20/03/2017

Com os copos

Este post também se podia denominar 
ou então,
Pois, mas não chama. Chama-se como me apeteceu no momento em que digitei o título, com vista a atrair freguesia, que o movimento anda fraco, ninguém me liga, sou tão pequenina e já me dói a barriga. 
Até podia chamar-se
Era só ter-me lembrado.
(Eia, agora, tudo a vir cá ler, a achar que LB, aquele ícone, se emborrachou e veio cá contar...)

Não sei se alguém se lembra da celeuma aqui alavancada com aquilo dos copos do Continente*. Até veio cá uma azeda destilar, o que me deu para mais de demasiadas visualizações, e a porcaria do post que daí resultou é dos mais vistos de sempre. (Imagino que a própria se finou de alguma maneira, inquinada e seca, com o dedito ET cravado na tecla F5.)
Eu, por acaso, e como gasto lá na mercearia do Titio Mimi, acabei — tudo sem querer! — preenchendo o equivalente a seis cadernetas, que me valeram doze copos, para os quais tive que despender mil, novecentos e vinte euros, apesar de, na conta final, me terem surgido uns apenas modestos cento e vinte euros e não tenha pago rigorosamente euro nenhum. (Não sei se estais a acompanhar.)
A minha escolha voltou-se para os copos de água, pois que sou assim destas modéstias e não me pareceu, à cabeça, que os de vinho ou os de gin me fizessem assim uma falta inadiável no enxoval.
Apesar de ter passado a gozar de uma angústia nova, derivadas da perspectiva de se me partir um, aqueles doze copos fazem-me muito feliz: são de uma beleza redonda e oval, ficam sempre transparentes, independentemente do número de vezes que se lavem na máquina, e, sobretudo, são musicais. As minhas refeições passaram a ser acompanhadas ao xilofone, que é aquele som que sai da minha unhaca quando lhes bato com ela no vidro que diz que é cristal. (A ver se não musico com muita força e não me vai parar um deles ao chão, lagarto, lagarto.) Enquanto eles durarem, dura também a alegria de os ter. (Redundante? E redondo oval, também.)



*NMPPI

6 comentários:

  1. são de uma clarividência esmagadora, pois que esses copos sendo vossos, senhora Blue, de lindas unhas escarlate, devotaram-se ao crescimento interior e aproximaram-se de estados de consciência subtis. muito bom dia.
    beijinhos, Linda.

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    1. Serão copos esotéricos, translúcidos, paranormais, então, Mia?
      Deveria metê-los na cristaleira que não possuo, para os proteger da ira da vizinha, aquela que diz que se está a defecar, mas em vernáculo?
      Beijinhos, e que as forças do bem nos empurrem para aquele sentido :)

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    2. :))
      fazem-se leituras nesses copos, e talvez se possa também trabalhar com eles no sentido de afastarem vernáculos trazidos por quem não tem corpo de felicidade e tem língua áspera que chegue.
      boa semana.

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    3. Lê-se música, transparência, harmonia, equilíbrio e good vibes. São os copos da minha vida. Estou com eles e não abro. Com certeza que são afastadores de tempestades :)
      Boa semana Mia.

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  2. Anónimo20/3/17

    Haviam era agora de se partir todos(ai os aldrabões do continente blá blá blá).
    Vá se lá feliz com os copitos.
    Cumprimentos da azeda

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    1. (Olha, sobreviveu...)
      Isso é que era a PDL. Até já pensei em tomar essa iniciativa, acabava-se-me a angústia nova.
      Cumps, Zê.

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