente, que esteja bem e feliz, porque é daquelas pessoas que merecem mesmo.
Depois deste, atrás deste, em consequência deste, vieram o Salsifré Desgraçado e O piston é a cabeça do homem
E depois, outros e mais outros — uns que ficaram, outros que foram ficando, outros ainda que se foram (porque fecharam; porque eu os fechei). Assim como, certamente, o meu fica e depois também se vai. 
Então e o teu? Qual foi o do tal clic?