17/11/2016

Maçãs do terror

Se calhar, já não se lembram. Acredito, porque eu própria também já não me queria lembrar. 
Fiz, pela última vez na minha vida, maçãs do amor há dois anos. E considerei seriamente a hipótese de que seria mesmo a última vez. 
A primeira correu mal, a seguinte que remédio senão correr bem, que eram para uma encomenda de uma amiga.
A mesma amiga pediu-me agora que lhe fizesse dezasseis, por conta do 16.º aniversário da filha. (Vá que a criança não faz 35.) Diz que é para me pagar, a lírica. Como se eu fosse dessas.
Estou que não me aguento. Já acordei cansada, só com a ideia. Ainda não eram 9 da madrugada e já tinha sorvido três tutoriais sobre o assunto. Tenho o cérebro frito e passado a calda de açúcar com corante vermelho de tanto ouvir falar sobre o ponto óptimo para passar as maçãs, que eu sei por experiência que só dura uns segundos. (Muitos menos do que os necessários para "forrar" dezasseis maçãs.) E eu tenho que mergulhar dezasseis. Dezasseis, já disse?
Não fiz body pump hoje, mas já tenho mais dois anos em cima do couro. 
Não tenho forças.
Não tenho sequer maçãs em casa.
Só tenho boa vontade e amizade pelas minhas pessoas, e não me parece que isso possa ser suficiente.
Não sei como é que ainda não fui descoberta e proposta para canonização. (É o comprimento da saia, é?) (Preconceituosos.)


4 comentários:

  1. Fiquei cansada só de te ler! Mas se quiser maçãs do amor já sei a quem pedir :P
    Beijos

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    1. Eu percebo-te. Estou cansada só de pensar nas 16 chagas.
      Pedir não custa :P
      Beijos, Imp :)

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  2. ter~ror e maçãs. nunca pensei que pudesse ligar tão bem, a não ser aquela da Branca de Neve. as melhoras, "corage", são dezasseis anos , não é todos os dias, para acabar com um cliché, que também enerva um bocado.

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    1. Então e mamã Eva?
      Amanhã madrugo e avio as dezasseis, Mia. Seja o que o Demo quiser.

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