03/11/2013

Trituradora

Ontem li que a televisão é a máquina trituradora de pessoas e gostei da metáfora. Isto vinha a propósito da separação da Bárbara Guimarães e do outro senhor de idade.

Entretanto, completamente por acaso, veio parar-me aos olhos, pela leitura de um blog muito popular, a revelação de uma intimidade acerca de uma blogger, a qual, tanto quanto sei, nem sequer conhece a outra blogger que faz a revelação. E é exactamente o facto de as duas não se conhecerem mutuamente que me deu que pensar - Primeiro: como é que uma toma conhecimento de algo da vida da outra que, eventualmente, ela estará a guardar para a família e amigos mais próximos? Segundo: que força anímica envolve estas pessoas a virem para a praça pública revelarem intimidades umas das outras, ainda mais de uma pessoa que nunca sequer lhes dirigiu a palavra, nem que fosse numa troca de comentários? Terceiro: qual é o provento imediato de uma atitude destas? E o mediato? Mais leitores? Mais ainda? E para quê? Será que já existe uma indústria por trás dos blogs que obriga as pessoas a escreverem, ou pior, a escreverem sobre determinados assuntos para chamarem leitores - como qualquer reality show, cujo conteúdo não interessa, pode ser a maior bosta, o importante é a share - sem limites de decência ou interesse mínimo?

E não sei se quero estar aqui. Não sou nem serei uma blogger, seja lá qual for a acepção que a palavra possa ter. Mas estou longe e não me enquadro no esquema destes exemplos que acabei de descrever. É a única maneira de não correr o risco de um dia ser triturada pela blogosfera, essa sim, uma máquina poderosa. Que, para o bem e para o mal, fornece uma "fama", que é tão efémera como a que a televisão sempre forneceu. Com consequências nefastas na vida das Bárbaras todas.

31/10/2013

Ele existe, ele vive!


Está na Zara à minha espera, lindo da mamã! Vou ficar um cisnão negro, sem nunca ter dançado mais do que uma aula experimental de ballet. 


30/10/2013

Eu posso estar com um distúrbio alimentar

derivado a andar a postar fotos de comida. Mas esta merece. Farta de ouvir falar, de ler, de ver fotos e também de provar hambúrgueres artesanais - artesãos na hamburgueria? Hum? - hoje fiz os meus. Não fotografei, confesso. Porque teria que fotografar o bocado já mordido, para se perceber o quão extraordinário aquilo estava. 

Só fotografei as batatas que fritei, a acompanhar - com pele, temperadas com sal e orégãos. Eu supero-me. Sou odiosa de tão maravilhosa.


A prometida foto da dica # 11 ;-) - actualizado


A foto não revela o cheiro. Nem o sabor...
E, pensando bem, um resto ao qual foram acrescentados uns pedaços de delícias que nem se desfizeram convenientemente na frigideira, não abona nada em meu favor.
Mas a toalha é bonita...